Archive for Auto-ajuda

Se acabou, mas foi bom, seja grato!

Hoje em dia as pessoas somem da vida das outras sem saber de absolutamente nada. Sem ouvir o que o outro tem pra dizer, sem dizer o que, talvez, o outro precisasse ouvir.

As pessoas saem como se nunca tivessem entrado na vida do outro, muitas vão embora sem se despedir, outras se despedem com uma mensagem: ”Adorei te conhecer” e só.

Tudo bem a gente sair da vida de alguém quando a gente não se sente mais confortável, mas você já parou pra pensar que conhecer alguém, por mais curto que seja o tempo que vocês ficaram, momentos acontecem, lembranças ficam marcadas, sorrisos são trocados, conversas que atravessam a madrugada, e sem perceber, aquela pessoa acaba plantando algo em você, acaba te deixando lições e bagagem que às vezes, você leva pra vida toda?

Mesmo diante de um fim, ser grato a tudo o que o outro lhe apresentou, de bandas independentes que quase ninguém costuma ouvir às séries de zumbis, dos desabafos que você confessou aos conselhos que o outro lhe deixou.

Agradeça pelo sentimento que a pessoa despertou em você, seja aquela paixão louca desenfreada que o fez perder o controle de si mesmo, cobrar-se loucamente e construir expectativas sem fim ou aquele sentimento leve que o fez flutuar sem tirar os pés do chão, que até hoje você não tem certeza direito, se foi amor ou só diversão.

É genuíno a atitude de contar ao outro o quão ela foi importante pra você, o quanto lhe ensinou, sem nem perceber. É um ato de gratidão dizer ao outro tudo o que ele conseguiu ser, e mesmo que tenha acabado aquilo que você acreditou que seria pra sempre, se foi bom, seja grato.

Grato porque simplesmente aconteceu, porque teve a liberdade de conhecer o outro e ter exposto – ainda que com um certo medo – o seu corpo e a sua vida, grato por aquela pessoa ter esbarrado em você e ter acontecido, porque algumas pessoas por aí sequer acontecem.

Dá um aperto ver as pessoas saindo umas das outras sem sequer dizer um: ”Obrigado por me permitir conhecer, por ter aberto a sua vida para que eu o conhecesse um pouco”, sem trocar nenhuma ideia, sem dizer ao menos se foi bom, sabe? As pessoas simplesmente somem, visualizam e nunca mais respondem.

Eu sinto uma necessidade imensa de dizer ao outro o que ele significou pra mim, sabe? Pensar nisso me bate uma vontade danada de botar as coisas pra fora. Às vezes bate uma vontade louca de dizer para aquela pessoa que ela foi importante demais para mim. Três meses, cinco, um ano, não importa. Acho que isso é o mínimo que as pessoas deveriam fazer antes de sumirem do mapa.

Eu não consigo simplesmente acreditar que existam pessoas que conseguem desaparecer da vida das outras sem, em algum momento da vida, perguntar-se:

”O que será que eu fui pra ela?” ou ”Será que eu plantei alguma semente?”

NÃO TRATE COMO PRIORIDADE QUEM TE TRATA COMO OPÇÃO!

Deveríamos valorizar somente aqueles que nos valorizam, e não tratarmos como prioridade quem nos trata como opção. Porém é difícil fazer isso, em grande parte porque normalmente nós continuamos esperando que o egoísmo se torne apreço e interesse mútuo.

No entanto, o que estamos fazendo é submeter o nosso bem-estar à vontade dos outros, tapando nossos olhos à evidências e não ouvindo nossas necessidades emocionais, presos no egoísmo dos outros.

“Com estas ideias arruinamos nosso presente, alimentando as esperanças de mudanças que nunca vêm, muitas vezes devido às memórias de um passado que não tem futuro.”

De qualquer forma, mesmo de maneira fugaz e intermitente, somos capazes de perceber que algo não está funcionando como deveria em nossos relacionamentos, as pessoas mudam e com o tempo mostramos a nossa face menos amigável e mais interessada.

O que aprendemos ao longo do tempo

Há um texto que é atribuído a vários autores (Jorge Luis Borges ou Shakespeare e outros), que reflete de uma forma incrível o que aprendemos ao longo da vida. Leia e reflita, percebendo o que pode mudar para melhorar as relações.

“Com o tempo eu aprendi a sutil diferença entre pegar a mão de alguém e acorrentar uma alma.

Com o tempo eu aprendi que o amor significa não depender de alguém e que companhia não significa segurança.

Com o tempo … Eu comecei a entender que beijos não são contratos, promessas ou presentes.

Com o tempo, aprendi que estar com alguém que lhe dá um bom futuro significa mais cedo ou mais tarde querer voltar a seu passado.

Com o tempo … você percebe que casar só porque “está na hora” é um aviso claro de que seu casamento vai falhar.

Eventualmente, eu percebi que aquele que é capaz de te amar com suas falhas, sem tentar te mudar, pode dar-lhe toda a felicidade que você quer.

Eventualmente, você percebe que, se você está perto dessa pessoa apenas para acompanhar a sua solidão, fatalmente acabará não querendo vê-la novamente.

Eventualmente, você percebe que os verdadeiros amigos valem mais do que qualquer quantia de dinheiro.

Eventualmente, eu entendi que os verdadeiros amigos podem ser contados nos dedos de uma mão, e que aqueles que não lutam por acabarão cercado apenas por falsas amizades.

Com o tempo eu aprendi que as palavras ditas em um momento de raiva pode ferir ao longo da vida.

Com o tempo, aprendi que qualquer um pode desculpar, mas o perdão é exclusivo das grandes almas …

Eventualmente, eu percebi que se você fere gravemente um amigo, provavelmente a amizade nunca mais será a mesma.

Eventualmente você percebe que, embora esteja feliz com os seus amigos, algum dia chorará por aqueles que deixou ir.

Eventualmente, você percebe que cada experiência vivida com cada pessoa é irrepetível.

Eventualmente, você percebe que quem humilha ou despreza um ser humano, cedo ou tarde, sofrerá as mesmas humilhações ou desprezos em dobro.

Com o tempo, eu aprendi a construir todas minhas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais.

Eventualmente, eu percebi que apressar as coisas ou forçá-las irá resultar em um final não desejado.

Eventualmente, você percebe que, na verdade, o melhor não é o futuro, mas o tempo que estava vivendo naquele momento.

Com o tempo você vai ver que, embora esteja feliz com aqueles ao seu lado, sentirá muita falta daqueles que estavam com você e agora não estão mais.

Com o tempo eu aprendi que tentar e perdoar ou pedir desculpas, dizer que ama, dizer que sente falta…. em um túmulo … não faz qualquer sentido …

Mas, infelizmente … nós só entendemos isso com o tempo.”

A verdade é que para certas coisas o tempo é nosso grande professor, através do qual vemos e valorizamos os erros do passado, nossas experiências com os demais e o respeito por nós mesmos.

Agora isso não significa que o tempo te diga tudo ou cure tudo, somos nós que temos de negociar os sentimentos em nosso diálogo interior, referindo-nos claramente aos nossos conflitos pessoais decorrentes egoísmo dos outros.

Devemos tomar uma posição e reafirmar-nos sem deixar que os outros tirem vantagem de nós por conta do nosso medo de rejeição ou confronto. A assertividade constitui um dos pilares básicos da construção da nossa autoestima e identidade pessoal.

É importante aprendermos a dizer NÃO, e buscarmos em nosso interior um aliado para lidarmos com essas relações baseadas na desigualdade e egoísmo de pessoas que só pensam em si mesmas.

OS MAIORES PRAZERES

Os maiores prazeres que se pode vivenciar são extremamente singelos e não costumam ter relação direta com a condição econômica privilegiada.

Passear com o namorado num parque, andar de bicicleta, sentar num bar com os amigos para trocar ideias… nada disso envolve muito dinheiro.

Assistir um filme intrigante, conversar com um amigo íntimo e confidente, namorar, dançar, ouvir música… nada disso depende de dinheiro.

Muitos dentre os mais ricos vivem enclausurados por causa do medo de violência: gostam de viajar para usufruir dessa forma simples de viver.

Por vezes me pergunto: qual a razão do anseio da maioria pela fama e fortuna se, no final, quase todos gostam mesmo é de uma vida simples?

A vaidade, esse prazer erótico que advém de chamar a atenção, atrair olhares de admiração e desejo, parece ser o motor da busca de destaque.

O destaque depende de ações ou uso de adornos especiais, exclusivos; e isso sim depende de muito dinheiro: sentir-se especial custa caro!

Para se sentir especial a pessoa não pode usufruir dos prazeres “comuns”: ela terá que escolher entre a vaidade e a boa qualidade de vida.
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Life’s greatest pleasures are quite simple and usually unrelated to a person’s financial situation: walking in a park with a significant other, riding a bike, hanging out with friends at a bar, watching a compelling movie, talking to a close friend, going on dates, dancing, listening to music… none of this requires money.

Many of the very rich lead very restrictive lives for fear of urban violence, so they often travel just to be able to enjoy those prosaic amusements. I sometimes wonder what’s the point of longing for fame and fortune if, in the end, what most people really like are the simple pleasures of life.

The desire to stand out seems to be motivated by vanity, the erotic pleasure that comes from attracting attention and admiration, and provoking lust. But to stand out, one must use or do exclusive, unique things that do require money: feeling special is expensive! To feel special, a person can’t enjoy “regular” amusements; a choice must be made, between quality of life and vanity.

Tradução: Amanda Morris

Artigo: Em vez de relaxar, meditação pode provocar crises mentais, diz psicólogo

Em vez de relaxar, meditação pode provocar crises mentais, diz psicólogo

http://flip.it/W8WLJ

NÃO TRATE COMO PRIORIDADE QUEM TE TRATA COMO OPÇÃO!

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Deveríamos valorizar somente aqueles que nos valorizam, e não tratarmos como prioridade quem nos trata como opção. Porém é difícil fazer isso, em grande parte porque normalmente nós continuamos esperando que o egoísmo se torne apreço e interesse mútuo.
No entanto, o que estamos fazendo é submeter o nosso bem-estar à vontade dos outros, tapando nossos olhos à evidências e não ouvindo nossas necessidades emocionais, presos no egoísmo dos outros.
“Com estas ideias arruinamos nosso presente, alimentando as esperanças de mudanças que nunca vêm, muitas vezes devido às memórias de um passado que não tem futuro.”
De qualquer forma, mesmo de maneira fugaz e intermitente, somos capazes de perceber que algo não está funcionando como deveria em nossos relacionamentos, as pessoas mudam e com o tempo mostramos a nossa face menos amigável e mais interessada.
O que aprendemos ao longo do tempo
Há um texto que é atribuído a vários autores (Jorge Luis Borges ou Shakespeare e outros), que reflete de uma forma incrível o que aprendemos ao longo da vida. Leia e reflita, percebendo o que pode mudar para melhorar as relações.

“Com o tempo eu aprendi a sutil diferença entre pegar a mão de alguém e acorrentar uma alma.
Com o tempo eu aprendi que o amor significa não depender de alguém e que companhia não significa segurança.
Com o tempo … Eu comecei a entender que beijos não são contratos, promessas ou presentes.
Com o tempo, aprendi que estar com alguém que lhe dá um bom futuro significa mais cedo ou mais tarde querer voltar a seu passado.
Com o tempo … você percebe que casar só porque “está na hora” é um aviso claro de que seu casamento vai falhar.
Eventualmente, eu percebi que aquele que é capaz de te amar com suas falhas, sem tentar te mudar, pode dar-lhe toda a felicidade que você quer.
Eventualmente, você percebe que, se você está perto dessa pessoa apenas para acompanhar a sua solidão, fatalmente acabará não querendo vê-la novamente.
Eventualmente, você percebe que os verdadeiros amigos valem mais do que qualquer quantia de dinheiro.
Eventualmente, eu entendi que os verdadeiros amigos podem ser contados nos dedos de uma mão, e que aqueles que não lutam por um acabarão cercados apenas por falsas amizades.
Com o tempo eu aprendi que as palavras ditas em um momento de raiva pode ferir ao longo da vida.
Com o tempo, aprendi que qualquer um pode desculpar, mas o perdão é exclusivo das grandes almas …
Eventualmente, eu percebi que se você fere gravemente um amigo, provavelmente a amizade nunca mais será a mesma.
Eventualmente você percebe que, embora esteja feliz com os seus amigos, algum dia chorará por aqueles que deixou ir.
Eventualmente, você percebe que cada experiência vivida com cada pessoa é irrepetível.
Eventualmente, você percebe que quem humilha ou despreza um ser humano, cedo ou tarde, sofrerá as mesmas humilhações ou desprezos em dobro.
Com o tempo, eu aprendi a construir todas minhas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais.
Eventualmente, eu percebi que apressar as coisas ou forçá-las irá resultar em um final não desejado.
Eventualmente, você percebe que, na verdade, o melhor não é o futuro, mas o tempo que estava vivendo naquele momento.
Com o tempo você vai ver que, embora esteja feliz com aqueles ao seu lado, sentirá muita falta daqueles que estavam com você e agora não estão mais.
Com o tempo eu aprendi que tentar perdoar ou pedir desculpas, dizer que ama, dizer que sente falta…. em um túmulo … não faz qualquer sentido …
Mas, infelizmente … nós só entendemos isso com o tempo.”

A verdade é que para certas coisas o tempo é nosso grande professor, através do qual vemos e valorizamos os erros do passado, nossas experiências com os demais e o respeito por nós mesmos.
Agora isso não significa que o tempo te diga tudo ou cure tudo, somos nós que temos de negociar os sentimentos em nosso diálogo interior, referindo-nos claramente aos nossos conflitos pessoais decorrentes de egoísmo dos outros.
Devemos tomar uma posição e reafirmar-nos sem deixar que os outros tirem vantagem de nós por conta do nosso medo de rejeição ou confronto. A assertividade constitui um dos pilares básicos da construção da nossa autoestima e identidade pessoal.
É importante aprendermos a dizer NÃO, e buscarmos em nosso interior um aliado para lidarmos com essas relações baseadas na desigualdade e egoísmo de pessoas que só pensam em si mesmas.
Valorize -se sempre e se ame antes de tentar amar qualquer um que seja.

10 sinais preocupantes de que você não está sabendo educar seu filho

Por Karin Cristina Guedes de Oliveira

A culpa está atrelada a maternidade e paternidade. Ela é descabida quando fundamentada em sentimentos irreais, porém pode ser bastante sinalizadora quando você não está se desenvolvendo bem em suas atividades parentais. Sua culpa pode não ter te levado a esses caminhos, mas reflita sobre os obstáculos que podemos encontrar na longa jornada de criar filhos.

1. Você não castiga quando seu filho faz algo errado

Seja sempre instável e nunca cumpra com sua palavra, o resultado será surpreendente. Dar tarefas é o mesmo que oferecer a oportunidade da criança conquistar mais responsabilidades, caso ela não cumpra seu dever sofrerá uma consequência. O castigo por não realizar uma tarefa ensinará a regra básica da vida, afinal criança ou adulto ao descumprirmos o que nos cabe colhemos algo negativo. O castigo pode ser um período sem o brinquedo preferido, um tempo sem assistir o desenho predileto, o importante é combinar com antecedência e cumprir o combinado sempre. Se você prometeu um castigo, imponha o que prometeu.

2. Não estabelece limites

Quer ser um péssimo pai ou uma péssima mãe é só deixar seu filho se criar sozinho. Sozinho ele não respeitará as regras, na verdade não haverá regras. Por mais que as crianças digam algo parecido como “eu só quero fazer o que gosto!” ou “parem de mandar em mim”. Toda criança necessita de limites, eles pedem isso o tempo todo. Quando se sentem soltas demais passam a testar os adultos até encontrar alguém que se importe com elas o suficiente para impor as regras que necessitam. Sim, elas entendem os limites como demonstração de afeto.

Impor regras, limitar, traçar uma linha a ser seguida é promover a segurança do indivíduo em formação. Essas limitações as tornará mais seguras, conhecendo e respeitando sem sofrimento as regras da família e da sociedade.

Isso não significa negar tudo o tempo todo. Por exemplo, em vez de negar um sorvete, você pode dizer que sim, mas somente após almoçar.

