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QUANDO A GENTE DECIDE TOMAR UM NOVO RUMO NA VIDA

Quando a gente decide tomar um novo rumo na vida, acontece um movimento natural de buscar reforços. A gente lê, faz cursos, participa de grupos, se mune de conteúdos que apoiem nossa transformação. Porém chega um momento em que toda essa carga vai transbordando. A gente pode entrar numa ansiedade tremenda, querendo que as coisas caminhem rápido, afinal começa a soar um alarme interno de muito tempo perdido. Quando a gente começa a se aprofundar e a remexer nos baús, parece que a vida virou uma enorme bagunça. A gente quer mudar tudo aqui e agora. Mas não há organização que possa começar por todos os lados ao mesmo tempo, só que a gente não sabe por onde começar. O copo transborda. Nessas horas a gente quer alguma luz, busca respostas por todos os lados, um conselho, uma dica. E vai acumulando mais carga e o copo transborda ainda mais. Daí a gente começa a questionar a nossa capacidade, as teorias e até as pessoas que nos estenderam as mãos. A gente passa a buscar, questionar, debater com tudo que está fora. Mas o turbilhão está dentro.

~ pausa para respirar ~

Quantas vezes ao dia você respira profundamente? Quantas vezes ao dia você sequer percebe a sua respiração? Se hoje, não houve nenhuma pausa assim, que essa seja a primeira. Perceba o ar entrando pelas narinas mais frio, saindo pela boca mais quente, o peito se estendendo depois relaxando. Ocupe seu lugar no momento presente.
Quando a gente quer tomar um novo rumo, na melhor das intenções, a gente começa um movimento. Mas a gente começa, muitas vezes, uma movimentação que só nos consome energia, um movimento que não nos move a lugar algum. Simplesmente porque não ouvimos a nossa voz, não refletimos qual horizonte será o nosso norte, nem sentimos nossos pés pisando o solo que está aqui e agora. Então, respire! Você não está numa corrida ou numa luta contra o tempo.

Não! Faça do tempo seu aliado. Você não está atrasada. Você está no exato momento perfeito para saber o que você sabe e os recursos chegaram na hora em que você estava pronta para receber. Essa é a sua hora! Você nunca mais será tão jovem quanto é agora (isso vale se você tiver 17 ou 63 anos), nem nunca teve a consciência que você tem agora. E mais, você só tem o agora. Então, desfrute-o. Não encha seu agora com cobranças pelo que foi, nem com medo pelo que virá. Senão, seu agora vai virar uma ilusão, uma miragem.
Pare, respire. Comece por um ponto. Um pequeno passo. Abra um pequeno espaço na sua agenda e comece a cuidar de você, que sejam 15 ou 20 minutos por dia. Comece a escrever um Diário da Gratidão. Esvazie a mente. Cante ou dance. Faça algo que eleve sua energia e bem estar. Com o tempo, esses 15 ou 20 minutos já serão sagrados. Você conseguirá abrir mais algum tempo, 1 hora quem sabe. Até que você consiga enxergar sua presença em todos os momentos e em todas as escolhas.

Eu sei, você tem fome de vida! Você quer preencher sua existência com tudo de belo que você almeja. Você quer sentir seus olhos brilhando e o coração batendo dentro do peito. E você quer isso agora! Mas se você não desacelerar, o que você vai sentir é só o coração batendo ansioso e a respiração curta e pouco profunda, enchendo seu peito de angústia – o contrário de tudo que você sonha.

Comece pelo seu “porquê”. Por que você quer realizar essa transformação profunda? Qual é o significado disso para você? Por que você quer levantar todos os dias de manhã? Qual é a diferença que você quer fazer? Qual é o seu lema de vida? E também aqui: respire! Comece pelos pequenos “porquês”, não se exija achar a revelação do suprassumo do universo. Podem ser coisas simples, como “eu quero ser colo e aconchego”, “eu quero inspirar as pessoas a serem elas mesmas”, “eu quero ser quem eu sou e me sentir presente na vida” ou alguma outra frase simples que espelhe o seu “porquê” nesse momento, como ele veio para você.

A partir desse “porquê” é que deve se assentar o restante. Dele é que vem o “como”. Como você vai expressar esse “porquê”, seu propósito, seu lema de vida. Depois vem “o quê”, o que você vai fazer, quando, de que maneira. A partir daí, você tem critérios mais sábios (da sua sabedoria interna) para tomar decisões, para comparar as propostas com os seus valores, para planejar ações, para traçar seu mapa e seguir a caminhada.

Enquanto essas bases não se clareiam, não existe super ferramenta de produtividade que aprume as coisas, nem guru que ilumine as ideias. Ah, mas também não espere “se conhecer completamente” antes de dar os primeiros passos. Muitas vezes o seu “porquê” vai se revelar para você no cotidiano, nos acontecimentos corriqueiros, em alguma frase que vai lhe parecer nova, na medida que você diz sim às coisas que lhe acendem. Clareie as bases e vá definindo os próximos passos, com calma e inteireza. Vá pra vida e esteja atent@!

O que acontece é que a gente sai à procura de algo que nem sabe o que é, nem sabe como, muito menos o porquê. Como você vai reconhecer a resposta, se nem sabe qual é a pergunta? Então, se asserene, acolha as perguntas, aprenda a amá-las. Comece procurando as respostas que vêm de dentro, observe seu movimento interno e comece a clarear as coisas. Procurar por respostas para aplacar a sua ansiedade, alimentando mais ansiedade… Bem, assim você só vai ter mais respostas desse mesmo nível. Se a gente quer soluções diferentes, precisa fazer diferente.

