OS MAIORES PRAZERES


Os maiores prazeres que se pode vivenciar são extremamente singelos e não costumam ter relação direta com a condição econômica privilegiada.

Passear com o namorado num parque, andar de bicicleta, sentar num bar com os amigos para trocar ideias… nada disso envolve muito dinheiro.

Assistir um filme intrigante, conversar com um amigo íntimo e confidente, namorar, dançar, ouvir música… nada disso depende de dinheiro.

Muitos dentre os mais ricos vivem enclausurados por causa do medo de violência: gostam de viajar para usufruir dessa forma simples de viver.

Por vezes me pergunto: qual a razão do anseio da maioria pela fama e fortuna se, no final, quase todos gostam mesmo é de uma vida simples?

A vaidade, esse prazer erótico que advém de chamar a atenção, atrair olhares de admiração e desejo, parece ser o motor da busca de destaque.

O destaque depende de ações ou uso de adornos especiais, exclusivos; e isso sim depende de muito dinheiro: sentir-se especial custa caro!

Para se sentir especial a pessoa não pode usufruir dos prazeres “comuns”: ela terá que escolher entre a vaidade e a boa qualidade de vida.
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Life’s greatest pleasures are quite simple and usually unrelated to a person’s financial situation: walking in a park with a significant other, riding a bike, hanging out with friends at a bar, watching a compelling movie, talking to a close friend, going on dates, dancing, listening to music… none of this requires money.

Many of the very rich lead very restrictive lives for fear of urban violence, so they often travel just to be able to enjoy those prosaic amusements. I sometimes wonder what’s the point of longing for fame and fortune if, in the end, what most people really like are the simple pleasures of life.

The desire to stand out seems to be motivated by vanity, the erotic pleasure that comes from attracting attention and admiration, and provoking lust. But to stand out, one must use or do exclusive, unique things that do require money: feeling special is expensive! To feel special, a person can’t enjoy “regular” amusements; a choice must be made, between quality of life and vanity.

Tradução: Amanda Morris

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