3. Prolonga demais os limites

Um dos principais erros de pais e mães “durões” é manter os limites da primeira infância e não reajustá-los. Enquadrar os limites em cada fase do seu filho irá proporcionar maior autonomia e confiança em sua capacidade. Não estenda os limites por muito tempo, aquilo que ele ou ela não podiam fazer aos 5 anos, aos 10 pode ser que já consigam. E ao completarem 10 anos necessitarão de novas regras. Uma boa conversa sobre criar ou anular novas diretrizes pode ser bem produtiva e colaborativa.

4. Cede constantemente

Uma cena bem familiar a todos os pais é uma criança chorar ao ouvir um não, insistir, argumentar até o adulto ceder e fazer sua vontade. As crianças possuem um grande poder de negociação e usam seu conhecimento sobre as limitações dos pais para alcançarem o que querem. Sabem que seu pai não suporta uma manha ou que sua mãe morre de vergonha quando se joga no chão ao andarem pelo shopping. Sabe que ao se jogar ela vai ceder e comprar o carrinho. Mostre para sua prole que “não” é a resposta mais curta e “de jeito nenhum” é a resposta mais longa que terão para a negociação que o pequeno quer impor. Aconteça o que acontecer mostre que você não vai ceder, logo ele entenderá que “não” é “não” e pronto. Não ceder não significa mostrar quem manda, mas sim revela ao seu filho que você é constante, responsável e que conhece o melhor para ele. Isso aumentará a confiança dele em você.

5. É um serviçal

Trabalho não é punição, é presente. Nada vem fácil na vida de ninguém. Para que alcancemos qualquer coisa precisamos pagar um preço. Faça seu filho entender isso logo cedo, caso contrário você se verá chateado por diversas vezes quando ele for adolescente e não conseguir cuidar dele próprio. Ensine-o a juntar seus brinquedos, limpar e organizar o que for possível, elabore tarefas compatíveis com sua faixa etária.

6. Intimida sua criança

A intimidação pode parecer a solução quando o grito e choro se instalam na sua casa. Logo você grita, aponta o dedo e ele fica calado como se dissesse “eu te respeito papai e você é a autoridade aqui”. Mentira! Ele ficou quieto pois percebeu que você perdeu o controle de si e da situação. Ao perceber que irá “perder as estribeiras” tome essas atitudes e recupere seu autocontrole:

– Respire fundo
– Conte até 10
– Relaxe o corpo
– Coloque as mãos no bolso ou segure as mãos do seu filho.
– Concentre-se no problema, não na criança.

Outra dica importante é sempre estar no nível do seu filho e o encarar nos olhos, seja para corrigir, elogiar ou apenas conversar, preocupe-se em abaixar-se. A altura que os separa irá intimidar e não causar a aproximação necessária para resolver o problema.

7. É amigo demais e não pai

Você é o melhor amigo do seu filho? Não queira ser. Ele precisa e deseja que você seja o pai ou a mãe. Estudos mostram que quando você for um professor, um líder, um fornecedor e um disciplinador, só então será um pai. Seu filho deve respeitar sua autoridade como pai primeiro. Então confiará em você mais do que em qualquer outro amigo. Muitos podem ser amigos dele, inclusive você, mas a figura paterna e materna ele só encontrará em vocês.

8. Compara e critica

O abuso verbal pode retardar e afetar negativamente o desenvolvimento cerebral das crianças. Provocando angústia mental, depressão e baixa auto-estima.

Comparações negativas não estimulam as crianças, nem ninguém, a agir de maneira melhor. Pelo contrário só provoca desmotivação. Procure fazer o contrário: identifique as qualidades e os pontos positivos de seus filhos e mostre que você o aprecia. Ao querer desabafar ou tratar de alguma situação negativa que eles provocaram, não confie em conversas codificadas, criancas são inteligentes e logo entederão tudo o que você está dizendo.

9. Faz demais para ele sempre

Seja comprando tudo o que ele pede ou tudo o que você deseja comprar. Seja auxiliando em todo e qualquer projeto ou tarefa que ele precisa desenvolver. Caso você faça além da conta sempre, certamente estragará o seu filho. O que ele busca na verdade, não são os celulares ou brinquedos lançados ontem, nem ajuda em tudo o que for fazer. Ele deseja mesmo é mais presença, mais tempo gasto em não fazer nada.

10. Não sabe ouvir

Seu filho pede ajuda ou simplesmente lhe conta algo e você já começa “na minha época…”. O que quer na verdade é que você o escute mais. Ouça-o, sente-se com ele, peça para lhe dizer o que deseja alcançar, pergunte como deseja chegar a tal resultado, preste atenção no seu filho, seus sentimentos e emoções, saiba mais sobre os desafios e realizações diárias, pergunte como pretende colocar a solução em ação, e peça para filtrar as ideias levantadas para que alcance o objetivo.

Fazendo assim você estará oferencendo incentivo e eventualmente fazendo perguntas para colher mais informações. Se possível, pode sim perguntar se deseja saber sua opinião, mas esteja preparada para a negação e aceite-a. Muitas vezes a função dos pais é colocar as mãos no bolso, respirar fundo, confiar e deixar o filho viver as próprias experiências. Os filhos estão preparados para caminharem sozinhos, muitos pais não estão prontos para a constante maturidade que o filho conquista a cada dia.

Fonte indicada: Família

TEMPO NÃO DEFINE SENTIMENTO

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“Não  é o tempo e nem a oportunidade que determinam a intimidade, é só a disposição. Sete anos seriam insuficientes para algumas pessoas se conhecerem, e sete dias são mais que suficientes para outras.”, já dizia a incrível Jane Austen no livro “Razão e Sensibilidade”.

Sabe quando você conhece uma pessoa e sente que já a conhece por mais de uma vida? Sabe quando as ideias e vontades de dois “desconhecidos” se cruzam e parece que todo o tempo do mundo ainda é pouco para falar?
É maravilhoso perceber que há muitos anos atrás, Jane Austen já tenha notado coisas que pessoas hoje em dia ainda se recusam a ver. É possível sim amar uma pessoa em pouco tempo. É mais do que possível você se identificar tanto com uma pessoa que acabou de conhecer mais do que com uma que cresceu ao teu lado.

Lembra do Orkut? “O que falar dessa pessoinha que eu mal conheço mas já considero pacas?”. Ignorando que a maior parte desses comentários era só pra aparecer e estar no topo dos depoimentos, isso é uma coisa que acontece sim. E o sentimento que você pode ter por uma pessoa do outro lado do país e que você nunca viu na vida pode ser maior do que por uma pessoa que convive com você.

Apenas uma coisa que você tem que entender: as pessoas não duram para sempre. Mas eu acredito, fielmente, que o sentimento sim. Ele permanece. Tanto que algumas pessoas partem dessa vida para sabe-se-lá-o-que mas nunca serão esquecidas por nós. E nunca deixaremos de amá-las.

A vida é como o trânsito em São Paulo: algumas pessoas ficam ali paradas, impacientes, apenas esperando o momento propício para irem embora. Outras, tentam fazer do tempo em que estão ali um pouco mais agradável, por mais difícil que seja. Outros são pedestres, que atravessam apressados pelas ruas da vida sem ao menos reparar no que está ao seu redor e, talvez, toda essa pressa, os faça perder coisas maravilhosas que estavam bem ali do seu ladinho.

Minha dica? Desacelere. Repare ao seu redor, aproveite oportunidades, crie situações. Utilize seu dom de amar, mesmo que só esteja de passagem.
Conheci pessoas incríveis, que me ensinaram coisas boas e exalavam energias positivas. E pessoas que conseguem fazer um sorriso meu fluir, acredite, terá meu eterno amor. Mas isso só aconteceu comigo porque eu permiti uma aproximação, me permiti viver aquilo.

E por mais que pessoas venham e vão em nossas vidas, salve um pouco delas em você. Aprenda com elas, as ame. No futuro você vai perceber o quanto elas te farão falta, mesmo que com pouco tempo de convívio.

Esse texto, na verdade, é uma forma de demonstrar meu carinho por todas essas pessoas que passaram rapidamente em minha vida mas que deixaram grande rastro de carinho por ela. E o mais incrível é que elas talvez nem saibam disso! Mas é aí que está a beleza: amar não requer nada em troca.
Apenas ame mais, independente do tempo. E lembre-se: tempo não define sentimento.

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Escrito por Cintia Gomes – Via Super Ela

Bastam 66 dias para mudar um hábito

O cérebro se reorganiza constantemente se temos interesse em fazê-lo

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Mudar alguns hábitos está ao alcance de todos. Para isso, são necessários dois ingredientes importantes: escolher uma mudança que seja coerente com sua escala de valores e treinar até que se torne um hábito. Pouco além disso.

Nada é “obrigatoriamente” para sempre, sequer o que se escolheu como hobby, profissão ou local de residência. A ideia de que podemos ser quem desejamos, praticar novos esportes, aprender outras culturas, experimentar todas as gastronomias, ter outros círculos de amigos… transforma uma vida parada em outra, rica em oportunidades e variedade.
O cérebro é plástico.  As pessoas evoluem,  desejamos mudar, crescer interiormente, e estamos capacitados para isso. Ficaram para trás as teorias sobre a morte dos neurônios e os processos cognitivos degenerativos. Hoje sabemos que os neurônios geram novas conexões que permitem aprender até o dia em que morremos.
A plasticidade cerebral demonstrou que o cérebro é uma esponja, moldável, e que continuamente vamos reconfigurando nosso mapa cerebral. Foi o que disse William James, um dos pais da psicologia, em 1890, e todos os neuropsicólogos hoje em dia confirmam as mesmas teorias.O próprio interesse por querer mudar de hábitos, a atitude e a motivação, assim como sair da zona de conforto, convidam o cérebro a uma reorganização constante. Esse processo está presente nas pessoas desde o nascimento até a morte.
Nesta sociedade impaciente, baseada na cultura do “quero tudo já e sem esforço”, mudar de hábitos se tornou um suplício. Não porque seja difícil, mas porque não abrimos espaço suficiente para que se torne um hábito. Não lhe passou pela cabeça alguma vez que, ao começar uma dieta, as primeiras semanas são mais difíceis de do que quando já está praticando há algum tempo? É resultado desse processo. No início seu cérebro lembra o que já está automatizado, o hábito de beliscar, comer doce ou não praticar exercício, até que se “educa” e acaba adquirindo as novas regras e formas de se comportar em relação à comida.
Todo homem pode ser, se assim se propuser, escultor de seu próprio cérebro” Santiago Ramón y Cajal

A neurogênese é o processo pelo qual novos neurônios são gerados. Uma das atividades que retardam o envelhecimento do cérebro é a atividade física. Sim, não só se deve praticar exercícios pelos benefícios emocionais, como o bem-estar e a redução da ansiedade, ou para ficar mais atraente e forte, mas porque seu cérebro se manterá jovem por mais tempo. Um estudo do doutor Kwok Fai-so, da Universidade de Hong Kong, correlacionou a corrida com a neurogênese. O exercício ajuda a divisão das células-tronco, que são as que permitem o surgimento de novas células nervosas.

Existem outras práticas, como a meditação, o tipo de alimentação e a atividade sexual que também favorecem a criação de novas células nervosas.

Uma vez que a reorganização cerebral é estimulada ao longo de toda a vida, não há uma única etapa em que não possamos aprender algo novo. A idade de aposentadoria não determina uma queda, nem completar 40 ou 50 anos deveria ser deprimente. Todos que tiverem interesse e atitude em relação a algo estão em boa hora, poderão aprender, treinar e tornar-se especialistas independentemente da idade. Se você é dessas pessoas que se dedicaram durante a vida a uma profissão com a qual viveram relativamente bem, mas ficaram com o desejo de estudar Antropologia, História, Exatas, Artes Plásticas ou o que for, pode começar agora. Não há limite de idade nem de tempo para o saber.

Não deixe que sua idade o limite quando seu cérebro está preparado para tudo. A mente se renova constantemente graças à plasticidade neuronal.

Até há pouco tempo pensava-se que modificar e automatizar um hábito exigia 21 dias. Otimismo demais! Um estudo recente de Jane Wardle, do University College de Londres, publicado no European Journal of Social Psychology, afirma que para transformar um novo objetivo ou atividade em algo automático, de tal forma que não tenhamos de ter força de vontade, precisamos de 66 dias.

Sinceramente, tanto faz se forem 21 ou 66! O interessante é que somos capazes de aprender, treinar e modificar o que desejarmos. O número de dias é relativo. Depende de fatores como insistência, perseverança, habilidades, das variáveis psicológicas da personalidade e do interesse. A mudança está em torno de dois meses e pouco. O que são dois meses no ciclo de nossa vida? Nada. Esse tempo é necessário para sermos capazes de fazer a mudança que desejamos. E isso nos torna livres e poderosos.
Dez conselhos para começar o que se deseja:

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“É preciso sacudir energicamente o bosque dos neurônios cerebrais adormecidos; é fundamental fazê-los vibrar com a emoção do novo e infundir-lhes nobres e elevadas inquietudes”. Ramón y Cajal

Para saber mais

1. Eleja seu propósito e o transforme em seu projeto. É certo que, se fizer uma lista, se dará conta de que tem muitas inquietações. Mas não podemos mudar ou tentar fazer tudo de uma vez. Esqueça seu cérebro multitarefa e não queira modificar tudo em um instante. Quando conseguir automatizar o primeiro, passe ao segundo.

2. Reflita sobre sua meta. Se responder às seguintes perguntas em relação a seu objetivo, seu compromisso com ele aumentará: O que quero? Por quê? Para quê? Com quê? O “com que” refere-se aos seus pontos fortes, valores e atitudes para consegui-lo. Quando enfrentar algo novo, e tendo em vista que isso implica em sair da zona de conforto, é recomendável ter a segurança e a confiança de que está preparado, que tem capacidade e que irá conseguir. Mesmo que seja difícil.

3. Faça com que ele caiba no seu dia-a-dia. Não importa o que deseja iniciar, é preciso tempo. Se não abrir um espaço em sua agenda e o transformar em rotina, o normal é que termine postergando o que agora não faz parte de sua vida.

4. Ressalte seu objetivo. Tudo aquilo que não faz parte de nossa ordem habitual é fácil de ser esquecido. Se tem uma agenda, marque com caneta marca-texto. Se utiliza o alerta do celular, crie um diário com o novo objetivo. Não abuse de sua memória e do “deveria ter me lembrado”.

5. Cerque-se de todo o necessário, assim não terá desculpas para não começar. Por exemplo, se está de dieta, compre os alimentos do regime; se começou a praticar esportes, busque a roupa que irá usar, ou se começou a tirar fotos, prepare o material.

6. Comece hoje. Não existe nenhum estudo com rigor científico que relacione a segunda-feira ou o primeiro dia de janeiro exclusivamente com o começo de um novo hábito. A terça-feira e a quinta são dias tão bons como qualquer outro. Deixar tudo para a segunda é outra maneira de postergar e deixar que a preguiça vença sua força de vontade. O melhor dia para começar algo é hoje.

7. Emocione-se. As emoções avivam a lembrança, produzem bem-estar, e estar apaixonado pelo que se faz fideliza o hábito. Busque como se sente, o que irá conseguir, como irá melhorar sua vida pessoal e profissional. Aproveite e esteja presente.

8. Não escute a voz interior que lhe diz que está cansado, qual o sentido disso e que a vida é muito curta para não ser aproveitada. Nosso cérebro está muito treinado para criar desculpas e continuar na zona de conforto. Essa voz interior é muito forte e pode ser muito convincente.

9. Seja disciplinado. Leve seu hábito a sério. E levá-lo a sério não significa se tornar sério, mas que seja uma prioridade, algo para dedicar seu valioso tempo. E que tenha um lugar especial em sua agenda.

10. Transforme seu novo hábito em sua filosofia de vida. Isso lhe dará outra dimensão e calma. Não se trata de aprender algo agora, mas aproveitar e saber que tem toda a vida para praticá-lo. Se, por exemplo, decidiu começar com a atividade física, não se sinta mal se pular um dia. Tem amanhã, o dia depois dele e toda a vida para fazê-lo. Não se trata de sentir-se culpado. Essa emoção não agrega nada. Só é preciso ser disciplinado e ter seriedade. Se for realmente algo importante, amanhã voltará a fazê-lo. Não é tudo ou nada. É incorporar algo bom para cada um e encaixá-lo na vida para aproveitar, não para que seja mais um sofrimento no caso de não poder realizá-lo um dia.