~ deixe ser fácil ~

Deixe que flua, deixe ser fácil.

Muitas vezes basta que a gente faça um pequeno ajuste no nosso jeito de pensar, que a gente pare de resistir e controlar, que a gente pare de dificultar. E aí, as coisas fluem.

A gente é que complica. Então, a gente também pode simplificar, facilitar, permitir.

Respire, se escute, se acolha. Não se cobre tanto, viu? Você está fazendo um lindo caminho! Reconheça isso!

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Aprenda em 3 passos para gerenciar crises

Charlie Chaplin disse sabiamente: “Desespero é um narcótico. Ele tranquiliza a mente com a apatia.” Quando permitimos que o desespero atue com domínio em meios às crises, automaticamente reduzimos a nossa consciência, relaxamos e entorpecemos a nossa sensibilidade. Consequentemente haverá uma indiferença e uma diminuição de reação que nos levará a ficarmos inertes diante das dificuldades

O cenário atual do nosso país é totalmente desafiador. Se tivéssemos que eleger uma palavra no momento, com certeza seria crise. Escassez de água, alta do combustível, aumento nas contas de energia, alta da inflação, entre outros, são alguns dos motivos que comprovam que estamos passando por um momento de crise, em diversas esferas. Geralmente, problemas desta natureza atingem a todos; alguns de maneira direta, outros indiretamente. Sendo assim, todas as empresas e também profissionais estão vulneráveis às crises. A única diferença está na maneira como cada um administra os seus problemas.

Em momentos de crise o que fazer? Temos duas opções: permitir que o pessimismo domine, deixando-nos abater ou aprender a administrar as dificuldades. Como isso é possível? Em momentos de crise os obstáculos aumentam. Somos obrigados a sair da nossa zona de conforto, e aquilo que vem para a nossa ruína, pode ser convertido ao nosso favor, servindo-nos de mola propulsora, dando-nos o empurrão necessário para buscar novos rumos para a nossa carreira e o nosso negócio, superando as dificuldades e encontrando novas oportunidades. Aprenda em três passos a gerenciar crises.

1. Evite o desespero: manter a calma e evitar o desespero é o primeiro passo, mesmo que tenhamos motivos para isto. Através do desespero, a nossa mente compreende que estamos num beco sem saída e logo somos atormentados por sentimentos de desesperança que nos impedem de tomar decisões e agirmos. Charlie Chaplin disse sabiamente: “Desespero é um narcótico. Ele tranquiliza a mente com a apatia”. Quando permitimos que o desespero atue com domínio em meios às crises, automaticamente reduzimos a nossa consciência, relaxamos e entorpecemos a nossa sensibilidade.

Consequentemente haverá uma indiferença e uma diminuição de reação que nos levará a ficarmos inertes diante das dificuldades.

Ao evitar o desespero, conseguimos com uma maior facilidade pensar e agir de maneira lógica. Como evitar o desespero? Agindo, pois a ação neutraliza a aflição.

2. Aceite o problema: Qual a importância da aceitação? Quando falamos em aceitação, estamos nos referindo à importância de compreender os fatos e não de conformar com a situação. Qual a diferença? Ao nos conformamos com a situação, estamos evitando um confronto necessário com a realidade na qual estamos inseridos, privando-nos de conhecer profundamente o nosso problema e assim possivelmente aniquilando as chances de nos livrarmos dele. Como resolver uma dificuldade sem reconhecer a sua existência?

O problema existe e precisamos reconhecê-lo. Essa atitude nos ajuda a prosseguir de maneira segura. Para os fracos, o objetivo principal dos obstáculos é nos impedir de avançar e alcançar a nossa meta. Para os fortes, o objetivo dos obstáculos é simplesmente uma maneira divina de nos fazer mudar a rota, nos conduzindo para a direção correta, que nos levará exatamente onde precisamos chegar. Os obstáculos, quando vistos de maneira positiva, nos ajudam a fazermos uma análise da situação e estudar as melhores saídas.

Aceitar não é o mesmo que conformar-se, pelo contrário, quando aceitamos a realidade dos fatos, temos uma maior facilidade para nos mobilizar e correr atrás dos prejuízos.

3. Adapte-se ao momento atual: para sobreviver a uma crise e diminuir seus impactos, precisamos aprender a adaptar-nos ao momento atual, e essa não é uma tarefa muito fácil. A adaptação é um dos maiores desafios a serem enfrentados nestas circunstâncias. Falar de adaptação é falar de ajuste. Imagine engordar alguns quilos e ao abrir o guarda-roupa se deparar com todas aquelas roupas apertadas? Somos rapidamente acometidos por um estresse bastante elevado. Essa é uma das consequências do impacto, afinal de contas, que tem facilidade para engordar sabe: parece que dormimos magros e num piscar de olhos acordamos gordos.

Depois do impacto é hora de enfrentar a situação, hora dos ajustes. Calças apertadas nas pernas viram shorts. Vestidos que ficaram curtos se transformam em blusas. Blusas que não fecham se transformam em belos casaquetos. Tem também as amigas que aceitam trocas. Viu? Parece fácil, mas fazer ajustes dá muito trabalho.

