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NÃO TRATE COMO PRIORIDADE QUEM TE TRATA COMO OPÇÃO!

Deveríamos valorizar somente aqueles que nos valorizam, e não tratarmos como prioridade quem nos trata como opção. Porém é difícil fazer isso, em grande parte porque normalmente nós continuamos esperando que o egoísmo se torne apreço e interesse mútuo.

No entanto, o que estamos fazendo é submeter o nosso bem-estar à vontade dos outros, tapando nossos olhos à evidências e não ouvindo nossas necessidades emocionais, presos no egoísmo dos outros.

“Com estas ideias arruinamos nosso presente, alimentando as esperanças de mudanças que nunca vêm, muitas vezes devido às memórias de um passado que não tem futuro.”

De qualquer forma, mesmo de maneira fugaz e intermitente, somos capazes de perceber que algo não está funcionando como deveria em nossos relacionamentos, as pessoas mudam e com o tempo mostramos a nossa face menos amigável e mais interessada.

O que aprendemos ao longo do tempo

Há um texto que é atribuído a vários autores (Jorge Luis Borges ou Shakespeare e outros), que reflete de uma forma incrível o que aprendemos ao longo da vida. Leia e reflita, percebendo o que pode mudar para melhorar as relações.

“Com o tempo eu aprendi a sutil diferença entre pegar a mão de alguém e acorrentar uma alma.

Com o tempo eu aprendi que o amor significa não depender de alguém e que companhia não significa segurança.

Com o tempo … Eu comecei a entender que beijos não são contratos, promessas ou presentes.

Com o tempo, aprendi que estar com alguém que lhe dá um bom futuro significa mais cedo ou mais tarde querer voltar a seu passado.

Com o tempo … você percebe que casar só porque “está na hora” é um aviso claro de que seu casamento vai falhar.

Eventualmente, eu percebi que aquele que é capaz de te amar com suas falhas, sem tentar te mudar, pode dar-lhe toda a felicidade que você quer.

Eventualmente, você percebe que, se você está perto dessa pessoa apenas para acompanhar a sua solidão, fatalmente acabará não querendo vê-la novamente.

Eventualmente, você percebe que os verdadeiros amigos valem mais do que qualquer quantia de dinheiro.

Eventualmente, eu entendi que os verdadeiros amigos podem ser contados nos dedos de uma mão, e que aqueles que não lutam por acabarão cercado apenas por falsas amizades.

Com o tempo eu aprendi que as palavras ditas em um momento de raiva pode ferir ao longo da vida.

Com o tempo, aprendi que qualquer um pode desculpar, mas o perdão é exclusivo das grandes almas …

Eventualmente, eu percebi que se você fere gravemente um amigo, provavelmente a amizade nunca mais será a mesma.

Eventualmente você percebe que, embora esteja feliz com os seus amigos, algum dia chorará por aqueles que deixou ir.

Eventualmente, você percebe que cada experiência vivida com cada pessoa é irrepetível.

Eventualmente, você percebe que quem humilha ou despreza um ser humano, cedo ou tarde, sofrerá as mesmas humilhações ou desprezos em dobro.

Com o tempo, eu aprendi a construir todas minhas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais.

Eventualmente, eu percebi que apressar as coisas ou forçá-las irá resultar em um final não desejado.

Eventualmente, você percebe que, na verdade, o melhor não é o futuro, mas o tempo que estava vivendo naquele momento.

Com o tempo você vai ver que, embora esteja feliz com aqueles ao seu lado, sentirá muita falta daqueles que estavam com você e agora não estão mais.

Com o tempo eu aprendi que tentar e perdoar ou pedir desculpas, dizer que ama, dizer que sente falta…. em um túmulo … não faz qualquer sentido …

Mas, infelizmente … nós só entendemos isso com o tempo.”

A verdade é que para certas coisas o tempo é nosso grande professor, através do qual vemos e valorizamos os erros do passado, nossas experiências com os demais e o respeito por nós mesmos.

Agora isso não significa que o tempo te diga tudo ou cure tudo, somos nós que temos de negociar os sentimentos em nosso diálogo interior, referindo-nos claramente aos nossos conflitos pessoais decorrentes egoísmo dos outros.

Devemos tomar uma posição e reafirmar-nos sem deixar que os outros tirem vantagem de nós por conta do nosso medo de rejeição ou confronto. A assertividade constitui um dos pilares básicos da construção da nossa autoestima e identidade pessoal.

É importante aprendermos a dizer NÃO, e buscarmos em nosso interior um aliado para lidarmos com essas relações baseadas na desigualdade e egoísmo de pessoas que só pensam em si mesmas.

Como ter inteligência emocional?

inteligenciaemocional

Essa é uma pergunta frequente, mas é importante começar esse artigo explicando que inteligência emocional não é uma “habilidade” que se aprende como administração do tempo ou definição de metas. Não é uma questão de obter uma dica aqui e ali e pronto, você “terá” inteligência emocional. Não é assim que funciona! Esse artigo não vai ensiná-lo literalmente a “ter” inteligência emocional!