FONTE: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/07/01/eps/1435765575_333302.html

Guia para uma vida feliz, segundo os idosos – Parte I

idosostranquilos

Livros de autoajuda, revistas sobre simplicidade, filmes, filmes europeus, fóruns e reuniões, colunas online, palestras e uma quantidade imensurável de vídeos são algumas das fontes que usamos para nos ajudar na suposta difícil jornada de encontrar felicidade.

Engraçado que nessa busca esquecemos de perguntar para aqueles que mais provavelmente possuem as respostas, os idosos. Pessoas que já estão no fim da sua longa jornada e têm toneladas de dicas prontas para disponibilizar a quem pedir. Mas poucos pedem. O que será que eles teriam para nos ensinar?

O geriatra americano Karl Pillemer PhD e professor da Cornell University resolveu colocar esta excelente ideia em prática. Ele criou o Legacy Project (Projeto Legado) para reunir os mais valiosos conselhos e lições de vida do que ele considera que são as pessoas mais sábias de hoje, ele as batizou de experts. Ao longo de vários anos, ele e sua equipe entrevistaram quase  1000 vovôs e vovós perguntando sobre as lições mais valiosas  de suas vidas. O resultado é o fascinante  livro 30 Lessons for Living, uma das leituras mais ricas e gostosas que eu tive em toda a minha vida.

Enquanto lia o livro (que dificilmente será publicado em português) fui selecionando as melhores histórias para depois organizar em um artigo aqui do site. Em certo ponto, dei-me conta de que os depoimentos eram tão valiosos e profundos que seria muito melhor se eu simplesmente os publicasse na íntegra. O resultado está dividido em dois grandes artigos cheios de conselhos valiosos sobre o que realmente importa na vida, o peso do trabalho, dicas para um casamento feliz, o amor e a importância de uma vida pautada em valores sólidos.

Se você, assim como eu, já passou da fase (ignorante) da vida de não dar ouvido aos mais velhos, irá gostar do que irá ler. Se você ainda é um rebelde sem ou com causa, quem sabe não pode tirar algo de útil?

FELICIDADE REQUER OTIMISMO

June Driscoll, 89 (uma senhora debilitada que vivia em uma casa de repouso e inspirou o livro):

“Bem, é assim. Eu cresci no que você pode chamar de barraco, com chão sujo e sem banheiro dentro. Eu tive seis filhos, e meu marido vivia mudando de emprego. Eu trabalhei duro toda a minha vida até não aguentar. Enfrentei a depressão quando mal tínhamos o que comer. Agora aqui estou eu, em um lugar com um teto, três refeições por dia, e pessoas muito legais cuidando de mim. Há muito o que se fazer. Eu acordo e o sol está brilhando na janela. Eu estou viva, apesar de tudo. Eu posso escutar e enxergar ok. Jovem, você irá aprender, eu espero, que felicidade é o que você faz, onde você estiver. Como eu poderia ser infeliz? As pessoas reclamam o tempo todo, mas eu não. É minha responsabilidade ser o mais feliz que eu posso hoje.

Trecho do autor: Várias e várias vezes enquanto eles refletiam sobre suas vidas, eu ouvi versões da mesma frase “eu teria me preocupado menos, me arrependo de ter me preocupado tanto com tudo”.

FELICIDADE REQUER HABILIDADE

Jane Hilliard, 90:

“Minha mãe me ensinou a não chorar pelo leite derramado. Se você  fez besteira, limpe. Se você quebrou, conserte. E se você cometeu um erro, corrija. Ela também me ensinou a manter a minha palavra, ser confiável, não roubar o tempo dos outros ao chegar atrasado, e entregar logo algo que peguei emprestado. O mundo seria um lugar melhor se todos nós aprendêssemos a valorizar o outro, a respeitar a privacidade alheia e as diferenças e, mais importante, não julgar.

Eu tive que simplesmente aprender a viver, mas eventualmente eu percebi qual é o melhor jeito. Saber o que é suficiente, não usar mais do que a minha parte dos recursos naturais, a reconhecer a diferença entre querer e precisa, sentir prazer ao poder usar algo que estava quebrado. Aprender a apreciar os prazeres simples da vida tornou minha vida mais satisfatória e menos problemática. Felicidade não depende do quanto nós temos, mas é baseada no sucesso pessoal em habilidades e técnicas, senso de humor, aquisição de conhecimento, aperfeiçoamento do caráter, expressão de gratidão, satisfação de ajudar os outros, o prazer de estar com os amigos, o conforto da família e a alegria de amar.”

SABOREIE AS PEQUENAS COISAS

Larry Handley, ?:

“Deixa eu te dizer, nos anos 30 nós tivemos a Depressão. Se você acha que sabe o que é crise hoje, não é nada como aquela. As pessoas não tinham o suficiente pra comer. Muitos pais da vizinhança estavam sem emprego, e nós compartilhávamos coisas simples porque as pessoas não tinham dinheiro. Vivíamos a uma quadra e meia de um lindo parque, havia muitas atividades para crianças lá e uma grande pista de skate. No verão, aconteciam shows e toda a vizinhança ia.

Havia carrinhos de pipoca por todo o parque. Nós crianças ganhávamos uma moeda e ficávamos um tempão na fila decidindo o que escolher, e os pobres atrás de nós esperando pacientemente a decisão: ‘eu quero pipoca ou sorvete? Ou talvez pirulito de caramelo?’ E às vezes, aos sábados, passava matinés no cinema para as crianças. E depois do filme, ganhávamos uma outra moeda, e mais uma vez escolhíamos entre pipoca e sorvete. Cara, que sábado nós tivemos!”

Trecho do autor do livro: “cara, que sábado nós tivemos”. Eu tive dificuldade de tirar essa frase da minha cabeça. Eu vejo as crianças voltarem de uma tarde no shopping ou no cinema megaplex, alucinadas por um doce de $10 dólares a caixa, e eu não lembro nenhuma vez em que eles suspiraram alegremente “Cara! Que sábado nós tivemos.”

CARREIRA

Trecho do autor: Quando os experts falam sobre suas vidas profissionais, dois temas surgem: propósito (não financeiro) e autonomia. Nem todos podem ser encontrados em todo trabalho, sempre, mas sem eles o trabalho se torna um fardo miserável.

Nenhuma pessoa em mil disse que felicidade é resultado de trabalhar o máximo que você puder pra ganhar dinheiro e comprar tudo que você quiser.

Esther Brookshire, 76 (trabalhou em vários empregos interessantes antes de passar 25 anos dirigindo um grande programa de trabalho voluntário):

“Minhas netas e filhas dizem ‘oh, eu tenho que ganhar muito dinheiro, para mim é importante ter dinheiro e tal.’ E eu digo para elas: apenas tenha certeza que o que você está fazendo para ganhar dinheiro faz você feliz. Porque um emprego pode pagar 1 milhão de dólares, mas se você não está feliz, você não irá aproveitar. E isso é pra vida toda. Lembre, você tem que acordar de manhã e fazer isso todo os dias.”

TIRE O MELHOR DE UM EMPREGO RUIM

Sam Winston, 81 (ex-engenheiro, trabalhou também como marketing e gerente geral)

“Uma coisa importante para os jovens é ser observador. Não importa qual é a tarefa, se você gosta ou não, é importante aprender tudo que você puder sobre o que acontece a sua volta. Você nunca saberá quando isso pode ser útil mais tarde. Eu tive muitas experiências diferentes ao longo da minha vida nas quais eu realmente não gostava do que fazia e tinha a sensação de que era inútil. Mas as lições que aprendi ao fazer essas coisas foram importantes na minha vida. Por exemplo, eu tive que trabalhar durante a faculdade no que muitos consideram trabalhos sem sentido. Mais tarde eles foram valiosos para mim como empregador e me ajudou a compreender as pessoas. Eu diria para os jovens não importa qual experiência é, aprenda.

Nós não aprendemos apenas com os melhores e mais brilhantes, nós aprendemos com os colegas tóxicos e manés.

Pessoas são muito importantes. Eu costumo dizer que ‘há algo de bom em cada um’o. Na pior das hipóteses, você pode dizer, ‘esse é um mau exemplo’. Isso não quer dizer que as pessoas não sejam boas, a maioria é boa. A implicação é que mesmo que você ache que ela não seja, ela sempre pode servir como mau exemplo. Você pode aprender de todo mundo, não importa quem seja, não importa seu status. ”

SENDO UM BOM CHEFE

Tim Burke, 87 (fazendeiro)

“Seja paciente com cada empregado. Não julgue apressadamente, e lembre que você não vive a vida deles. Há uma porção de coisas que eu gostaria de criticar em meus empregados, mas não faço. Digo pra mim mesmo ‘Tim, você não está lá’. Por isso eu não julgo ou repreendo. As coisas parecem muito diferente pra quem é de fora.

Eu tive três ou quatro indivíduos que sabiam mais do que eu, mas cresceram sobre condições diferentes do que eu. Eu não tentava dizer como o trabalho devia ser feito porque eles sabiam mais sobre aquilo. Eu os indagava — como pode isso? e aquilo? —, mas tinha cuidado pra não chegar botando banca.”

TRABALHO VS ESTILO DE VIDA

Joe McCluskey, 70:

“A vida no trabalho é mais importante que estilo de vida. É o que você faz o dia todo que fornece a mais profunda satisfação na vida. É legal viver sob circunstâncias agradáveis, mas não existe substituto para fazer algo que você gosta e faz bem. Claro que não há problema em ter os dois. Por a mão na massa foi o que me deu a maior satisfação. Uma vez eu trabalhei como gerente corporativo e descobri que era muito chato ficar longe da produção, onde toda a ação estava. Eu, então, abri uma pequena empresa e me empreguei como chefe de produção, e percebi que dobrar minhas mangas todas as manhãs e fazer as coisas era a diversão que eu procurava.

NÃO ESPERE PARA VIVER

Malcolm Campbell, 70 (ex-professor universitário de uma das universidades da Ivy League, se considerava workaholic):

“Parece levar uma vida toda para aprender a viver o momento, mas não deveria. Eu certamente sinto que minha vida sempre foi muito voltada pro futuro. É uma tendência natural —claro que você pensa sobre o futuro, não estou dizendo que isso é ruim. Mas cara, só se tem a ganhar quando se consegue estar no momento e apreciar o que está acontecendo ao seu redor neste exato momento. Eu tenho me tornado cada vez melhor nisso, e tenho gostado. Traz paz e ajuda você a encontrar seu próprio lugar. Mas eu gostaria de ter aprendido isso nos meus 30 anos em vez de nos meus 60 — teria me dado mais décadas para apreciar a vida neste mundo. Essa é a minha lição para os mais jovens.”

DIZER SIM É SINAL DE CORAGEM

Joe Schlueter, 73 (professor de empreendedorismo):

“A lição que eu aprendi é que realmente compensa dizer sim, a menos que você tenha uma razão sólida pra dizer não. E na minha vida profissional, eu não dizia não. Eu concordava com as coisas. Não era sempre divertido, mas frequentemente acabava em algo interessante.

O princípio é verdadeiro no trabalho, em voluntariado, e em todas as outras coisas em que as pessoas dizem ‘você quer fazer isso?’ Bom, por que não? A vida fica chata se você diz ‘não, eu não quero tentar nada novo.’ E pessoas não devem privar porque elas não se consideram qualificadas. Eu consigo pensar em várias coisas das quais eu não me sentia qualificado pra fazer, mas se alguém mais faz, você pode aprender. Ou compensar isso em vários outros jeitos.

Então, se você é uma dessas pessoas que diz ‘não, não consigo fazer’ ou ‘não, não quero’, está perdendo muita coisa que a vida tem a oferecer. A vida é uma aventura, mas pra aproveitar você tem que dizer sim para as coisas.”

Fonte: Pequeno Guru

Por que as pessoas são ruins?

ruins

No filme sobre a história do jovem Chris McCandless, durante uma conversa vigorosa com um amigo recente em uma mesa de bar, ele desabafa: “sabe o que eu não consigo entender? Não entendo porque todas as pessoas são tão ruins umas como as outras com tanta frequência. Não faz sentido pra mim.” [palavrões suprimidos]. É difícil saber se Chris realmente disse isso (devido a pouca informação que se tem do período narrado no filme), mas a julgar pelos seus escritores favoritos, é bem possível. Recentemente, eu me perguntei isso e o trecho do diálogo desse veio à minha mente. Por que cargas d’água as pessoas não podem ser simplesmente boas com o seu próximo? É realmente tão difícil assim ?

Minha pergunta não é para palestinos e israelenses nem pessoas com severos distúrbios psicológicos ou com histórico de violência familiar nem que tenha passado por uma infância trágica. Pelo simples motivo de que é impossível nos colocarmos em seu lugar, é algo além da compreensão. Falo de pessoas comuns, do nosso meio, de famílias estruturadas, com educação, muitos dos quais frequentam igrejas ou simpatizam com princípios universais do amor e da gentileza. Por que vocês são rudes, desonestos, falsos, ingratos, invejosos, mesquinhos, arrogantes, egocêntricos?

Certamente, você não é tudo isso, mas certamente se encaixa em algum grupo em algum momento. Fato é que nunca somos tão bons quanto achamos que somos. Mas a pergunta é por quê? Porque nos deixamos dominar por sentimentos que machucam os outros, mas sobretudo machucam a nós mesmos de forma muito pior?

Não posso crer que é da natureza do homem machucar o outro, que nascemos corrompidos. Na verdade, está mais para o contrário. Pesquisadores de Yale ao estudar bebês que ainda não falam descobriram que seu instinto básico os tornam mais propensos às intenções amigáveis do que maliciosas. A consagrada escritora Mariane Williamson diz de outra maneira: nascemos com o amor e conhecemos o medo aqui. Sem dúvida, o medo não é a única coisa ruim que aprendemos aqui. Nos últimos anos, descobri que os três primeiros três anos de um bebê são cruciais para o desenvolvimento do seu cérebro. Quase tudo exerce algum impacto em sua personalidade, incluindo qualidades como empatia, sociabilidade e autoconfiança. Mas o aprendizado e a formação do caráter segue a todo vapor até o final da adolescência. A partir daí, torna-se mais difícil mudar certos hábitos e impulsos, mas não é impossível.

No filme, Chris culpa a sociedade como a fonte do maldade das pessoas. Uma opinião fortemente influenciada por traumas com seus pais combinada a leitura transcendentalista.

Apesar do pensamento radical, não podemos ignorar que o mundo moderno trouxe realmente muita coisa negativa, o capitalismo aguçou a inveja, a cobiça, a ganância, o egoísmo. O mercado de trabalho apesar de toda conversa de trabalho de equipe, ainda é muito individualista. Por outro lado, o convívio em sociedade trouxe também muita coisa positiva, em suma proveniente da troca de conhecimento, experiências e bens. O problema é que tamanha liberdade nos deu a sensação de que podemos tudo, de que não há mais limite para nada. Cabe a você decidir.

§ Ao conduzir um negócio, escolhe-se o jeito certo ou o jeito errado — da sonegação, da exploração de mão-de-obra, de “esgoelar” o fornecedor?

§ Em uma amizade, escolhe-se ser você mesmo ou o personagem perfeito que você criou? Escolhe-se ajudar ou apenas ser ajudado?

§ Diante de uma situação desagradável, escolhe-se dar vazão ao impulso de fúria e gritar com o primeiro que aparecer ou usa-se a inteligência para ficar calado, respirar fundo e dar um tempo, voltando a conversar somente com a cabeça mais fria?

Aí você pode pensar “mas eu não tenho sangue de barata”. Então, talvez você tenha sangue de urso, mantendo todos à distância com o seu rugido; ou quem sabe sangue de tatu, vivendo escondido de todos e com a falsa sensação de segurança da sua carapaça. Não somos animais. Aliás, os animais têm muito mais ética e coerência nas atitudes do que nós humanos.

Somos os únicos seres vivos capazes de ponderar sobre uma decisão e desistir do inapropriado, os únicos capazes de refletir sobre erros cometidos e suas consequências. Concluindo, somos os únicos capazes de mudar para melhorar.

É difícil achar uma única razão pelo qual somos ruins uns com os outros, mas eu acredito que falta de conhecimento e inteligência emocional tem um grande papel nisso. Buda defendia que a “ignorância é o verdadeiro mal”. Não é à toa que monges dediquem suas vidas à busca do conhecimento. O conhecimento leva à iluminação não apenas cultural ou social, mas emocional. Mas de qual conhecimento estamos falando?