Em situações de crise, a nossa rotina é cercada por incertezas, originadas das avalanches de mudanças necessárias para mantermos o controle. Isso exige de nós uma maior habilidade de adaptação. Neste contexto, o mais importante é aprender a administrar a nós mesmos. A resiliência é fundamental nesse processo, dando ao ser humano a capacidade de lidar com seus problemas, ajudando-o na administração das emoções, no controle dos impulsos, a ser mais otimista e também eficaz.
Quando nos adaptamos às crises, temos uma capacidade maior para identificar caminhos que nos permitam aproveitar os momentos de adversidades e transformá-los em oportunidades.

Independente de qualquer que seja a crise, é de suma importância mantermos o foco na luta para superar as dificuldades. Até porque crises, adversidades e perturbações têm uma duração temporal.

A VIDA ME ENSINOU… – POR CHARLES

A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho.
Ouvir a todos que só precisam desabafar.
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafeto.
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor
A alegrar a quem precisa…
A pedir perdão…
A sonhar acordado…
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”
embora nem sempre consiga entendê-las.
A ver o encanto do pôr-do-sol.

A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser…
A abrir minhas janelas para o amor…
A não temer o futuro…
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

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Criança de 5 anos falta a festinha de aniversário e recebe conta de R$ 63 da mãe do amigo

10 problemas que você tem, mas não precisaria ter.

Um homem vai ao médico, pega um assento e começa a bater no seu joelho com seus dedos. Depois de um tempo, o paciente diz: “Doutor, dói quando eu bato no meu joelho com meus dedos desse jeito, olha!”. O médico pergunta: “Não passou pela sua cabeça que se você parar de fazer isso, talvez pare de doer?” “Bem…”, o paciente pensou por um tempo e disse: “Mas qual o propósito de eu vir nessa consulta, então?”

Pessoas tentam resolver problemas que não existem, dizendo histórias que nunca aconteceram e procurando soluções que elas não precisam. Abaixo temos 10 problemas que, na verdade, não existem, mas a maioria das pessoas tem. Entretanto, elas não precisam tê-los.

1. O que os outros vão pensar de mim?

Você não sabe e não quer saber em 99% dos casos, já que você não tem poder telepático nem influência no que outras pessoas pensam. Lidar com problemas que estão fora do seu controle te tornam frustrado pela simples razão de que você não pode controla-los e não por causa do sofrimento real causado por tal questão.

Por exemplo, você imagina o que seu colega pensa de você, mas você o encontra uma vez por semana no máximo, não existe relacionamento profundo entre vocês e, na verdade, você nem se importa com ele. Parafraseando o princípio de Pareto, 20% das pessoas na sua vida causam 80% da sua boa recompensa, ao passo que 1% dessas pessoas da sua vida é responsável por 99% das suas emoções negativas. E tem mais, um mecanismo de projeção está envolvido: Você imagina o que os outros pensam de você, sem perceber que isto é o que você pensa de você mesmo! É provado que se você está com medo, você acha os outros mais perigosos do que eles realmente são, e se você é submisso, você vai enxergar os outros mais dominadores do que eles realmente são. Isto quer dizer que: o que você está fazendo, na verdade, é culpar os outros do que você acha de si mesmo.

O que os outros pensam de você não é problema seu, e você pode controlar isso somente até certo ponto. Entretanto, na tentativa de fazer os outros pensarem bem de você, pode estar se enganando e perder uma coisa muito mais valiosa chamada ‘a imagem que você tem de você mesmo’. E isso sim é uma coisa que você pode controlar.

2. Os outros vão me aceitar?

Provavelmente não, principalmente se você agir de uma forma longe de ser considerada normal. Tentando ser aceito pelos outros, encontrar aceitação, amor ou conquistar alguém não vai te levar a lugar algum a não ser a perda de concentração e trair seus ideais.

O mundo está cheio de pessoas diferentes. Algumas deles são particularmente resistentes a mudanças, portanto, esperar aceitação de uma pessoa que é focada somente em suas crenças é perda de tempo e energia. Existirão, também, pessoas que digam que você não é o que elas esperavam e que vão tentar te mudar até que você se encaixe no que elas consideram ideal.

Maridos tentando mudar esposas ou esposas tentando mudar seus maridos – isso, geralmente, leva ao conformismo e te leva a viver uma vida que vai contra o seu jeito de ver as coisas. Na vontade de que outras pessoas gostem de você, inconscientemente você se torna uma pessoa comum, ordinária. O problema é que uma pessoa ordinária, sem uma personalidade distinta, não será lembrada. Se você foca nas coisas que tem que fazer na sua vida, você para de viver para os outros e começa a viver sua própria vida, baseada na sua própria intuição. Além do mais, se suas ações entram em conflito com a cultura do meio em que você está, deve estar preparado para receber críticas gerais, uma coisa que você não pode controlar.

3. Meu parceiro não é a pessoa que eu achei que fosse

Bem, ele ou ela nunca serão. Afinal, esta provavelmente não é a razão de você ter decidido estar com ele ou ela. São as diferenças entre você e seu parceiro que encorajam a evolução da relação e, sem elas, você ficaria entediado no mundo do relacionamento estável.

Tentar mudar seu parceiro até que ele corresponda a imagem que quer que ele tenha, na maioria dos casos, leva a uma ou duas situações. A primeira é, infelizmente, quando você atinge seu objetivo. Neste caso, seu parceiro (ou parceira) muda ele mesmo sob pressão das suas expectativas e, na maioria das vezes, contra a vontade dele, então, ele ou ela não respeitam mais eles mesmos e deixam de ser atrativos pra você. A segunda situação é o conflito, porque o ego do seu parceiro ou parceira, mudado ao seu gosto, se rejeita e se ataca, ativando o mecanismo de defesa.