Inteligência emocional é a maturidade íntima, a capacidade de lidar proativa e assertivamente com os acontecimentos da vida e isso não se aprende do dia pra noite, muitas pessoas não aprendem nunca!

Tendo noção então da dimensão dessa característica, podemos falar sobre como “ter” essa maturidade emocional, considerando que o trabalho de desenvolvimento dela pode levar uma vida inteira.

O primeiro aspecto a ser observado na própria personalidade é justamente a proatividade, que falamos bastante por aqui. Proatividade não é só a iniciativa de dar o pontapé inicial em alguma ideia, mas também saber lidar positivamente com adversidades e obstáculos, sabendo reverter aquilo para benefício próprio, mesmo que seja apenas o aprendizado com uma situação negativa. Quem não age proativamente, reage. Essa reação vai desde mau humor em resposta aos eventos do dia-a-dia até depressão, quando a vida simplesmente “não acontece” do jeito que a pessoa quer.

Reações negativas sempre denotam falta de tato para lidar com o ocorrido, isso é falta de proatividade e no final das contas, falta de maturidade emocional.

Trabalhar com esse aspecto exige, antes de mais nada, predisposição para abrir mão do egocentrismo, da mania de querer que tudo aconteça de acordo com suas próprias expectativas, senão você faz biquinho e dá pití ou fica choramingando, reclamando da vida.

Ninguém muda isso de uma hora pra outra, é claro, mas uma mudança nesse sentido depende de profunda reflexão sobre as próprias atitudes e reações. Uma boa técnica, por mais simples que seja, é assistir filmes que retratem realidades muito diferentes da sua, principalmente histórias que retratam pessoas superando desafios usando justamente a proatividade e a inteligência emocional. Ao ver o exemplo do outro, mesmo que seja apenas um filme, nós refletimos sobre a nossa própria postura, nos comparamos aos personagens e podemos, se estivermos atentos, nos pegar no dia-a-dia prestes a reagir de formas negativas, podendo então escolher conscientemente agir de forma diferente. Esse é o começo da maturidade.

O segundo aspecto é a forma como lidamos com as nossas expectativas. Quanto mais específicas e egocêntricas são as nossas expectativas de como a vida, as pessoas e o futuro devem ser, mais sofremos e nos decepcionamos. Expectativas são egocêntricas por natureza. Esperar que outra pessoa tenha uma determinada postura e comportamento é admitir para si mesmo que o outro não tem direito de ser ele mesmo, que ele deveria preferencialmente ser aquilo que você acha melhor. Só a verbalização dessa frase já soa ridícula, mas muita gente mantém expectativas com relação ao comportamento alheio e se frustra quando as pessoas são… elas mesmas. Muitas brigas entre familiares – cônjuges, pais e filhos, irmãos – ocorrem justamente por esse motivo, expectativas quebradas.

As nossas próprias expectativas com relação a nossa vida também podem nos causar muita frustração. Expectativas irrealistas formam uma das receitas mais perfeitas para uma depressão profunda no futuro. Investigar e mais uma vez, refletir profundamente, quanto a raiz dos nossos sonhos e da forma como vemos o mundo pode nos ajudar a colocar os pés no chão e lidar com a vida de forma mais madura.

O terceiro aspecto é a autoconscientização emocional, ou seja, ser capaz de discernir e discriminar as próprias emoções, tendo a capacidade de lidar com elas de forma racional, mas sem sufocá-las. Esse é um dos aspectos mais mal compreendidos sobre a inteligência emocional. Ser inteligente emocionalmente não é sair por aí extravasando as emoções, se permitindo sentir tudo, mostrando para todo mundo o que você está sentindo, tampouco é uma super-racionalização psicológica, um comportamento frio e distanciado. A melhor descrição para a pessoa emocionalmente inteligente é a própria definição do termo: uma pessoa madura, coesa, coerente, comedida.

Nesse ponto também existe muita confusão, pois popularmente acredita-se que inteligência emocional é sinônimo de extroversão e não é. A pessoa extrovertida tem muito mais probabilidade de ser emocionalmente instável do que uma pessoa introspectiva, que muitas vezes é assim porque lida melhor com as próprias emoções.

O desenvolvimento desse terceiro aspecto depende muito do nível de atenção e “presença”, ou seja, o quanto a pessoa está presente no momento, atenta para o que está acontecendo ao seu redor e em seu mundo íntimo e não perdida em diálogos mentais intermináveis ou dando vazão a fantasias – o “sonhar acordado” – e pensamentos automáticos.

O trabalho nestes três pilares da inteligência emocional é complexo, longo e exige muito comprometimento pessoal, é claro que um simples artigo não tem como atender a essa demanda. Meu objetivo aqui foi dar uma passada geral no que é necessário para desenvolver essa capacidade.