O tipo de conhecimento que não se ensina em faculdades nem em empresas, o autoconhecimento. Conhecer a si mesmo eleva nossa inteligência emocional. Pessoas com alta IE são menos amargas, menos agressivas e mais abertas às opiniões dos outros. Em suma, são pessoas muito melhores de se conviver.

Por que as pessoas são ruins umas com as outras? Eu não sei nem mesmo dizer se elas são piores com desconhecidos ou com conhecidos. Pelo que vejo, a disputa é acirrada. Que mistério! Seja como for, acho menos produtivo tentar descobrir a fonte do mal do que mudar a nossa atitude. Bora ser mais transparente? Bora parar de virar a cara e dar alguma ajuda a quem precisa? Bora ser mais crítico conosco do que com os outros? Bora dizer mais bom dias, sorrir mais, ser mais prestativo?

A gentileza é mesmo a cura para o mundo, mas para dar certo tem de começar no nosso prédio com um bom dia para o porteiro.

Fonte: Pequeno Guru

19 COISAS QUE VOCÊ PRECISA ENTENDER ANTES DE SE RELACIONAR COM ALGUÉM

Muitos relacionamentos estão fadados ao fracasso porque os envolvidos ainda não resolveram questões pessoais antes de dividi-las com outras pessoas. É a velha – porém extremamente sábia – história: impossível ser feliz com alguém se você não faz ideia de como ser feliz sozinho.
Quando duas metades cheias de questões mal resolvidas se juntam, os problemas se multiplicam e se fortalecem.
Por isso, trouxemos hoje uma lista de fatos sob os quais você precisa ter consciência antes de sair se jogando nos braços de outra pessoa em busca de uma cura indireta para os seus problemas.:

1. O universo te dá aquilo que você busca. Se você não sabe o que busca, ele te dará qualquer coisa. E há grandes chances de você não gostar delas.

2. Suas questões internas não podem ser resolvidas com soluções externas. Você possui todas as respostas dentro de você – basta querer ouvi-las.

3. Solidão é algo inevitável. Nascemos sozinhos e morreremos assim também. Se tivermos sorte, acharemos alguns acompanhantes para a viagem – mas eles serão livres pra trocar de rota quando quiserem.

4. Pensar e mexer nas feridas é uma das coisas mais dolorosas da vida, por isso muitas pessoas fogem dessas tarefas. No entanto, só aqueles que enfrentam seus fantasmas conseguem se libertar deles.

5. Se você só acredita no seu potencial quando ouve um elogio de alguém, então há algo errado na sua vida.

6. Pessoas sempre te tentarão convencer de que  relacionamentos felizes, sem briga, e com parceria são raridade. Não acredite nelas.

7. O ego é o grande responsável por boa parte das nossas dores. Livre-se dele se puder.

8. Oportunidades existem para todos. No entanto, somente aqueles que andam com a antena ligada conseguem captá-las.

9. Enquanto você viver buscando a perfeição no outro, jamais será feliz pois é impossível encontrá-la.

10. Esteja consciente de cada passo seu. Só quem anda com consciência consegue ver as coisas menos óbvias da vida.

11. Quando você entende que o amor não é permanente, você passa a valorizar mais cada dia pois sabe que ele pode ser o último.

12. Cada pessoa com a qual você cruza na rua tem uma história e seus fardos pessoais. Não as julgue.

13. Só consegue viver uma existência leve, quem consegue praticar o perdão. Perdoar não quer dizer necessariamente dar outra chance, mas sim eliminar a mágoa do seu coração.

14. A duração das coisas é irrelevante. A profundidade é tudo o que importa.

15. Os problemas das nossas vidas são criados pela gente.

16. Abandone a ideia de que tudo tem que se encaixar e que tudo vai ser sempre uma absoluta harmonia. Isso só existe em contos de fada.

17. Ciúme não tem absolutamente nada a ver com amor. Se você não acredita nisso, então provavelmente nunca entendeu o que é amar de verdade.

18. O amor é o grande alimento pra alma. Mas você não precisa necessariamente amar outras pessoas – qualquer forma de amor, direcionada a qualquer ser, é válida.

19. O amor tem que te permitir ser livre. Nunca se contente com menos.
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Fonte: Carpen Diem

DESISTI DE BATER NA MESMA TECLA!

Sabe quando a nossa casa tem paredes com umidades e rachaduras, pintura malfeita, encanamento precisando de reforma e design mal formulado? Então refazemos a pintura da parede para disfarçar as rachaduras, trocamos a torneira para esquecermos do encanamento e vamos fazendo pequenos reparos para escondermos os grandes estragos, sabe?!

Mas chega um dia em que colocamos no papel cada reforma feita na casa e percebemos como seria mais vantajoso adquirir um novo imóvel. Economicamente seria um gasto de uma só vez e o estresse seria automaticamente anulado, afinal de contas, teríamos um lugar novo para chamar de nosso e as preocupações seriam mandadas embora.

Agora pense nessa casa como a sua vida: Às vezes é preciso abandonar o velho para conquistar o novo. Tem hora que é melhor parar de bater na mesma tecla e tentar construir um novo trajeto. No início pode parecer assustador, é normal, mudanças proporcionam um certo medo, mas ao final de tudo acabamos nos adaptando e percebendo como foi bom simplesmente mudar.

Os nossos problemas podem se tornar pesadelos de nossas vidas e tentar arrumá-los não levará a lugar algum. O jeito será mudar o rumo de tudo, olhar a vida por um outro ângulo, acendendo uma nova luz para que o novo possa enfim acontecer, trazendo junto a esperança de um futuro melhor.
A mudança precisa partir de você

Ao tomar a decisão de mudar, saiba que essas mudanças precisam partir de você. Estar ciente de que o velho deverá ser deixado de lado e aceitar a substituição pelo novo é essencial para que as trocas possam ser feitas de maneira saudável e tranquila. Antes de tudo, é necessário deixar para lá os sentimentos angustiantes, abandonar metas inalcançáveis, esquecer as frustrações do passado e conseguir enfim viver o futuro.

Precisamos compreender a nós mesmos e os motivos que nos levaram a optar por isso ou aquilo. Precisamos entender a vida que estamos seguindo e os problemas que nos atormentam, analisar nossa real parcela de culpa sobre o nosso estado, avaliar os nossos sentimentos para então sabermos o que devemos mudar o que devemos conservar.

Faça essa pergunta a você: O que você quer mudar? Por que você mudar? O quanto isso te afeta? Não há solução para esse problema? Como aconteceria essa mudança? O quão vantajoso seria escolher esse novo caminho?

Reflita para então agir.

O que precisa ser mudado?

Terminar o relacionamento que não te satisfaz ou mantê-lo? Suportar o trabalho estressante ou buscar uma nova realização? Comprar uma casa nova ou reformar a velha? Ter um filho ou economizar dinheiro?

Reflita sobre o que precisa ser mudado e como essa mudança deve acontecer.
Lembre-se que no jogo da vida não existem erros e acertos, quando se vive com o coração cada caminho tem seu momento de ser traçado e trilhado, assim o futuro se encarrega de sanar as dúvidas que aparecerem nesse trajeto.
O sentido da vida é viver! Não deixe de tentar o novo por medo de errar. A vida acontece agora. Sim, eu sei, os riscos existem, mas posso te garantir: É muito melhor cair do que ficar sempre no chão!

UM DIA VOCÊ VAI ENCONTRAR ALGUÉM

Um dia você vai encontrar alguém que cale fundo no seu peito, que vai entrar sem pedir licença e lá se instalar como se fosse inquilino antigo, que vai desabotoar o seu sorriso como quem desabotoa a sua blusa, que vai te elogiar não por uma obrigação besta de casal mas por gostar de dizer a verdade pra você.

Um dia você vai encontrar alguém com voz macia que irá te arrancar suspiros a cada sussurro ao pé do ouvido, que te cantará músicas idiotas aos domingos de manhã, as quais você achará tão lindas como qualquer composição de Chico, que irá ler Adélia Prado pra você antes de dormir, que vai velar teu sono enquanto ouve as batidas do teu coração ecoando no silêncio da noite como uma mimosa melodia, que em noite de lua alta vai te levar até a sacada e dizer olhando nos seus olhos que é você quem ele quer pra vida toda.
Um dia você vai encontrar alguém pra compartilhar alegrias e vitórias, mas que também estará lá pra te levantar depois de uma dessas rasteiras que a vida nos dá, alguém que vai te dizer pra seguir em frente quando o resto do mundo for um sinal vermelho te mandando parar.

Um dia você vai encontrar alguém que não vai te entender completamente e que por isso mesmo vai se esforçar ao máximo em se embrenhar nos seus mistérios, nos seus questionamentos mais íntimos.

Um dia você vai encontrar alguém que a queira por inteiro, porque o amor não vive de metades, alguém capaz de te tirar o fôlego com apenas um sorriso bobo ou um galanteio desajeitado.

Um dia você vai encontrar alguém que vai te mostrar que bonito mesmo é o indizível,aquilo que fica entalado na garganta quando os olhos brilham, que um abraço vale mais que mil palavras, que saudade é o nome que se dá quando a gente mora mais no outro do que em nós mesmos.

Mas tenha calma. Se você ainda não encontrou esse alguém, não precisa se desesperar e sair batendo de porta em porta perguntando se alguém viu o amor da sua vida por aí. Ainda há tempo, sempre há.
Mas se esse alguém já existiu em sua vida e por algum acaso do destino escapou, pense e repense se ainda não dá tempo de recuperar, pois pode ser uma grande oportunidade deixada por caprichos ou por erros que outros fatalmente irão cometer também. 
Às vezes, o melhor da vida acontece entre um café e um bolero de Gardel, entre coincidências e desencontros improvisados. O amor é jazz.

NÃO DESISTA, AINDA QUE O FRIO TE QUEIME, AINDA QUE O MEDO TE MORDA

Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos
Soltar o lastro,
Retomar o vôo.
Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.
Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.
Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo
Mario Benedetti.

Uma coisa que sabemos é que às vezes viver é complicado e resistir à influência marítima é ainda mais.
Necessitamos de resiliência. Resiliência significa não desistir, continuar caminhando, cair mil vezes e se levantar mil e uma.
O desejo de abandonar também faz parte de nossa força, paciência e persistência; porque depois de um “não posso” chega um “posso sim, eu consigo”, ressurgindo como uma Fênix das cinzas.
Resiliência, a capacidade de não se render às adversidades e conseguir se adaptar, é a nossa melhor arma contra o esgotamento e resistência que a vida nos oferece.
A verdade é quem ganha a batalha não é quem deixa mais marcas, o que influencia realmente é a batalha em si e sua preparação para ela. Sugiro que você encontre uma palavra para se lembrar todos os dias qual é sua luta, ou uma simples letra que te apoie, C de Coragem, P de Perseverança, A de Aperfeiçoamento, S de Superação … Escolha de acordo com suas lutas e permita-se sonhar, pois os sonhos são as nossas âncoras na vida.
Quando os japoneses consertam objetos quebrados, melhoram a área danificada preenchendo as fissuras com pó de ouro. Esta arte é chamada de Kintsukuroi e o resultado é que a parte danificada não apenas é reparada, mas torna-se ainda mais forte do que antes.
Em vez de esconder suas falhas e rachaduras, as realce e embeleze, pois se tornaram agora as partes mais fortes e bonitas da peça. Nossas rugas da pele são marcas de uma grande vida e muitas histórias para contar.
É importante que nos permitamos o colapso, tocar o fundo nos dá medo excessivo. A chave é não deixar o barco à deriva, não nos conformarmos, o que é realmente valioso é o que conta, é onde colocamos nosso coração.
Derrubar os grandes muros abre diante de nós um novo horizonte, e nos permite colocar outros óculos para contemplarmos a vida, enquanto continuarmos subindo silenciosamente e deixando um abismo para trás.
Então, quando escutarmos o eco desesperado do vazio, ouviremos nossa vida nos dizer:
“Resista, porque você vai ser feliz, mas primeiro vou te fazer forte.”

PROCURE ME AMAR QUANDO EU MENOS MERECER…

Fácil amar aqueles que parecem ter criado, ao longo da vida, um tipo de máscara que lhes permite ter a mesma cara quando o time ganha e quando o cachorro morre. Fácil amar quem não demonstra experimentar aqueles sentimentos que parecem politicamente incorretos nos outros, embora costumem ser justificáveis em nós. Fácil amar quando somos ouvidos mais do que nos permitimos ouvir. Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis, mas na manhã seguinte se apresentam sem olheiras, a maquiagem perfeita, a barba atualizada.
É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. Nos cafés, após o cinema, quando se pode filosofar sobre o enredo e as personagens com fluência, um bom cappuccino e pão de queijo quentinho. Nos corredores dos shoppings, quando se divide os novos sonhos de consumo, imediato ou futuro.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nos encontros erotizados, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.

Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. E fala o tempo todo do seu drama com a mesma mágoa. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando até a própria alma parece haver se retirado.
Difícil é amar quando já não encontramos motivos que justifiquem o nosso amor, acostumados que estamos a achar que o amor precisa estar sempre acompanhado de explicação.
Difícil amar quando parece existir somente apesar de. Quando a dor do outro é tão intensa que a gente não sabe o que fazer para ajudar. Quando a sombra se revela e a noite se apresenta muito longa. Quando o frio é tão medonho que nem os prazeres mais legítimos oferecem algum calor. Quando ele parece ter desistido principalmente dele próprio.
Difícil é amar quando o outro nos inquieta. Quando os seus medos denunciam os nossos e põem em risco o propósito que muitas vezes alimentamos de não demonstrar fragilidade. Quando a exibição das suas dores expõe, de alguma forma, também as nossas, as conhecidas e as anônimas. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, para caminhar ao seu encontro.
Difícil é amar quando o outro repete o filme incontáveis vezes e a gente não aguenta mais a trilha sonora. Quando se enreda nos vícios da forma mais grosseira e caminha pela vida como uma estrela doída que ignora o próprio brilho. Quando se tranca na própria tristeza com o aparente conforto de quem passa um feriadão à beira-mar. Quando sua autoestima chega a um nível tão lastimável que, com sutileza ou não, afasta as pessoas que acreditam nele. Quando parece que nós também estamos incluídos nesse grupo.
Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja o tempo em que o outro mais precise se sentir amado.
Para entender, basta abrirmos os olhos para dentro e lembrar das fases em que, por mais que quiséssemos, também não conseguíamos nos amar. A empatia pode ser uma grande aliada do amor.

Para ser bem sucedido em qualquer negociação, use a inteligência emocional.

As recentes biografias sobre Steve Jobs confirmam quanto era turbulenta a relação dele com Bill Gates, da Microsoft. É famosa, por exemplo, a história da visita de Gates à sede da Apple para tentar tornar mais amigável o relacionamento deles.

Jobs começou o encontro fustigando Gates na frente dos executivos da Apple, acusando-o de estar “roubando” suas ideias. Gates, no entanto, não esbravejou de volta. Ele calmamente ofereceu outro ponto de vista, mostrando que o que a Microsoft estaria fazendo com a Apple, esta já havia feito com a Xerox (a Apple teria copiado o programa PARC, desenvolvido pela Xerox).

Para Michael Wheeler, professor dos programas de MBA e educação executiva da Harvard Business School, a compostura de Gates no episódio é exemplar de sua contagiante habilidade para administrar os próprios sentimentos em situações de altíssima pressão.

Em artigo no blog da Harvard Business Review de 5 de maio, Wheeler parte desse famoso episódio para mostrar o que é necessário para um líder manter o equilíbrio emocional – isto é, explorar sua inteligência emocional – em qualquer tipo de negociação.

Para Wheeler, o ponto nevrálgico da inteligência emocional é o autoconhecimento, a capacidade de perceber os primeiros sinais de raiva ou ansiedade. Esse tipo de autopercepção deve ser usado para um profundo entendimento do que está atiçando a reação.

A origem desses sentimentos negativos pode ser o que a outra pessoa disse ou fez, mas muitas vezes são nossas próprias atitudes a fonte real de uma resposta mais visceral.

Uma pesquisa feita por Wheeler e as psicólogas Kimberlyn Leary e Julianna Pillemer mostrou que, se a ansiedade não é adequadamente administrada, ela nos coloca na defensiva em uma negociação. Muitas vezes, ela leva a pessoa a interpretar uma questão inocente como se fosse uma manobra maliciosa do interlocutor.