Mudanças como esta são, a um certo nível, um ato de violência contra o que seu parceiro ou parceira entende por o que é ser aceitável ou não pra você, fazendo com que ele o ela pense que agora sim é o parceiro perfeito pra você. Seu conceito é, no entanto, geralmente idealizado e inspirado em histórias de romance e contos de fadas contados por avós desapontadas com seus próprios maridos, ou inspirada na expectativa que seu parceiro te ame, assim como seu pai te ama. Entretanto, se você olhar através do olhar do seu pai, nenhum homem vai amar sua mulher da mesma forma que o pai dela a ama. Igualmente, nenhuma esposa vai conquistar sua sogra se sua imagem sobre seu filho for distorcida. É mais maduro entender que as pessoas mudam quando elas nos veem como um exemplo de mudança sobre o que elas pensam e agem para, assim, agir e pensar diferente.

4. Eu não consigo entender por que essa pessoa fez isso

Você não consegue entender porque você não sabe quais motivos o levaram a ter essa atitude, sua vida pessoal, sua crença, seu jeito de ser e pensar. Se você não o faria, nunca saberá o porque tal pessoa fez aquilo, especialmente se fazer aquilo vai contra sua visão sobre a vida. Serial Killers, como Henry Lee Lucas, culpam seus assassinatos pela condição de vida que tiveram. Outros (como Jeffrey Dahmer) culpam seus atos por uma carência que existe dentre deles mesmos ou pelo tempo passado na cadeia (Carls Panzram).

Racionalizando posteriormente, ou seja, pensar no que você acabou de fazer, permite sua mente inventar qualquer história convincente que sirva como explicação para sua ação (por exemplo, tentar explicar a você mesmo o porque de você estar comprando uma coisa que você não precisa), embora você não seja consciente desse processo e, mais frequente que não estar, outras pessoas podem, talvez, não entender sua explicação. Isso é a mesma coisa que contar mentiras.

Todo mentiroso tem sempre uma explicação convincente da sua mentira, e mesmo eles sabendo disso, ainda acham que mentir é mais benéfico do que dizer a verdade. Qual é a conclusão? Você não entende sempre o porque uma pessoa fez alguma coisa. Bem, você não precisa! É suficiente se você entrar em acordo com os fatos e responder a elas sem julgá-las.

5. Eu sou o tipo de pessoa que deveria ser

E sabe o que mais? Você provavelmente nunca será este tipo de pessoa, mas isso é realmente um problema? O processo de evolução humana não terminou ainda, e quanto mais ambicioso você é, maior a discrepância entre o tipo de pessoa que você acha que pode ser e o tipo de pessoa que você é. Sucesso é acompanhado de grandes problemas e, também, grandes ‘demônios’ para derrotar. Quanto mais inteligente você é, mais você sente que estupidez machuca (Nunca machuca se você é estupido, porque você só consegue perceber isso se você for inteligente). Quanto mais você conhece seu potencial, menos você tolera a indolência e mais você quer alcançar seus objetivos. Perfeccionismo só confirma que “o máximo não é o ótimo” – o fato de você poder ir a 250km/h não significa que você deve dirigir sempre a essa velocidade. O tempo, por exemplo, pode te fazer baixar para 40km/h e, se essa for a velocidade ótima, será o melhor a se fazer.

Especialmente hoje em dia, quando o valor de uma pessoa é baseado em suas conquistas (diplomas, dinheiros e habilidades), é fácil cair na armadilha de se menosprezar e pensar “eu ainda não cheguei onde quero chegar”. Sucesso assim é tóxico. Você vai achar saudável quando entender que ‘Eu sou bom e posso ser melhor’.

6. O mundo é ruim

Isto te fará se sentir frustrado, pois é baseado em dissonância cognitiva, ou seja, a diferença entre como você espera que as coisas sejam e como as coisas realmente são. O mundo é o que é. O ser humano está sempre num certo estágio de desenvolvimento de sua consciência, e – dependendo do ponto de referência, pode ser tanto primitivo, quanto evoluído. Olhando sob a perspectiva do mundo atual, o costume de afogar as mulheres que eram suspeitas de bruxaria na idade média é primitivo.

Similarmente, as futuras gerações não serão capazes de acreditar que uma vez o homem determinou seu valor baseando-se no seu número de bens materiais. A decomposição moral do mundo, maior parte das vezes motivada pela cultura ou religião, pelo ‘bem’ ou pelo ‘mal’ leva a visões extremistas e falta de aceitação de uma certa ordem ou curso das coisas, o que deveria ser natural na evolução de cada espécie em cada estágio de desenvolvimento. O que era bom no passado não precisa ser bom agora, e o que é bom pra mim pode não ser bom pra você. A quantidade do que é bom é sempre proporcional à quantidade do que é ruim, e a vida é muito mais fácil se você basear menos sua vida em visões extremistas e mais em fatos e se suas ações forem adequadas.

7. Eu consigo evitar problemas

Você não pode porque problemas são mais causados pelo seu cérebro do que pelo mundo exterior. Afinal, você não pode escapar de você mesmo. Não há tal estímulo no mundo que possa matar, mas uma pessoa motivada por suas ideias e conceitos é até capaz de tirar a própria vida. Por exemplo, apesar de o risco de morrer num acidente de avião ser de 1 em 11 milhões, o risco de ser morto por um tubarão ser de 1 em 3.7 milhões e o risco de morrer num acidente de carro ser de 1 em 5000, as pessoas tem mais medo de viajar de avião do que de carro.