O estudo revelou que o tipo de resposta dado por Gates no confronto com Jobs leva aos melhores resultados em qualquer negociação. Esse tipo de postura não representa a supressão das emoções – que não é possível nem desejável –, mas sim a ciência de que elas existem e se manifestarão e que não se pode deixá-las tomar conta em um processo de negociação.

Um dos achados mais importantes do estudo, segundo Wheeler, é que, para uma negociação bem-sucedida, é preciso se conectar com os interlocutores, pois é muito difícil entender os sentimentos do outro se não compreendermos nossos próprios.

Outro estudo, conduzido por Alison Wood Brooks, mostra que nossos pensamentos também modelam nossos sentimentos. Para Brooks, as palavras que pronunciamos para nós mesmos têm poderoso impacto nesse sentido. Em situações de extrema ansiedade, em vez de tentar acalmar-se, o melhor é redirecionar essa energia gerada pela ansiedade, de forma a usá-la a favor nas conversas.

Segundo Wheeler, é positivo termos sentimentos fortes quando estamos numa negociação e o segredo é não permitir que esses sentimentos nos dominem. Assim, preparar-se para uma negociação exige muito mais do que apenas ler minutas de contratos e entender números e planos de negócio. Ela exige também preparação emocional.

No Fórum HSM Negociação e Gestão Estratégica de Vendas, que acontece em 17 e 18 de setembro, James Sebenius, professor de Negociação na Harvard Business School, apresenta o tema “Negociação 3D e Harvard Great Negotiators”, e Daniel Shapiro, professor na Harvard University, fala sobre “Indo além da razão: como usar as emoções para negociar”.

NUNCA SE CULPE POR FAZER A COISA CERTA

Amou e não foi amado? Paciência. Acreditou que tinha um amigo de verdade e não tinha? Azar do falso amigo que perdeu o seu carinho e atenção. Ajudou alguém e recebeu ingratidão? O problema não está com você com certeza.

Por alguma razão que não sei explicar algumas pessoas ficam ressentidas quando são amparadas e transformam o gesto de carinho em uma arma contra quem as ajudou. Uma espécie de sentimento de inferioridade. Uma raiva forte por ter dependido da bondade alheia. A tristeza por deparar-se com as próprias limitações. Limitações comuns à raça humana. Ninguém é autossuficiente.

Se o outro mentiu, não é você que deve se sentir magoado. Se o outro foi desleal, não é você que deve se sentir traído. Se o outro foi ingrato, não é você que deve se sentir tolo. Tolo é quem não consegue ver a beleza da solidariedade. Tolo é quem acha perda de tempo ajudar as pessoas. Tolo é quem se acha superior aos outros, autossuficiente. Tolo é quem ignora o sofrimento alheio. Tolo é quem nunca se permitiu acreditar em nada e deixa a vida passar sem cor, sem odor, sem gosto.

Pode soar como loucura ou poesia barata, mas tolice é deixar de viver, de amar, de acreditar, de se entregar aos sentimentos, sensações e desafios da vida. Tolice é deixar de amar por medo de ser desprezado. Tolice é deixar de fazer uma prova por medo de ser reprovado. Tolice é deixar de fazer um convite por medo de ouvir um não. Tolice é dizer que nada muda no mundo por preguiça de arregaçar as mangas.

Sim, estamos no mundo para sofrer por amor, para sermos enganados por nós mesmos e pelos outros, manipulados, ignorados, mas também amados, queridos, acolhidos. Estamos no mundo para rir de nós mesmos, da nossa ingenuidade, dos absurdos que dizemos quando estamos tristes, confusos e sozinhos.

Estamos no mundo para ganhar e perder. Ganhar aprendizado perdendo o que julgamos mais querer. Estamos no mundo ao sabor das intempéries da natureza e precisamos aprender a nadar na marra quando formos arremessados no mar das incertezas. Viver é não saber. É não entender. É perdoar …é se perdoar e seguir em frente. Nunca se culpe por fazer a coisa certa.

Artigo: 5 DICAS PARA SUPERAR AS ADVERSIDADES DA VIDA!

Como vencer a frustração e a desmotivação

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Um dos maiores mitos que cercam pessoas bem sucedidas é que elas “devem” se sentir motivadas o tempo todo, não devem conhecer a frustração e conseguem fazer tudo que se propõem, sempre.

Motivação é como uma chama, ela ascende, queima, mas invariavelmente apaga. Ninguém vive constantemente motivado, mesmo aquelas pessoas que parecem estar sempre com a corda toda.

Hoje vamos falar sobre os aspectos que podem ampliar os efeitos negativos da frustração e da desmotivação e também sobre o que fazer para evitar e superar essas armadilhas, em sua maioria, mentais.

De vez em quando, nos sentimos apáticos, como se o mundo não fizesse mais sentido. Outros dias, nossas expectativas são quebradas, ficamos frustrados. Ainda passamos por aqueles períodos em que a vida está tão maluca e confusa que por mais que queiramos produzir, as coisas simplesmente não acontecem.

Em primeiro lugar, precisamos entender que esses períodos fazem parte da vida. Até um certo ponto, podemos nos permitir nos sentir pra baixo sem culpa. Lutar contra absolutamente todo traço indesejável pode nos causar ansiedade, estresse e até mesmo depressão quando esta luta parece não surtir efeito. Precisamos nos permitir sermos humanos, sem qualquer expectativa de que poderíamos manter um desempenho perfeito a todo instante.

Dito isso, podemos lançar mão de técnicas e principalmente, mecanismos mentais, para potencializarmos a autodisciplina e vencermos parte desses momentos negativos. O importante é não se encher de culpa quando não conseguimos manter a produtividade. Nós passamos por altos e baixos e está tudo bem. O segredo do progresso é não extender esses baixos por períodos muito longos, “perdendo os bondes” das oportunidades que passam.

1. A sua situação NÃO É DIFERENTE!

Um dos maiores – senão o maior – empecilho para o progresso pessoal é convencer a si mesmo que a sua situação é diferente dos demais e sendo assim, nenhuma dica, nenhuma técnica, nenhuma solução se aplica a você.

Esse mecanismo é frequentemente usado para justificar o fracasso ou baixo desempenho pessoal. Qualquer que seja a hipotética solução para o seu problema, lançada por outros como sugestão, ela não se aplica ao seu caso, por que “tem isso”, “tem aquilo” e “tem mais aquele outro”, problemas estes intransponíveis e que justificam “totalmente” a sua situação, ausentando-o da culpa.

Alguém cita um caso em que algo parecido foi solucionado e você responde evidenciando as diferenças entre você e o outro, numa tentativa de justificar porque o outro foi capaz de resolver a situação, mas você não poderia. Essa justificativa é a sua desculpa. Você acredita nela com tanta fé que engessa a si mesmo. Você não faz nada porque se convenceu de que na sua situação não há nada o que fazer, apesar de entender que os outros possam superar os mais diversos tipos de problemas. É que a minha situação é diferente, sabe? Não, não é! Mas enquanto você estiver convencido de que é sim, e que por isso você não pode se mexer, você não vai se mexer. Parece tão besta, não é? E é!

2. Você não é o centro do universo!

A primeira situação geralmente nos leva a essa segunda: a pessoa se considera o centro do universo. A situação dela é diferente, por isso ela não pode fazer nada, apesar dos outros conseguirem superar situações semelhantes, os detalhes da situação dela fazem com que ela nunca encontre um exemplo parecido o suficiente para que possa se convencer de que ela também pode. Esse raciocínio detalhista – o mínimo detalhe separa a pessoa do resto do mundo, faz com que a pessoa se veja como centro do universo. Tudo acontece por causa dela, tudo acontece para atrapalhar a vida dela, tudo o que não corresponde 100% com suas expectativas a frustra e o mundo conspira contra ela.

É claro que esse tipo de raciocínio é inconsciente – quando é consciente a pessoa é diagnosticada com esquizofrenia! Na prática, essa é a pessoa que fica de cara feia com os outros por qualquer motivozinho besta, que se frustra com o empecilho mais insignificante. A impressora não imprime? Estragou o dia dela! O colega no trabalho não deu bom-dia?Deve estar de conchavo com os outros pra me boicotar!

A pessoa que se vê como centro do universo sempre acha que tudo o que acontece tem um motivo e esse motivo tem a ver com ela. Ela não pensa que o cara que não dá bom-dia no trabalho pode estar com algum problema pessoal ou ser simplesmente desatento – ou mesmo mal educado. Ele evidentemente tem alguma coisa contra mim! Só pode ser! Do contrário, por que não me cumprimentaria?

Essas pessoas tendem a ser supersticiosas, todo sinal é para elas. Tudo é uma sincronicidade, positiva ou negativa. A reação e atitude das pessoas sempre tem a ver com o que pensam delas. No final das contas, essas pessoas sofrem muito e se tornam vulneráveis a frustrações e humores. Se o universo está conspirando a favor, elas se sentem bem e produzem, se as coisas parecem não estar dando certo, elas se frustram e se voltam contra o mundo, exigindo de cara fechada que o mundo volte a ser como elas querem que ele seja.

Quem se identifica com esse perfil precisa abrir a cabeça e ver que o mundo é maior que seu mundinho pessoal. Procurar conhecer as histórias das outras pessoas é um bom começo. Ver que os outros também sofrem, que há pessoas no mundo que nem sequer conhecem a vida como nós a conhecemos. Até mesmo filmes e biografias podem ajudar, dando exemplos de vidas alheias para tirar a pessoa de seu casulo. Ouvir mais os outros também é de grande valia, tentar perceber que as pessoas fazem as coisas por seus próprios motivos.

3. Não sinta pena de si mesmo

As duas situações anteriores nos trazem para uma condição autoperpetuadora que trava o progresso pessoal e instala as raízes de condições sérias como a depressão.

A pessoa que tem pena de si mesma acha que a situação dela é diferente – por isso é que ela nunca conseguiu (ou nunca consegue) superá-la; ela também se acha o centro do universo, tudo conspira contra ela, as pessoas fazem as coisas porque não gostam dela, ela se vê como uma pobre vítima.

Com frequência, essas pessoas lançam mão de argumentos do tipo:qualquer pessoa na minha situação reagiria da mesma forma. Esse é um erro, muito comum, mas muito sério, principalmente porque é uma ideia que parte do princípio de que existem reações obrigatórias para cada problema. Uma das frases mais comuns na boca dessas pessoas é: o que você queria que eu fizesse?, como se a ação a qual ela está tentando se desculpar fosse obrigatória como resposta ao que lhe aconteceu.

A autopiedade, como é chamada a “pena de si mesmo”, destrói a autoestima e a autoconfiança, ao colocar a pessoa em uma condição inferior às outras.

A frustracão é apenas um reflexo desse processo. Ela nasce quando a pessoa já largou a toalha e desistiu de tentar solucionar um problema, quando ela se volta contra o “causador” do obstáculo, mesmo que seja algo inanimado como tecnologia, e fica triste, se sentindo derrotada.

4. Ajuste suas expectativas

Perfeccionismo é a rota mais certeira para o fracasso. Expectativa irreal é o caminho mais garantido para a depressão.

Em muitos casos, a frustração e a desmotivação surgem porque a pessoa vê que a vida não está se desenrolando como ela gostaria, mas ela nunca se dá o trabalho de refletir sobre essas expectativas.

Às vezes, é muito bom que a vida não esteja acontecendo como queremos! Nossas expectativas podem ser frutos de sonhos e fantasias que construímos em tempos pretéritos – quando éramos diferentes – e que há muito tempo não são atualizadas.

Ao longo da minha vida, eu me dei conta de que foi muito bom que certas coisas que um dia eu quis, nunca aconteceram.

Nós associamos nossas expectativas com felicidade. O psicólogo de Harvard, Daniel Gilbert, afirma que nós não sabemos o que nos fará felizes e que geralmente nossos palpites a esse respeito estão errados. Quando botamos muita fé em uma ideia e desejamos aquilo justamente porque achamos que a realização nos fará felizes, estamos nutrindo a condição perfeita para um estado de depressão (quando conseguimos o que desejamos, mas percebemos que a felicidade “não veio junto”).

Meu livro, Um sentido para a vida, discorre bastante sobre este tema, sobre o quanto precisamos desassociar nossos planos da ideia de felicidade para construirmos uma vida realmente satisfatória e plena.

Se você se encaixa neste perfil, ou seja, se você se sente frustrado e desmotivado porque a vida não está indo do jeito que você quer, pense bem nos motivos de você querer uma vida diferente. O que exatamente você quer que mude?

Veja que você pode estar certo. Nem sempre nossas expectativas são irreais, mas é necessário colocar reflexão em cima e pensar bem sobre porque queremos aquilo. As maiores decepções decorrem dos sonhos “mal pensados”, aquelas coisas que “queremos porque queremos”, sem um motivo muito claro e racionalizado e principalmente, quando achamos que se conquistarmos X ou Y, seremos felizes – esta sim é a maior de todas as armadilhas!

5. Valorize as pequenas vitórias

Quando mantemos nossos olhos focados no prêmio maior, deixamos de notar nossos avanços ao longo do caminho. Quando eu comecei a aprender piano, eu costumava ouvir gravações de pianistas famosos tocando concertos e estudos dificílimos. Eu me sentia desmotivada, porque dia após dia eu simplesmente não conseguia reproduzir um trecho sequer das músicas que eu gostava. Eu não percebia que diariamente eu apresentava uma evolução, eu não notava porque estava tão triste por ser uma pianista tão “ruim” que muitas vezes cheguei a desistir. Ao longo dos anos, eu comecei e parei inúmeras vezes até que resolvi levar a sério, então já adulta. Eu peguei um caderno e diariamente eu anotava detalhadamente tudo o que fazia, os exercícios, as escalas, as músicas, comentava os erros, o nível, o progresso. Foi quando eu comecei a notar que realmente havia uma evolução literalmente diária – todos os dias eu conseguia tocar melhor as mesmas músicas do que eu as havia tocado no dia anterior. Eu ainda levei anos para conseguir tocar minhas peças favoritas, mas ser capaz de visualizar minha progressão gravada no papel, dia após dia, fez toda a diferença.

Durante este período, ao invés de tentar logo de cara tirar músicas acima do meu nível, como eu costumava fazer, eu comecei do zero, com peças desde o nível 1, como se fosse iniciante. A cada nova música conquistada, por mais fácil que fosse, eu me sentia realizada e motivada. Usava essa energia para progredir gradualmente para trabalhos mais complexos até chegar onde eu desejava ter chegado instantaneamente quando comecei a tocar aos 7 anos de idade.

O fato de conseguirmos ver o final do caminho, ou seja, a meta magna, onde queremos chegar, não deve nos desmotivar com as etapas que devemos percorrer até chegarmos lá.

Chega a ser um clichê, mas precisamos curtir o caminho, mesmo sabendo que o objetivo é chegarmos a um ponto X. A melhor forma de fazer isso é quebrar a meta em “metinhas” menores, vendo cada pequeno êxito como uma vitória em si. Dessa forma, não só nós percebemos que realmente estamos progredindo, mas tornamos a jornada mais interessante e prazerosa.

6. Seja criativo

Muitas vezes nos frustramos porque não conseguimos resolver problemas do jeito que sempre fizemos – ou simplesmente não temos a menor ideia de como “se resolve” aquele tipo de problema específico que estamos encontrando naquele dia.

Manter a calma e simplesmente começar a fazer um brainstorm de todas as opções possíveis deve ser sempre a primeira opção. A impressora não imprime? Ok, quais são todas as opções de problemas que poderiam fazer uma “impressora não imprimir”? Está ligada na tomada? Ok, está. Está ligada no computador? Ok, está. O computador tem o software para se comunicar com a impressora? E assim por diante. Quando não sabemos nada sobre o tal problema, procuramos no Google. A internet está aí pra isso.

Esse processo de tentativa de solução de problemas exige criatividade. A pessoa sem criatividade não consegue pensar em nenhuma alternativa que ela já não conheça. Essa falta de criatividade engessa a pessoa de várias maneiras, não só com os comuns problemas com tecnologia que todos nós encontramos diariamente. Nossas metas nem sempre podem ser conquistadas em uma linha reta. A criatividade é necessária para sugerir opções quando o que pensamos que poderíamos fazer não dá certo. O resultado da falta de criatividade é a frustração. A pessoa tenta fazer o que sabe, não dá certo e ela não sabe mais o que fazer. Resultado: ela fica emburrada.

Tem um ditado clássico que diz que tentar atingir um resultado diferente fazendo as coisas do mesmo jeito é insanidade. A falta de criatividade leva a pessoa a travar na mesma tentativa incessantemente. Ela tenta, tenta, tenta, sempre do mesmo jeito e se frustra quando continuamente não consegue o resultado desejado.

A criatividade tem muito a ver com raciocínio lógico e isso surpreende muitas pessoas que acham que a criatividade está ligada ao lado direito do cérebro e tem a ver com artes e improviso. Tem, mas isso não quer dizer que o lado “racional” do cérebro não é usado no processo criativo! Criatividade é basicamente a capacidade de criar ou tentar uma opção que não foi anteriormente aprendida. O raciocínio lógico ajuda a pessoa com o tal brainstorm que ela precisa fazer para levantar todas as opções de solução de um problema, incluindo opções que ela nunca testou ou que nunca ouviu falar. Ao pensar sobre o problema, ela o entende na hora e sua mente produz um rol de ideias a serem testadas como hipóteses de possíveis soluções, mesmo que ela nunca tenha se deparado com aquele problema específico antes. É nessas situações que entra a arte do improviso, mesmo que embasada em um raciocínio puramente lógico!

7. Pare de reclamar e simplesmente faça o que tem que ser feito

Esse é um dos grandes segredos da disciplina. Às vezes não estamos com vontade de fazer as coisas, mas a pessoa disciplinada vai e faz mesmo assim. Um dos maiores erros que as pessoas pouco produtivas cometem é esperar se sentirem bem para fazerem o que precisam. Esperam motivação, esperam inspiração, esperam sentir vontade.

Como escritora e pianista, duas coisas que exigem tremenda disciplina, eu posso afirmar que nem sempre dá vontade de fazer o que precisa ser feito. Às vezes a vontade é simplesmente não fazer nada, às vezes a vontade é fazer alguma outra coisa – algo que não precisa ser feito naquele momento. No artigo anterior, falamos sobre o hedonismo, aquela tendência de só querer fazer o que dá vontade, de só querer ser feliz e sentir prazer. É isso o que destrói a disciplina e quem cede ao hedonismo com muita frequência, geralmente não consegue conquistar nada na vida, pois tudo exige algum tipo de dedicação e isso envolve fazer as coisas quando não estamos a fim.

A reclamação tem um efeito inibidor da ação pois funciona como uma justificativa que explica o motivo de você não poder fazer nada, quando na realidade, você poderia estar fazendo alguma coisa. Quando existem obstáculos reais que dificultam a ação, pense “fora da caixa”, trabalhe em outros aspectos das suas metas, invista no aprimoramento pessoal, mas FAÇA alguma coisa!

Disciplina é um hábito. Ninguém nasce disciplinado. Isso significa que todo mundo pode aprender. A disciplina começa com o esforço pessoal de lutar contra a inércia e a própria vontade e fazer o que precisa ser feito. Aí entram também planejamento, para saber exatamente o que precisa ser feito, sem confusão e dispersão, auto-organização para não se perder em meio a mil e uma coisas e um senso estoico, para pisar na vontade pessoal – quando esta é contrária ao planejado – se manter firme e forte fazendo o que precisa ser feito, sem pestanejar e sem reclamar. Isso não é fácil, nem um pouco! Mas é para os poucos que construirão vidas bem sucedidas.

Texto de: 

Desistir jamais? Será?

Será que o lema do ‘desistir jamais’ não nos leva a manter situações e compromissos infrutíferos e negativos para nossas vidas? Nesse artigo, Fran Christy nos estimula a refletir sobre as coisas que deveríamos abrir mão, ou seja, desistir em nossas vidas para que possamos construir um futuro melhor.

Dentro do estudo da tomada de decisão, sempre acabamos nos deparando com a necessidade de reflexão sobre a desistência. Vivemos em uma cultura que torce o nariz para a ideia de desistência – “quem desiste é fraco”, “quem desiste é covarde” e assim por diante. Contudo, essa é uma visão incompleta e ingênua do assunto.
desistir

Em primeiro lugar, a desistência é obviamente relativa: desitir do quê? De seguir a meta errada, por exemplo? Não seria mais sábio então desistir da meta errada e passar e perseguir a meta certa? Quando pensamos sob esse enfoque a desistência perde muito da sua aura negativa, não perde? Sempre quando você desiste de algo pior para você (ou para os outros dentro do contexto) e toma uma decisão que o levará a conquistar algo melhor, a desistência é positiva.

A tomada de decisão gira muito em torno da problemática dos recursos escassos, não temos todo o tempo do mundo para fazermos tudo o que desejamos, nem podemos ter tudo ao mesmo tempo – portanto, precisamos fazer escolhas, precisamos escolher nossas batalhas, definir nossas preferências, nossas prioridades. Nesse contexto do tempo e dos recursos escassos, toda escolha envolve desistência – é preciso abrir mão de todas as outras opções preteridas. E quando o próprio tempo nos mostra que as decisões que tomamos no passado não foram as mais acertadas, podemos nos deparar novamente com o fantasma da desistência.

Desistir, muitas vezes, não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem. Em muitas situações, é mais difícil abrir mão ou virar as costas, mudar de caminho, do que simplesmente continuar empurrando com a barriga. Um dos maiores problemas parece ser a admissão pública da desistência, ou seja, a preocupação com o que os outros vão pensar sobre o que você fez. Considerando que a desistência tem uma fama tão negativa, muitas pessoas têm receio de serem consideradas fracas, covardes ou incompetentes ao “mudarem de ideia”, desistindo de uma coisa para abarcar outra. Cabe a cada um, é claro, refletir sobre o quanto a opinião alheia tem poder de ditar seu próprio destino e tomar decisões com base em suas prioridades individuais, seja o status quo, mantendo as “aparências” ou a satisfação pessoal.

Muitas das decisões que tomamos na vida carecem de discernimento e reflexão e com frequência fazemos o que os outros esperam de nós, mesmo sem pensar. O resultado é um presente (e um provável futuro) diferente do que idealizamos para a nossa vida. Para corrigir o rumo é preciso desistir de algumas coisas, mudar outras para conseguirmos tomar os caminhos certos que nos levarão para o futuro que consideramos melhor para nós mesmos.

No final das contas, a vida é a soma das escolhas que fazemos ao longo do caminho e essas decisões envolvem invarialmente momentos de desistência. Muitas dessas escolhas envolvem justamente aquilo que escolhemos não fazer ou deixar de fazer.

O mito da motivação

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Simon Franco diz que a motivação é a consequência de nossas escolhas, não a causa. Ele está certíssimo.

Existem dois aspectos sobre a motivação que precisamos compreender para não ficarmos confusos “esperando” uma motivação que custa a aparecer para começar a fazer as coisas na vida ou dar continuidade ao que começamos quando estávamos motivados.

A primeira é que motivação é uma energia passageira, um entusiasmo, uma chama que se acende e se apaga, muitas vezes, completamente fora do nosso controle. Se ficarmos esperando a bendita motivação para então agir em prol de nossas metas, acabamos sendo muito pouco produtivos. O segredo do sucesso definitivamente não é a motivação, mas sim a determinação e o foco, que na realidade são a mesma coisa.

A segunda ideia que precisamos compreender é justamente isso, que a motivação depende da determinação. Quem vive sem planos, sem metas, sem eira nem beira, só vivendo a vida, empurrando com a barriga, fazendo nada mais do que a obrigação em troca de um dinheirinho no final do mês não tem motivação mesmo, não tem como… motivação vem de motivo, se a pessoa não tem motivo para fazer as coisas, por que ela vai fazer? Por que ela vai se sentir toda empolgada? O entusiasmo não existe no vazio, ele precisa de motivo. Quem não tem motivo próprio, às vezes o empresta dos outros como é o caso da liderança contagiante que vez ou outra ocorre no ambiente de trabalho. Quem não tem um motivo para se sentir empolgado também pode ocasionalmente sentir essa “energia” por motivos efêmeros, como é o caso da motivação que o dinheiro proporciona, por exemplo, ou competições no trabalho, outra situação comum que fornece um “cheirinho” de motivação.

Motivação de verdade mesmo, só com os próprios motivos, a própria determinação e isso vem das metas pessoais, individuais, dos sonhos de conquista, de chegar a algum lugar, de conseguir alguma coisa na vida.

Mesmo assim, mesmo com toda a determinação do mundo e o comportamento mais focado, devido a essa característica etérea da motivação, ninguém se sente motivado o tempo todo. Isso é normal.

Se você compreender a motivação dessa forma, você terá melhores condições de estruturar sua vida de forma mais equilibrada:

– Primeiro compreendendo que não é preciso se sentir motivado para agir. O que é preciso é ter metas, ou seja, um foco, saber para onde você está indo e ter disciplina para seguir em frente, MESMO QUANDO você não está motivado.

– Segundo, se aproveitando desse ritmo disciplinado para criar ambiente para a motivação em sua vida, deixando com que ela aflore, mesmo que de vez em quando, devido ao seu trabalho contínuo, que começa a mostrar frutos e resultados à medida que você se dedica aos seus projetos.

Em resumo: nunca espere se sentir motivado, faça o que você tem que fazer para conquistar suas metas mesmo quando você tem que se arrastar para fazer aquilo. A motivação pode aparecer e desaparecer ao longo desse processo, mas os resultados das suas ações serão visivelmente sentidos a medida que você segue em frente e esse sucesso já conquistado certamente fornece um pouco mais de motivação.

A cultura da mediocridade e o sucesso

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Desde pequenos somos paranoicos com normalidade. Faz parte do instinto humano de sobrevivência a vontade de pertencer a um grupo e ser aceito por ele. Isso é observado desde as comunidades indígenas até o ambiente corporativo.

Seres humanos se organizam em grupos em que os iguais são aceitos e os diferentes são rejeitados. Morremos de medo na infância e na adolescência de sermos rejeitados por nossos coleguinhas e nos esforçamos ao máximo para sermos normais dentro do grupo com que nos identificamos.Qualquer traço diferente, seja físico, psicológico ou cultural (como um sotaque diferente), faz com que o grupo inicie um movimento coletivo de rejeição, daí o efeito bullying, tão comum nas escolas.

Na vida adulta, em nome da decência e do respeito para com nossos semelhantes, nos contemos e não tiramos sarro dos diferentes, nem os excluímos como fazíamos (ou sofríamos) quando jovens.

Grupos, no entanto, se nivelam por baixo. A normalidade, mesmo na vida adulta, é um padrão invisível, porém constantemente cobrado socialmente. Das decisões pessoais (como ter ou não ter filhos, casar ou não casar) à vida profissional (como ter uma carreira tradicional), o grupo nos pressiona constantemente para mantermos a normalidade e nos incentiva a não nos desviarmos muito dos trilhos da vida.

Dentre os índices mais perigosos de normalidade está a mediocridade, que dita que se não formos obter alguma vantagem explícita, então devemos só fazer o necessário para nos safarmos. O treinamento da mediocridade já começa na escola ao só estudarmos porque somos obrigados e só fazermos o necessário para obtermos notas boas e passarmos de ano. Essa postura corrompe o caráter e a integridade e se chega na vida adulta, mantém a pessoa em subnível, pois ela não faz nada que não precisa ser feito ou por que não será recompensado com alguma vantagem.

Desde cedo na vida somos ensinados que para “nos safarmos” devemos ser apenas bons o suficiente. Poucas pessoas têm a sorte de ter pais e/ou professores que estimulam a excelência pessoal. A maioria das pessoas responsáveis pela educação e criação de crianças e jovens é medíocre e jamais poderia transmitir a excelência pessoal, uma vez que elas próprias não a praticam.

Na escola, poucos são os alunos que lutam pela excelência e não se permitem tirar notas baixas. A maioria está feliz demais com notas apenas acima da média – desde que dê para passar de ano, está bom.

Em casa, muitas crianças aprendem a fazer apenas o suficiente para manterem os pais “quietos” sem reclamarem de sua conduta, bagunça ou hábitos improdutivos como jogar videogame.

Ao crescer com essa postura, o adulto mantém a mesma mentalidade do “bom o suficiente” na vida pessoal e no trabalho. É a cultura da mediocridade. É socialmente aceitável não ser excelente e até mesmo estimulado, como se fazer além do absolutamente necessário fosse coisa de gente boba. Isso é freqüentemente observado em empresas em que a mediocridade se alastrou. Os funcionários só fazem o que precisam fazer para manter seus empregos e pegam no pé de quem faz além da conta e procura ter um desempenho melhor, como se tal postura fosse coisa de idiota – “Não seja burro! Não vão te pagar mais para fazer bem feito.”

No âmbito pessoal, o mesmo padrão de comportamento rege os relacionamentos. Um dos mais fortes fatores que destroem relacionamentos afetivos é justamente a leviandade com que as partes passam a tratar uma à outra depois que a fase da paixão, que estimula a excelência, passa. Depois que a motivação para dar o melhor de si já passou, as pessoas tendem a fazer apenas o suficiente para manter seus relacionamentos, mantendo um nível de displicência que termina por corroer os sentimentos que um tem pelo outro.

Suponho que você que está lendo este site tenha a ambição de conquistar o sucesso em sua vida e realizar os seus sonhos. Saiba, então, que bom o suficiente não é suficiente para conquistar grandes coisas na vida! A postura de excelência pessoal que ensinamos por aqui é incompatível com a cultura da mediocridade. Digo então para meus leitores, não caiam vítima dessa cultura da mediocridade (ou normalidade, como queira), pois ela está tão alastrada em nossa sociedade que é fácil não perceber que sua postura está refletindo a mentalidade da maioria, ao invés de sua própria autenticidade. A pessoa excelente não se preocupa se o que ela está fazendo ultrapassa as expectativas alheias, ao contrário da pessoa medíocre que só faz o que é necessário e olhe lá.

O que a pessoa medíocre não percebe é que o reconhecimento que ela espera dos outros, por exemplo numa situacão profissional, nunca vem justamente porque os outros percebem que ela não faz nada mais do que o necessário. Ela nunca é promovida, nunca sai do lugar na carreira e não sabe porque. Por outro lado, fazer mais do que o necessário dentro do que não precisa de muito empenho é perda de tempo e não chama a atenção das pessoas-chave.

Frequentemente, pessoas que não prezam a excelência “disfarçam” fingindo se empenhar para chamar a atenção de pessoas que poderiam ajudá-la a crescer profissionalmente. O que elas não percebem é que a excelência pessoal é uma postura íntima e isso transparece, assim como a autoconfiança e a autoestima (dá pra ver de longe, “só de olhar” quem tem autoconfiança e autoestima e quem não tem, não dá pra “fingir”). Não dá pra disfarçar excelência pessoal também.

É claro que nem sempre a escada corporativa obedece a lei da meritocracia, mas a preocupação com a injustiça (o fulano foi promovido e isso não é justo, pois eu sei que sou mais capaz que ele) é também parte da cultura da mediocridade. Só os medíocres perdem tempo se preocupando com as injustiças da vida. Os excelentes sabem que a injustiça faz parte e não se estressam com ela, contornando casos injustos contra si mesmos como contornam qualquer obstáculo, com pragmatismo e inteligência emocional.

Como ter inteligência emocional?

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Essa é uma pergunta frequente, mas é importante começar esse artigo explicando que inteligência emocional não é uma “habilidade” que se aprende como administração do tempo ou definição de metas. Não é uma questão de obter uma dica aqui e ali e pronto, você “terá” inteligência emocional. Não é assim que funciona! Esse artigo não vai ensiná-lo literalmente a “ter” inteligência emocional!

Inteligência emocional é a maturidade íntima, a capacidade de lidar proativa e assertivamente com os acontecimentos da vida e isso não se aprende do dia pra noite, muitas pessoas não aprendem nunca!

Tendo noção então da dimensão dessa característica, podemos falar sobre como “ter” essa maturidade emocional, considerando que o trabalho de desenvolvimento dela pode levar uma vida inteira.

O primeiro aspecto a ser observado na própria personalidade é justamente a proatividade, que falamos bastante por aqui. Proatividade não é só a iniciativa de dar o pontapé inicial em alguma ideia, mas também saber lidar positivamente com adversidades e obstáculos, sabendo reverter aquilo para benefício próprio, mesmo que seja apenas o aprendizado com uma situação negativa. Quem não age proativamente, reage. Essa reação vai desde mau humor em resposta aos eventos do dia-a-dia até depressão, quando a vida simplesmente “não acontece” do jeito que a pessoa quer.