Os problemas são maiores na nossa imaginação do que na realidade e, evitá-los lhe trará mais problemas do que encará-los. A estratégia de perder benefícios para eliminar problemas (por exemplo: “eu não vou viajar de avião para não morrer) não funciona e a quantidade de problemas na sua vida será sempre a mesma.

Os pobres reclamam que não tem nenhum dinheiro, e os ricos tem medo de perder o deles. Uma modelo brasileira tem mais complexos do que um desdentado que mora embaixo da ponte, apesar de a qualidade de vida da modelo ser incomparavelmente melhor que a do pobre homem. Não importa quão rico ou pobre você é, o número de problemas na sua vida será sempre proporcional ao número de benefícios. É muito mais importante o modo como você conduz sua vida.

8. Os outros me irritam

Não são os outros, mas seu pensamento de que eles deveriam ser isto ou aquilo, i.e. o tipo de pessoa que você queria que eles fossem. É por isso que você está irritado. Manias como “se a pessoa X pudesse mudar…” não vai te levar a lugar nenhum, porque X não vai mudar ou vai ser substituído por um Y que no final, vai ser a mesma coisa. Mesmo se olharmos pras coisas estatisticamente, é mais fácil mudar o mundo do que mudar você mesmo. Não são os outros os responsáveis por suas reações emocionais, porque é seu julgamento sobre as ações delas que vai te gerar certas experiências emocionais.

Uma pessoa pode ficar comovida com o choro de uma criança e outra não (por achar que criança chorando é absolutamente natural nesta idade), outra pessoa poderia até se sentir orgulhosa por seu filho saber já expressar suas próprias emoções. Ao invés de dizer: “X me irrita”, diga “a impressão que eu tenho daquela pessoa me irrita”, e assim você será capaz de controlar as coisas de novo. Os judeus já diziam: “Não seja o objeto das atividades do mundo, seja a causa delas”. Isto vai te ajudar a recuperar o controle que te trará novamente o senso de responsabilidade.

9. Minha vida não corresponde às minhas expectativas

E nunca corresponderá, a menos que você cuide dela. Reclamando, resmungando, culpando os outros pelas suas falhas, culpando os políticos por regerem mal o seu país, xingando seu chefe porque ele te paga pouco, ficar contra Deus porque está em uma maré de azar na vida ou se revoltar com seus pais pela educação que te deram – tudo isso te faz fugir da responsabilidade da vida. Se você não gosta dos políticos do seu país, entre para um partido político que te agrade. Se seu salário é muito baixo, arrume um novo emprego.

Se você não gosta do seu país, deixe-o, etc. Você é a única pessoa responsável pela sua vida, e se ainda não se deu conta disto, existem pouquíssimas pessoas no mundo que realmente se importam com você. Seus parentes diretos até podem, mas todos os outros seres vivos do planeta te veem como um corpo qualquer (um homem, uma mulher, um velho). Se você não retomar as rédeas da sua vida, outra pessoa o fará. Nunca se arrependa de fazer alguma coisa, mas sim de não fazer.

10. Por que isso acontece comigo?

Por que justo comigo? Por que minha esposa me deixou? Por que eu fui escolhido pelo câncer? Bem, de que maneira você gostaria que o mundo respondesse isso pra você? Se é da maneira Budista, tudo é determinado pelo tipo de pessoa que você foi em vidas passadas e isto é o Karma. Se é da maneira católica? Bem, é o que Deus reservou a você. De maneira intelectual? Porque isso é o efeito de uma certa causa. Lide com as coisas que você pode controlar e deixe o resto para o Buda/Deus/Karma/destino.

A verdade é que certas coisas estão além do seu controle e você não tem ideia de como nem porque algumas coisas acontecem (por exemplo, a queda do avião da Malaysia Airlines). Talvez um dia você consiga a resposta. Mas até lá, você não pode controlar certas coisas. Se você desistir do seu senso se oposição e deixar que as coisas aconteçam, será capaz de se adaptar às novas situações mais rapidamente e agir de modo correto no futuro.
Fonte: Site Administradores.com

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Honestidade pode fazer bem à saúde

Mentiras aparentemente inofensivas podem, sim, prejudicar sua saúde: de acordo com estudo feito recentemente por pesquisadores da Universidade de Notre Dame (EUA), pessoas mais honestas tendem a ser mais saudáveis do que aquelas acostumadas a mentir – mesmo quando se trata de mentiras “pequenas”.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam por 10 semanas 110 participantes com idades entre 18 e 71 anos. Enquanto metade foi orientada a não mentir durante o período do estudo, os demais não receberam nenhuma instrução específica.

Semanalmente, todos passavam por uma avaliação de saúde, falavam sobre seus relacionamentos e diziam se haviam contado mentiras (e quantas) – por garantia, nessa hora eles passavam por um polígrafo (“detector de mentiras”). Em média, eles mentiram cerca de 11 vezes por semana (considerando exageros, distorções da realidade e mentiras “deslavadas”).

Honestidade saudável (literalmente)

Durante o estudo, os participantes orientados a não mentir, embora não tenham seguido o pedido à risca, contaram menos mentiras e relataram menos incômodos físicos (como tensão) e mentais (como tristeza e apatia). Esses benefícios eram maiores do que entre os participantes do outro grupo que inconscientemente mentiram menos durante determinados períodos.

“Nós vimos que os participantes poderiam, de modo intencional, reduzir suas mentiras diárias, e que essa atitude estava relacionada com uma melhora significativa em sua saúde”, conta a pesquisadora Anita Kelly. Muitos passaram a ser sinceros a respeito de seus feitos, ao invés de exagerá-los, enquanto outros pararam de inventar desculpas para atrasos ou para falhas cometidas.[Daily Mail UK]

A disseminação da cultura do estupro

Ao observar algumas mulheres de biquíni caminhando na praia, um grupo de amigos se questiona: “Já pensou se a gente fosse invisível?”. A suposição vira realidade e os homens (agora invisíveis e apenas notáveis como latinhas flutuantes) se aproveitam da situação para abusar das mulheres na praia e invadir o banheiro feminino.

Essa propaganda vem sendo veiculada na TV há alguns meses, pela Nova Schin. Ao primeiro olhar, pode parecer uma piada, uma brincadeira – mas pensando bem, tem algo profundamente perturbador nesses 40 segundos, que milhões de pessoas assistiram nos intervalos de seus programas favoritos.

Não é novidade que as propagandas de cerveja, focadas no público masculino, tendem a apelar para o machismo: sempre com mulheres de corpos esculturais de biquíni, dando bola para o cara com a cerveja na mão. Se não é isso, é semelhante. Mas dessa vez, a questão é mais grave: a Nova Schin, mostrando uma brincadeira de amigos na praia, escancarou uma ferida na história da relação homem-mulher: a cultura do estupro.

Apresentar um grupo de homens atacando sexualmente mulheres não é, e nunca deveria ser, considerado piada. Tratar esse tema de forma cômica é tão prejudicial à questão quanto ignorá-la. É transformando um assunto importantíssimo em brincadeira, que difundimos essa cultura como inocente, enquanto se trata de um crime sexual gravíssimo.

É tratando dessa camuflagem de normalidade por cima desse crime sexual, que existe o termo “cultura do estupro” – bastante difundido em debates feministas, mas pouco conhecido pelo grande público. A cultura do estupro é, basicamente, um conjunto de crenças e máximas (absurdas) que minimizam a importância da violência contra a mulher. Alguns exemplos: acreditar que o homem é naturalmente violento e que isso justifica alguns atos agressivos; crer que o homem, por seu instinto animal, tem que se reproduzir e que isso explica algumas atitudes impensáveis; colocar sobre as vestes da mulher a razão de um estupro (quem nunca ouviu a frase “com essa roupa ela está pedindo para ser estuprada”?).

Existe uma luta muito grande para desconstruir a cultura do estupro, desfazendo essas crenças e esclarecendo alguns pontos. Quem acompanha discussões sobre o tema pela internet, vê o esforço que existe por parte de várias escritoras para esse processo. Infelizmente, o debate ainda está, em sua grande maioria, sendo feito por mulheres – enquanto deveria envolver ambos os gêneros. Mas, pensando de forma otimista, esse debate cresceu muito nos últimos anos.

E é exatamente por esse pensamento otimista, que a revolta por esse caso específico da Nova Schin é tão grande. Em um momento de esclarecimento e solução, é um grande retrocesso ter a cultura do estupro escancarada nos televisores brasileiros. É como se, enquanto alguns tentam resolver um problema, outros estão ali, batendo o pé para que ele persista.

E o que podemos fazer por isso? É simples: esclarecer. O grande problema da cultura do estupro é o quanto ela consegue parecer natural. Nosso dever, como comunicadores e formadores de opinião, é disseminar esse debate – mostrar para o maior número de pessoas que isso não é natural, e que o estupro, em qualquer forma, é crime. Nosso dever, acima de tudo, é abrir os vários olhos fechados que encontramos por aí.

Você vive no passado, no presente ou no futuro?

Você vive no passado? Aproveita cada dia? O que tem na agenda para novembro de 2020? Mudar a sua orientação do tempo pode ser a chave para assumir e aproveitar uma vida ocupada.

A não ser que você seja uma mosquinha que não para de zanzar, você sabe em que zona temporal está. O que você pode não perceber é onde seus pensamentos e suas fantasias residem: no passado, no presente ou no futuro.

Apesar de poucas pessoas viverem exclusivamente em um desses territórios abstratos, nossa zona temporal mental influencia fortemente a maneira como tomamos decisões e passamos nossos dias.

Autoconfiança Demais

Cada zona temporal mental tem seus prós e contras – o que se foca totalmente no presente adora a faculdade mas não consegue se formar; os futuristas extremos têm sucesso no trabalho mas vivem vidas vazias e sem significado, pois não souberam aproveitar o sucesso e as pessoas amadas em um nível momentâneo; os obcecados pelo passado valorizam experiências anteriores mas não crescem nem mudam.

Sua orientação temporal está ligada à cultura e à personalidade, tornando-a mais ou menos estável. Mesmo assim, ela pode ser melhorada com consciência e um pouco de prática. Além disso, existe uma zona temporal equilibrada ideal para a felicidade otimizada. Pense em chegar lá como um equivalente emocional de umas férias estendidas durante as quais você está menos estressado e mais contente e focado do que o normal.

“Para se conscientizar de sua orientação temporal natural, teste como você se relaciona com as características das três zonas temporais e algumas de suas subcategorias”, aconselha o psicólogo Philip Zimbardo, coautor (juntamente com John Boyd) de The Time Paradox: The New Psychology of Time That Will Change Your Life (O Paradoxo do Tempo: A Nova Psicologia do Tempo que Vai Mudar Sua Vida).