Reações negativas sempre denotam falta de tato para lidar com o ocorrido, isso é falta de proatividade e no final das contas, falta de maturidade emocional.

Trabalhar com esse aspecto exige, antes de mais nada, predisposição para abrir mão do egocentrismo, da mania de querer que tudo aconteça de acordo com suas próprias expectativas, senão você faz biquinho e dá pití ou fica choramingando, reclamando da vida.

Ninguém muda isso de uma hora pra outra, é claro, mas uma mudança nesse sentido depende de profunda reflexão sobre as próprias atitudes e reações. Uma boa técnica, por mais simples que seja, é assistir filmes que retratem realidades muito diferentes da sua, principalmente histórias que retratam pessoas superando desafios usando justamente a proatividade e a inteligência emocional. Ao ver o exemplo do outro, mesmo que seja apenas um filme, nós refletimos sobre a nossa própria postura, nos comparamos aos personagens e podemos, se estivermos atentos, nos pegar no dia-a-dia prestes a reagir de formas negativas, podendo então escolher conscientemente agir de forma diferente. Esse é o começo da maturidade.

O segundo aspecto é a forma como lidamos com as nossas expectativas. Quanto mais específicas e egocêntricas são as nossas expectativas de como a vida, as pessoas e o futuro devem ser, mais sofremos e nos decepcionamos. Expectativas são egocêntricas por natureza. Esperar que outra pessoa tenha uma determinada postura e comportamento é admitir para si mesmo que o outro não tem direito de ser ele mesmo, que ele deveria preferencialmente ser aquilo que você acha melhor. Só a verbalização dessa frase já soa ridícula, mas muita gente mantém expectativas com relação ao comportamento alheio e se frustra quando as pessoas são… elas mesmas. Muitas brigas entre familiares – cônjuges, pais e filhos, irmãos – ocorrem justamente por esse motivo, expectativas quebradas.

As nossas próprias expectativas com relação a nossa vida também podem nos causar muita frustração. Expectativas irrealistas formam uma das receitas mais perfeitas para uma depressão profunda no futuro. Investigar e mais uma vez, refletir profundamente, quanto a raiz dos nossos sonhos e da forma como vemos o mundo pode nos ajudar a colocar os pés no chão e lidar com a vida de forma mais madura.

O terceiro aspecto é a autoconscientização emocional, ou seja, ser capaz de discernir e discriminar as próprias emoções, tendo a capacidade de lidar com elas de forma racional, mas sem sufocá-las. Esse é um dos aspectos mais mal compreendidos sobre a inteligência emocional. Ser inteligente emocionalmente não é sair por aí extravasando as emoções, se permitindo sentir tudo, mostrando para todo mundo o que você está sentindo, tampouco é uma super-racionalização psicológica, um comportamento frio e distanciado. A melhor descrição para a pessoa emocionalmente inteligente é a própria definição do termo: uma pessoa madura, coesa, coerente, comedida.

Nesse ponto também existe muita confusão, pois popularmente acredita-se que inteligência emocional é sinônimo de extroversão e não é. A pessoa extrovertida tem muito mais probabilidade de ser emocionalmente instável do que uma pessoa introspectiva, que muitas vezes é assim porque lida melhor com as próprias emoções.

O desenvolvimento desse terceiro aspecto depende muito do nível de atenção e “presença”, ou seja, o quanto a pessoa está presente no momento, atenta para o que está acontecendo ao seu redor e em seu mundo íntimo e não perdida em diálogos mentais intermináveis ou dando vazão a fantasias – o “sonhar acordado” – e pensamentos automáticos.

O trabalho nestes três pilares da inteligência emocional é complexo, longo e exige muito comprometimento pessoal, é claro que um simples artigo não tem como atender a essa demanda. Meu objetivo aqui foi dar uma passada geral no que é necessário para desenvolver essa capacidade.

Nove coisas que as pessoas bem sucedidas fazem de diferente

Por que você foi tão bem sucedido em conquistar alguns objetivos e outros, não? Se você não sabe bem por que, você está longe de estar sozinho nessa. Até mesmo pessoas brilhantes e muito bem sucedidas têm problemas em compreender seus fracassos ou seus sucessos. A resposta intuitiva – que você nasceu com pré-disposição para alguns talentos e não para outros – é apenas uma pequena peça do quebra-cabeça. Na verdade, décadas de estudos sobre o sucesso sugerem que as pessoas bem sucedidas atingem seus objetivos não simplesmente por causa de quem são, mas mais pelo que fazem.

Nove coisas que as pessoas bem sucedidas fazem de diferente

 1. Seja específico. Quando você define um objetivo, tente ser o mais específico possível. “Perder cinco quilos” é um objetivo melhor que “perder peso”, pois dá a você uma ideia clara do que seria o sucesso. Saber exatamente o que você quer conquistar o mantém motivado até que você chegue lá. Além disso, pense em ações específicas que precisam ser tomadas para que você atinja seu objetivo. Simplesmente prometer que você vai “comer menos” ou “dormir mais” é muito vago – seja claro e preciso. “Eu irei pra cama às 10h da noite durante a semana” não deixa espaço para a dúvida com relação ao que você precisa fazer e se você conseguiu fazê-lo ou não.

2. Aproveite o momento para se dedicar aos seus objetivos. Tendo em vista que a maioria de nós é muito ocupada e lidamos com muitos compromissos ao mesmo tempo, não é de surpreender que percamos, diariamente, chances de fazer algo por nossos objetivos simplesmente porque não as enxergamos. Você realmente não teve tempo de malhar hoje? Nenhuma chance em momento algum de retornar aquela ligação? Atingir seus objetivos significa agarrar-se a essas oportunidades antes que elas escorram pelos seus dedos. Para aproveitar o momento, decida quando e onde você vai tomar cada atitude que quer tomar com antecedência. Novamente, seja o mais específico possível (por exemplo: “Às segundas, quartas e sextas, vou malhar por 30 minutos antes do trabalho”). Estudos apontam que esse tipo de planejamento ajuda o cérebro a detectar e aproveitar as oportunidades quando elas aparecem, aumentando suas chances de sucesso em aproximadamente 300%.

 3. Saiba exatamente quanto ainda falta para chegar lá. Atingir qualquer objetivo também requer um monitoramento honesto e regular do seu progresso – se não por outras pessoas, que seja feito por você mesmo. Se você não souber ao certo o que está fazendo, você não poderá ajustar seus comportamentos ou suas estratégicas da maneira correta. Cheque seu progresso com frequência – semanalmente, ou mesmo diariamente, dependendo do seu objetivo.

4. Seja um otimista realista. Quando você define um objetivo, engaje-se em ter pensamentos positivos com relação à probabilidade de você atingi-lo. Acreditar na sua habilidade para o sucesso ajuda tremendamente a criar e manter sua motivação. Mas não importa o que você faça, não subestime quão difícil pode ser atingir seu objetivo. A maioria dos objetivos que valem a pena requer tempo, planejamento, esforço e persistência. Estudos mostram que pensar que as coisas virão até você de maneira fácil e sem esforço o deixa mal preparado para o caminho à frente e aumenta significativamente as chances de fracasso.

5. Foque-se em melhorar ao invés de em ser bom. Acreditar que você tem a habilidade de conquistar seus objetivos é importante, mas acreditar que você pode conquistar essa habilidade também é. Muitos de nós acreditam que nossa inteligência, nossa personalidade e nossas aptidões físicas são fixas – e não importa o que façamos, não vamos melhorar. Como consequência, nós nos focamos em objetivos que buscam nos autoafirmar ao invés de nos autodesenvolver e adquirir novas habilidades. Felizmente, décadas de pesquisas sugerem que a crença nas habilidades fixas está completamente errada – todos os tipos de habilidades são profundamente maleáveis. Assimilar o fato de que você pode mudar vai ajudá-lo a tomar decisões melhores e atingir seu potencial máximo. As pessoas cujos objetivos são sobre melhorar ao invés de ser bom, sentem que a caminhada é difícil e apreciam a jornada tanto quanto o destino.

6. Seja corajoso. A coragem é a força de vontade de se comprometer com objetivos de longo prazo e persistir frente às dificuldades. Estudos mostram que alunos corajosos estudam mais e têm notas melhores. A coragem define quais cadetes vão sobreviver ao primeiro ano de exército e continuar. A boa notícia é que se você ainda não é muito corajoso, você pode consertar isso. Pessoas que não tem coragem geralmente assumem que não têm as habilidades inatas que as pessoas bem sucedidas têm. Se você pensa assim, bem, não há uma maneira melhor de dizer isso, mas: você está errado. Como eu mencionei anteriormente, esforço, planejamento, persistência e boas estratégias é que garantem o sucesso. Assimilar esse conhecimento vai ajudá-lo não apenas a ver a si mesmo e seu objetivo com mais precisão, como também fazer maravilhas para melhorar sua coragem.

7. Aumente seus músculos da força de vontade. Seu “músculo” do autocontrole é como todos os outros músculos do seu corpo – quando não é exercitado, vai ficando mais fraco com o passar do tempo. Mas quando você o exercita regularmente, tornando-o útil, ele vai ficar cada vez mais forte e mais capaz de ajudá-lo a atingir seus objetivos com sucesso. Pra construir a força de vontade, aceite desafios de fazer coisas que você preferiria, na verdade, não fazer. Abra mão dos lanches gordurosos, faça 100 abdominais por dia, endireite-se quando perceber que está desleixado, tente aprender algo novo. Quando você sentir que está prestes a desistir, fraquejar ou largar mão, não o faça. Comece com apenas uma atividade e trace um plano sobre como você vai lidar com os problemas quando eles aparecerem (“Quando eu estiver com vontade de comer, vou comer uma fruta fresca ou três porções de frutas secas”). Vai ser difícil no começo, mas vai se tornar mais fácil – e essa é a ideia. À medida que sua força aumenta, você poderá aceitar mais desafios e aumentar sua carga de exercícios de autocontrole.

8. Não force a barra. Por mais forte que seu músculo da força de vontade se torne, é importante sempre respeitar o fato de que ele é limitado e se você sobrecarregá-lo, você pode ficar temporariamente sem energia. Não tente assumir dois desafios de uma vez só, se você puder (como parar de fumar e emagrecer ao mesmo tempo). E não complique seu próprio caminho – muitas pessoas confiam demais em sua habilidade de resistir à tentação e, como resultado, acabam se colocando em situações em que são vencidos pela tentação. Pessoas bem sucedidas sabem como não fazer com que atingir seu objetivo seja mais complicado do que já é.

9. Foque-se no que você tem que fazer, não no que você não tem. Você quer perder peso, parar de fumar ou abafar o seu mau humor? Então planeje como você vai trocar esses hábitos ruins por hábitos bons ao invés de somente se focar nos hábitos ruins em si. Pesquisas sobre supressão de pensamentos (por exemplo, “Não pense em ursos brancos!”) comprovam que tentar evitar um pensamento, na verdade, o torna ainda mais ativo em sua mente. O mesmo acontece quando se trata de comportamentos – ao tentar não ter um hábito ruim, nossos hábitos ficam mais fortes ao invés de serem eliminados.

Se você quer mudar, pergunte a si mesmo: “O que é que eu vou fazer no lugar”? Por exemplo, se você está tentando ter controle sobre seu temperamento e parar de esquentar por qualquer coisa, você pode planejar algo como: “Se eu começar a me sentir nervoso, vou respirar fundo três vezes para me acalmar”. Ao usar a respiração funda como um substituto da raiva, o hábito ruim vai se apagando com o tempo até desaparecer completamente. Espero que, após ler essas nove coisas que as pessoas bem sucedidas costumam fazer de diferente, você tenha tido algum insight com relação às coisas que você tem feito de certo até agora. Mais importantemente, espero que você tenha conseguido perceber os erros que o estão atrapalhando e use esse conhecimento para seu próprio benefício daqui pra frente. Lembre-se: você não precisa se tornar uma pessoa diferente para se tornar uma pessoa bem sucedida. Nunca se trata do que você é, mas do que você faz.

O que é inteligência emocional?

Popularizada nos anos 90 por Daniel Goleman, o tema se tornou coqueluche em palestras organizacionais e em programas de desenvolvimento pessoal. Apontada muitas vezes como o “verdadeiro” segredo do sucesso, a inteligência emocional é a capacidade íntima de lidar pró-ativamente com as próprias emoções e com o próprio universo interior, mantendo assim uma postura assertiva no dia-a-dia, tanto na vida pessoal, quanto profissional.

Inteligência Emocional

Muitos dos problemas que as pessoas têm tanto em sua vida pessoal quanto profissional advêm da dificuldade em lidar com aspectos emocionais em resposta aos estímulos que recebem. De frustração à rejeição, é preciso equilíbrio emocional para construir internamente o que se tornará a resposta mais adequada a ser exteriorizada. A pessoa sem inteligência emocional dá respostas erradas a esses estímulos, fica brava, “explode” de raiva, se retrai em timidez ou medo, toma atitudes precipitadas e impulsivas em resposta à sua ansiedade interna, enfim, a pessoa sem inteligência emocional mete os pés pelas mãos pela vida afora, por simples incapacidade de lidar proativamente com as próprias emoções.

Inteligência emocional é a maturidade da capacidade de lidar com nosso universo interior. Mas por que essa característica é tão importante para a excelência pessoal? Excelência, em primeiro lugar, é o contraste absoluto da mediocridade e, sendo assim, exige esforços que a pessoa que se mantém na ordinariedade não está intimamente disposta a fazer. Esses esforços colocam a pessoa no front de batalha, ela fica exposta tanto aos obstáculos quanto a críticas alheias e combates diretos com oponentes – como no caso dos esportes, por exemplo, ou até mesmo no ambiente corporativo.

Para manter um desempenho excelente, a pessoa precisa ser forte o suficiente para não se amedrontar e não se acovardar frente a esse contrafluxo. Essa força vem da estabilidade emocional íntima e da capacidade em lidar com as próprias emoções. A pessoa incapaz de lidar com a raiva, por exemplo, mete os pés pelas mãos e acaba cometendo erros irreversíveis que podem minar as chances de concretização de suas metas. Da mesma forma, a pessoa que não consegue lidar com a ansiedade, acaba sendo impulsiva e precipitada, também cometendo erros que podem vir a ser irreversíveis.

Muitos erros cometidos também por falta de inteligência emocional dizem respeito às interrelações. A pessoa sem inteligência emocional acaba estragando relacionamentos chave em sua vida e perdendo oportunidades que seriam importantes para a concretização de seus objetivos.

Não confunda inteligência emocional com extroversão

Nem sempre pessoas extrovertidas tem alto nível de inteligência emocional, na maioria das vezes, a realidade é justamente o contrário. Pessoas extrovertidas apenas lidam com os estímulos sociais de forma diferente das tímidas e, em muitos casos, apenas aprenderam a jogar os joguinhos sociais ou a atrair atenção para si mesmas. Isso não é inteligência emocional e muitas pessoas extrovertidas apresentam, na verdade, baixo nível de inteligência emocional. Pessoas que necessitam da atenção alheia “desesperadamente” ou que usam seu comportamento extrovertido para manipular e dominar os outros não possuem alto nível de inteligência emocional. Esse comportamento denota, na realidade, uma dificuldade muito grande de lidar com as próprias emoções, o que é evidenciado muitas vezes no desenvolvimento de distúrbio bipolar, que é mais frequente em pessoas extrovertidas, enquanto a depressão é mais frequente em pessoas tímidas.

Isso não quer dizer, porém, que pessoas tímidas tenham maior inteligência emocional, pois não é o caso! É importante compreender que o contrário de extroversão não é timidez, mas sim introversão. A timidez sim representa um baixo nível de inteligência emocional já que a pessoa tem dificuldade de lidar com emoções, processar as respostas mais adequadas e exteriorizá-las da melhor forma possível.