Uma orientação negativa do passado leva as pessoas a viverem com base nas coisas ruins que acontecem a elas. Elas têm os pés presos na lama de sua infância e adolescência. Uma orientação positiva do passado leva a muitas divagações calorosas e nostálgicas dos tempos passados. Não se engane pela palavra “positiva”: estar preso a memórias bonita ainda significa que você está preso.

A orientação “hedonista do presente” foca as pessoas nos prazeres e nas oportunidades momentâneas que se apresentam a elas. Parece um sonho budista, mas fique tempo demais lá e você se tornará suscetível a festas demais e limpezas e pagamentos de contas de menos. Uma mente “presente-fatalista” faz com que a pessoa não aproveite muito o momento, pois o aceita passivamente. Pessoas nessa zona temporal não acreditam que nada do que façam possa afetar significativamente seu bem-estar; como resultado, ficam simplesmente por aí, passivamente.

Então, qual a lente mágica pela qual devemos ver o tempo? Pessoas que têm uma orientação positiva do passado alta, moderadamente alta do futuro, moderadamente alta no presente hedonista, baixa negativa do passado e baixa presente-fatalista são mais felizes, mais saudáveis e mais bem sucedidas do que outras pessoas com outras perspectivas do tempo.

Por outro lado, pessoas com um orientação alta do passado negativo e do presente fatalista costumam ser mais deprimidas e ter mais pensamentos suicidas.

Aqueles com uma mistura de perspectivas têm esperança para o futuro, sentem-se seguramente enraizados ao passado e são energéticos e alegres quanto a estar vivo no presente.

Uma obsessão disseminada por aí de terminar as coisas pode ter bagunçado o sentido de percepção do tempo das pessoas. “Toda a nossa sociedade está nos empurrando para ter uma orientação futurista”, observa Zimbardo. 69% das pessoas que se consideram “ocupadas” ou “muito ocupadas” tendem a ver o tempo como um inimigo. Como resultado, “podemos ficar chateados e bravos com as coisas que nos fazem perder tempo, como o trânsito ou uma internet lenta”. Desse modo, nosso nível de estresse aumenta e o tempo que temos para as atividades de que gostamos fica prejudicado por nosso senso de pressa.

A proliferação de livros de gerenciamento do tempo faz Zimbardo estremecer, não apenas porque é um empurrão cultural emblemático para o pensamento futurista. Ele suspeita que as únicas pessoas que compram esses livros são as que têm uma altíssima orientação futurista – que deveriam estar trabalhando em melhorar suas tendência do presente hedonista ao invés disso.

A orientação futurista descontrolada também não é boa para casais. Faz com que eles se tornem automatizados e chatos, diz Zimbardo, e pode até ser uma causa da infidelidade. “Um ou outro começa a procurar por alguém que tenha coisas novas e interessantes a oferecer”, alguém diferente de seu parceiro megaocupado. É claro que os casais que são pais não podem eliminar suas obrigações e responsabilidades com uma varinha mágica. Mas Zimbardo insiste que pequenas mudanças fazem uma grande diferença na busca pelo equilíbrio ideal da orientação temporal. Se você está sendo consumido por tarefas futuras, tire cinco minutos para rir com um amigo ao telefone, ou vinte para tomar um café e ler o jornal. Uma das qualidades paradoxais do tempo é que fazer mais coisas do que cabe em sua agenda faz você perceber que ela está expandindo, não se fechando sobre você. Candidate-se a um projeto de voluntariado semanal e você não apenas se sentirá melhor consigo mesmo, mas também terá insights e experiências para compartilhar com seus entes queridos.

Considerar como as outras pessoas da sua vida são afetadas por suas próprias zonas temporais pode ajudá-lo a se tornar mais compreensivo e menos irritado. Seu irmão hedonista do presente não está atrasado para o jantar porque ele não respeita você – ele está atrasado porque algo chamou sua atenção no meio do caminho. Ele escolheu apreciar a experiência, algo que você pode querer tentar na próxima vez que estiver correndo contra o tempo.

Mude sua perspectiva do tempo

Se você raramente viaja para uma zona temporal em específico, aqui vão algumas dicas para equilibrar sua mente:

Se você precisa de uma orientação mais Positiva do Passado:

• Faça um diário de memórias, incluindo fotos, cartas e outros papéis. Escreva suas reflexões sobre cada estágio de sua vida.

• Lembre seus pais, seus avós, seus parentes especiais e seus amigos próximos de sua gratidão pelo que eles fizerem a você, por carta ou e-mail.

• Vá a eventos relevantes para seus descendentes ou ancestrais.

Se você precisa de uma orientação mais Presente-Hedonista:

• Planeje períodos de espontaneidade – pegue um dia do fim de semana e só decida o que fazer quando chegar a hora.

• Diga “sim” para a maioria dos convites.

• Não use relógio.

Se você precisa de uma orientação mais Futurista:

• Defina objetivos razoáveis para hoje, amanhã e mês que vem. Ponha-os no papel e revise a lista regularmente.

• Pratique dizer “não” às tentações: compre uma caixa de bombons hoje mas não os coma até amanhã.

• Leia bons livros de ficção científica.

DE PERTO NINGUÉM É NORMAL

De perto ninguém é normal - Jerônimo MendesAdoro conversar. Se isso me rendesse um bom dinheiro, talvez eu passasse dois terços do dia conversando. Entre uma conversa e outra, o escritor sempre consegue extrair ótimos insights, se estiver atento, é óbvio, como, por exemplo, o título desse artigo, proferido por um amigo.