Pessoas introvertidas, no entanto, não são necessariamente tímidas, mas também não são extrovertidas. Introvertidos que possuem inteligência emocional são pessoas que geralmente são mais quietas, resguardadas e não apreciam estar em evidência ou chamar a atenção, mas quando precisam conseguem ser assertivas, persuasivas e se comunicam bem. O tímido tem problemas justamente aí, ele não consegue exteriorizar suas emoções e respostas da forma mais assertiva possível. Isso é um problema, contudo, que também pode atingir pessoas extrovertidas com baixo nível de inteligência emocional. Nesse caso, as manifestações podem ser o exato oposto do tímido, mas com os mesmos resultados, ou seja, o extrovertido pode exagerar na dose em suas respostas aos estímulos, seja com agressividade, petulância, arrogância ou insensibilidade.

A MULHER INVISÍVEL

Assistam até o final…

O que é pró-atividade?

Superficialmente definida simplesmente como “iniciativa” por muitos autores, a pró-atividade é, na realidade, muito mais do que meramente antecipar-se aos acontecimentos e problemas e tomar a iniciativa.

Pró-atividade é, antes de tudo, assumir a responsabilidade pelas próprias atitudes e liderar a própria manifestação. Mas o que isso significa? Um dos primeiros autores a definir pró-atividade foi o psiquiatra judeu Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração da segunda guerra mundial. Enquanto a maioria dos prisioneiros acreditava que era a situação que ditava seu estado de espírito e seu destino, entregando-se à crueldade dos acontecimentos, Viktor, que passou por sua parcela de atrocidades vendo sua mulher grávida e boa parte de sua família morrer nas mãos dos nazistas, defendia que entre o estímulo e a resposta está sua liberdade de escolha. Como você se sente com relação ao que ocorre com você é escolha sua, não conseqüência obrigatória do que acontece com você.

Quando esse conceito é realmente compreendido e internalizado, a pessoa pára de se fazer de vítima das circunstâncias e passa a ser líder de si mesma, assumindo as rédeas da própria vida. Isso é a verdadeira pró-atividade.

No próximo artigo vamos discutir sobre como ser pró-ativo quando tudo parece ocorrer fora do seu controle.

Amar a si mesmo é o ponto inicial da jornada

Muitos mitos e interpretações incompletas cercam o assunto auto-estima e é importante clarear os principais conceitos para que você comece sua jornada em direção à excelência pessoal com o pé direito. Em primeiro lugar, podemos começar explorando a idéia de que não existe “auto-estima demais” e de que amar a si mesmo, de forma alguma implica ser narcisista ou egocêntrico.

Começo explicando esse ponto, pois muita gente parte do princípio de que pessoas com “muita auto-estima” são aquelas que esbanjam energia, são extorvertidas, exercem poder sobre os demais e não raro são arrogantes e egocêntricas. É claro que não podemos jogar todo mundo com as mesmas características dentro do mesmo saco, mas a personalidade que vem em mente que se pensa em “auto-estima” para a maioria das pessoas não revela estima de fato. A verdade é que muitas dessas pessoas extrovertidas, falantes e entusiasmadas podem muito bem sofrer de baixa auto-estima e esse comportamento empipocado releva justamente uma necessidade gritante de atenção alheia, que nada tem a ver com auto-estima!

Mas vamos voltar a fita um pouco mais para entender como chegamos nessa conclusão! É um mito popular confundir auto-estima com narcisismo, ou seja, em linguagem popular, a pessoa que se acha o máximo, o rei da cocada preta. Amar a si mesmo de verdade está muito longe do narcisismo. Amar a si mesmo, acima de tudo, é conhecer a si próprio a ponto de tolerar as próprias falhas, gostar da pessoa que se é incondicionalmente, sentir-se bem na própria pele.

Para entender esse conceito de amor próprio incondicional, procure pensar na vontade mais básica humana de ser amado por outros pelo que se é. Não gostamos quando percebemos que outras pessoas gostam de nós não pelo que somos, mas por um detalhe secundário, que pode ser aparência, dinheiro, poder, status social, etc. Queremos ser apreciados como seres humanos, queremos ser amados incondicionalmente, quer tenhamos alguma vantagem a oferecer ou não. Se isso realmente ocorre nas relações inter-sociais, é outra conversa, mas que queremos que as pessoas gostem de nós pelo que somos por dentro, não podemos negar!

A verdadeira auto-estima, ou melhor, o que podemos chamar de “auto-estima sadia” é quando gostamos de nós mesmos pelo que somos, quando nosso amor por nós mesmos é incondicional.

O narcisista não sente esse amor. Ele pode gostar de si mesmo, no sentido de “se achar o máximo”, condicionalmente, ou seja, ele exige certas posturas e condições de si mesmo para que esse amor perdure. O que o narcisista sente por si mesmo não é amor realmente. É mutio comum vermos traços de perfeccionismo e neurose em pessoas que são narcisistas. A pessoa gosta de si mesma se ela for perfeita, no momento em que ela percebe (ou que ela acha que os outros estão percebendo) que ela tem um defeito ou que seu grau de perfeição não é o mais alto possível, ela entra em neurose. É por isso que dizemos que esse tipo de pessoa tem uma falsa auto-estima. Aparentemente a pessoa gosta de si mesma, gosta tanto que “se acha o máximo”, mas isso é só uma fachada. No momento que a máscara cai ela desmorona. Depressão, distúrbio bipolar e ansiedade são comuns em pessoas que apresentam essas características. A pessoa exige tanto de si mesma, que não se aceita quando ela, ou as situações em sua vida, não batem com o ideal que ela tem em mente.

Compreender esse ponto é importante para saber distinguir o que é realmente um caso de auto-estima sadia e o que é simplesmente uma pessoa que está colocando um showzinho e fingindo para ela e para o mundo que ela está de bem com a vida e é muito bem resolvida. Essa compreensão ajuda a entender que para desenvolver a auto-estima, você não precisa se tornar esse tipo de pessoa. Extroversão e sociabilidade não tem nada a ver com auto-estima.

O primeiro passo para construir os blocos de sua auto-estima é fazer um levantamento dos motivos pelas quais você gosta menos de si mesmo. O que faz com que você se decepcione consigo? Onde você pisa na bola? Anotar essas questões faz com que você tenha uma idéia mais clara da própria realidade. O objetivo não é descobrir esses pontos para que você possa saná-los e aí sim, você pode gostar mais de si mesmo. Não! Se o objetivo é gostar de si mesmo pelo que se é, você precisa aprender a aceitar-se com todas as suas falhas. Num primeiro momento, contudo, é necessário olhar para si mesmo sem receios, sem colocar esses pontos obscuros para baixo do tapete.

Aceitar-se como você é, entretanto, não deve ser motivo para largar mão da busca de melhorias e aprimoramento! Veja bem que toda a diferença está no foco. O narcisista tenta ser perfeito, mas perfeito ninguém é, por isso é que ele fica neurótico quando algo em sua vida dá errado ou quando ele não se demonstra tão perfeito quando acredita ser. O foco do desenvolvimento pessoal está no próprio impulso de evolução do ser humano, na vontade de melhorar e crescer, porém, sem paranóia, sem buscar qualquer tipo de condição perfeita.

Como ter mais entusiasmo?

Entusiasmo é aquela energia contagiante, aquele impulso incontrolável para a ação, aquela força que mantém as chamas da motivação, da persistência e da paixão acessas. O entusiasmo não é uma qualidade em si, tampouco uma condição que uma vez conquistada, é sua para sempre.

O entusiasmo é como uma fogueira – é preciso continuar colocando lenha, continuar alimentando o fogo para que ele persista. Se você der uma olhada na pirâmide das realizações, você compreenderá que quanto mais pró-ativa e equilibrada é a base da personalidade da pessoa, mais ela consegue atingir condições de entusiasmo e mantê-las por longos períodos de tempo.

A princípio, qualquer pessoa é capaz de sentir e manter o entusiasmo por certo período, mas quando determinadas características na base de sua personalidade estão faltando, o fogo do entusiasmo dura pouco. Não ter essas características ou ter esses pontos mal trabalhados afeta a pessoa emocionalmente e mentalmente e resulta em atitudes e crenças que sabotam a energia que a impulsiona para frente. Baixa auto-estima, baixa inteligência emocional, falta de pró-atividade e de autoconfiança minam os esforços e boicotam qualquer energia que brote para a conquista de algum objetivo.

COAGIR OU PUNIR

Emprestamos a célebre frase de W. Shakespeare para trazer à baila  assunto há muito questionado por filósofos, professores, psicólogos e  outros, no que se refere a como impedir uma atitude indesejada por parte  de indivíduos, tomando por parâmetro os conceitos de bom convívio  preconizados pela sociedade. Trata-se de evitar que estes indivíduos  desobedeçam a leis, normas, códigos, convenções benéficas e respeitem os  demais membros da sociedade.

O quadro hoje apresentado é que a infração de leis, ordens sociais e  convenções em geral, têm como conseqüência maciça a punição; ou como  forma de coerção ou, meramente, para oferecer exemplos a outros que  tenham o desejo de incorrer no mesmo delito, a fim de diminuir a atitude  indesejada ou anular sua intenção. A coerção, que envolve processos  comportamentais como punição e até mesmo reforçamento negativo, está  muito presente na vida do ser humano, mesmo sem que ele a perceba.

Mas a pergunta que não quer calar: Coagir/punir de forma leve ou  severa, levará ao resultado esperado? O indivíduo aprenderá a “lição”,  modificando o seu comportamento e o seu cotidiano? Evitará que cometa  erros no futuro? As opiniões de estudiosos e profissionais são díspares;  alguns acreditam que a coerção é a melhor forma de resolver todos os  problemas, que deve ser adotada em todas as áreas. Outros, porém, dentre  eles o psicólogo B. F. Skinner, são contra; por terem estudado o  fenômeno e verificado que a punição pode ser apenas uma forma paliativa  de resolver problema, pois os indivíduos podem, de imediato, evitar  emitir o comportamento já punido, o que não significa mudança  permanente. Neste processo é possível que o indivíduo passe a buscar  formas de evitar ser punido, como o desenvolvimento de técnicas para não  ser descoberto e, em conseqüência, não sofrer sanções.

O comportamento punido não é esquecido, é suprimido. Essa supressão,  apenas temporária, geralmente reforça (negativamente) o comportamento do  punidor, pois elimina um comportamento com propriedades aversivas logo  após a intervenção do agente punidor. Em outras palavras, a punição para  o comportamento que se deseja suprimir, é reforçadora para quem a  aplica. Como exemplo, temos a seguinte situação cotidiana: A criança diz  um palavrão, o pai ou a mãe repreendem ou dão uma palmada e a criança  pára, momentaneamente, de falar palavrões. O efeito imediato da punição  pode fazer parecer que a palmada foi um procedimento bem sucedido,  reforçando o comportamento do punidor; porém, o comportamento punido  pode reaparecer em cenários “seguros”, longe dos pais ou outros agentes  punidores. O indivíduo deixa de realizar aquele ato em circunstâncias  semelhantes, ou seja, na presença do punidor e fica à espera de uma  chance para fazer o mesmo numa circunstância na qual a probabilidade de  ocorrência da conseqüência indesejada (a punição) seja diminuída.  Obviamente que o fato depende do que cada indivíduo tem como visão do  que é certo e errado, o que nem sempre impede do comportamento ser  emitido. Para crianças, por exemplo, “matar aula” para ir brincar, não é  um problema. Para a criança, o que importa é que ela vai poder brincar,  apesar de, eventualmente, saber que é errado e que, ao ser descoberta,  provavelmente, será punida. Em suma, as pessoas de qualquer idade podem  ter consciência de que determinada atitude é errada e, ainda assim,  executá-la.

É claro que não se pode estabelecer uma sociedade, uma ordem, com  preservação da integridade e direito dos cidadãos, se não existir uma  forma de controle. O que se coloca em discussão é qual seria a melhor  maneira de controle, e de evitar o descumprimento de tal ordem, de modo a  não solapar os direitos dos cidadãos, tal como comumente ocorre. O que  se observa é que a coerção não muda o indivíduo, apenas o obriga ou o  ensina a discriminar/diferenciar em que situações a ordem pode ser  burlada.

As mudanças ocorridas ao longo das gerações, a modernidade, a  observação do cotidiano e a mídia relatando a todo o momento que muitas  pessoas cometem erros muito graves e que muitos, apesar de não agirem  dentro da lei, conseguem “status”, prestígio e conforto, mostra que tais  indivíduos conseguiram maneiras eficazes de evitar a punição. Indo  além, fornecem exemplo para que muitos busquem encontrar benesses  utilizando a mesma fórmula. Qual a vantagem em viver com o ideal de  honestidade, de respeito ao próximo, agindo de forma ética e correta,  sem pesos e medidas diferenciados para diferentes indivíduos; se tantos  fazem o contrário e obtém benefícios, estando a salvo de qualquer  conseqüência aversiva ou punição? Ao contrário, obtém reforço positivo! O  que pode ser feito para conseguir, eficazmente, mudar este quadro?

É necessário que a ética e o comportamento ético sejam reforçados  positivamente e não o seu contrário! O indivíduo deve ter seu  comportamento valorizado ao ter atitudes corretas, para aumentá-las em  frequência e para respeitar os demais, dentro dos preceitos preconizados  pelo bom senso, pelas leis e pela sociedade. Civilidade, urbanidade e  altruísmo devem passar a obter mais conseqüências positivas do que o  arrivismo, o egocentrismo, as falsas denúncias e as “armações” contra  cidadãos que se insurgem contra uma ordem “às avessas”. Exemplos de  ética que seja bem sucedida (ao invés de punida) terão mais chances de  serem seguidos se obtiverem mais “recompensas” do que os exemplos de sua  ausência, como bem esclarecem ditos populares tais como: “salve-se quem  puder”; “manda quem pode e obedece quem tem juízo”; “em terra de cego  quem tem um olho é rei”; “os fins justificam os meios”; entre outros.

Buscar evidenciar exemplos bem sucedidos de um modo de vida correto e  com realizações, êxito, sucesso, reconhecimento perante a sociedade,  aumenta a chance de outros, que buscam o reconhecimento dos mesmos  valores, emitam comportamentos da mesma classe. Trata-se de mostrar,  voltando a utilizar outra frase popular, que “o crime não compensa”.  Isso pode ocorrer em todos os níveis da sociedade, na vida, no lar, no  trabalho, na escola, no convívio cotidiano com os demais e em qualquer  lugar onde existem pessoas.

No que tange à educação, estes métodos, conhecidos na psicologia  científica como “reforçamento positivo” e “modelação” de comportamento  (comportamento ético, no caso) podem ser um dos princípios a serem  integrados no mundo do professor e demais membros de instituições  educacionais, bem como, em qualquer esfera da sociedade. É necessário  reforçar positivamente o aluno de forma contingente às suas ações. As  crianças, tal como os demais seres humanos,  compreendem com mais  facilidade as instruções claras e as consequências positivas a ações  específicas, do que as nebulosidades, contradições e os métodos  educacionais coercitivos, baseados em reforço negativo e punição. É  muito mais eficaz e agradável trabalhar com o reconhecimento, com o  elogio sincero, parabenizando a atitude correta, alimentando a crença de  que pode ser mais gratificante agir dentro da ética, no que diz  respeito ao ambiente escolar ou em qualquer outro. É necessário deixar  de dar atenção somente ao que é inadequado e dar atenção contingente à  adequação.

Flagre as pessoas fazendo alguma coisa certa, boa, adequada e as elogie  por isso! É muito mais eficaz que apenas dar atenção ao que é  considerado errado por um determinado grupo ou pela sociedade em geral.

Os indivíduos reforçados positivamente tendem a repetir as ações que  foram reforçadas no passado, simples assim! Ter este reconhecimento  “aquece os corações”, pois se ganha em função de algo que se mereceu  ganhar. Isto é o que deveria ser considerado, divulgado e praticado por  aqueles que hoje têm ou que tiveram a oportunidade de ler, discutir,  enfim; ter acesso a esse conhecimento cientificamente validado, a ser  espalhado aos quatro ventos. Uma medida simples como essa contribui para  que a sociedade e as pessoas que dela fazem parte possam ter a chance  de acreditar na possibilidade de mudança e contribuir para um futuro de  homens com atitudes éticas, onde o respeito ao outro e às leis  prevaleça. Isso é possível, apesar de muito estarem convencidos do  contrário.

Mais vale respeitar para ser respeitado, para ver comportamentos  pautados em valores saudáveis, do que conseguir o que ser quer ou  precisa por meio de punição, sabendo que o que se consegue, neste caso, é  medo e não respeito; evitação de conseqüências aversivas e não mudança  de comportamento e de valores.

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