De perto ninguém é normal é um dos versos de Vaca Profana, música de Caetano Veloso. Existe algo parecido por meio do Millôr Fernandes, escritor e jornalista de primeira. Frase inteligente, de pura reflexão, indiscutível: “como são maravilhosas aquelas pessoas que não conhecemos muito bem”.

Você já percebeu que, de vez em quando, existe a impressão de que todo mundo está bem, menos você? Se você tem o hábito de folhear revistas, principalmente de moda, de esportes ou de celebridades, isso se torna mais visível. Como é que essa gente consegue se projetar e se cuidar com tanta facilidade?

Não é necessário ir longe. Olhe para o quintal do vizinho ou para a mesa do colega de trabalho ou, quem sabe, para a namorada do seu amigo. A grama do vizinho parece sempre mais verde. Existe grande dificuldade de o ser humano valorizar o que está dentro dele ou próximo a ele.

Por que isso acontece? Pode-se estabelecer um tratado de justificativas, das mais variadas possíveis, com base em estudos antropológicos e filosóficos, mas esse não é o meu propósito aqui. Ao contrário, desejo que reflita profundamente sobre isso e tente mudar o seu ângulo de visão.

De perto, ninguém é normal mesmo. Todo mundo possui esquisitices, inaceitáveis do ponto de vista alheio. Alguns disfarçam com facilidade, outros não. De um lado estão os dissimulados. Do outro, os desencontrados, sob o meu ponto de vista. Porém, quem disse que o meu ponto de vista está correto?

Cada pessoa tem pontos fortes e fracos. Se a autenticidade do ser humano fosse colocada em prática, o ambiente ficaria insuportável, portanto, vez por outra, é necessário um pouco de flexibilidade, ou de jogo de cintura, se preferir, mas sem se descuidar dos princípios.

De longe, todos parecem melhores, porém, basta se aproximar das pessoas e iniciar uma conversa para descobrir três coisas importantes: 1) ninguém é melhor do que você; 2) todo mundo tem problemas, parecidos ou bem piores; 3) em diversos aspectos, você pode descobrir que está bem melhor do que elas.

Qual é o problema, então? O foco de atenção. Inveja e comparação são dois males distintos que andam de mãos dadas, principalmente porque não levam em conta os antecedentes. Sua história é única e somente você sabe o que fazer com ela. O seu passado não muda mais, porém, o seu futuro dependerá muito do que acontecer a partir de agora. Talvez você precise de um novo olhar sobre os acontecimentos.

A fantástica fábrica de estupidez

Há pouco tempo, deparei com uma situação preocupante, durante uma aula do curso de Jornalismo. Diante da projeção da imagem da Vênus de Botticelli, em um slide, na disciplina de Semiótica, parte da turma desandou a interromper a aula com comentários do tipo “Olhem que gorda!”, ou coisa que o valha, julgando a imagem a partir da padronização estética de hoje.

Fosse uma conversa de bar e talvez os comentários passassem naturalmente despercebidos. Vindos de alunos de Jornalismo, geram (ou deveriam gerar) preocupação.

A Vênus representa o padrão estético da época em que foi pintada (entre 1482 e 1484). Recontextualizada, já não se enquadra no ideal teórico. Atualmente, a moda e os produtos culturais nos impõem uma forma de beleza mais próxima da beleza física dos faraós egípcios, como estão hoje.

Para além da demonstração de preconceito que o fato citado acima revela, ele foi, para mim, uma comprovação de que, mesmo em ambientes onde a mídia é discutida, seus padrões, sua visão única e restrita, permanecem dificultando o desenvolvimento de um raciocínio original. Os alunos críticos da aparência da Vênus parecem limitar-se a aceitar o que se lhes impõem como ideal, certamente incapazes de expandir o pensamento, ir além, distanciar-se de seu mundinho cultural midiaticamente restrito. E, o que é ainda pior, julgam o mundo e as pessoas a partir dessa compreensão pobre. Ora, espera-se que um jornalista saiba abstrair minimamente o valor humano das diferentes culturas em que se insere.

Para além dos modismos vigentes

Não há que culpá-los, no entanto. Falham apenas por ignorância e falta de estudo do contexto das coisas que os cercam. O problema é que é exatamente a partir da ignorância, e da estupidez dela derivada e sedimentada em precárias visões de mundo, que nascem todas as formas de preconceito. E, infelizmente, essas pessoas não são minoria entre os presentes e futuros profissionais de mídia.

Em seu livro A ditadura da beleza e a revolução das mulheres, o psiquiatra Augusto Cury tece uma crítica pujante à mídia. No prefácio desse romance, ele explicita a realidade que o levou a escrevê-lo: “Qualquer imposição de um padrão de beleza estereotipado para alicerçar a auto-estima e o prazer diante da auto-imagem produz um desaste no inconsciente, um grave adoecimento emocional.” Os padrões sempre excluem quem não pode neles se enquadrar, mas todos ficam a eles expostos constantemente, seja em revistas, na televisão (o discurso jornalístico arrogantemente ensinando a viver/consumir), jogos de videogame etc. Penso que as pessoas deveriam ter liberdade suficiente para criar suas próprias opiniões, reconhecendo a existência de outras diversas e contrárias.

Talvez isso seja mesmo muito careta, em meio à selvajaria de hoje em dia, mas creio que ainda vale a pena acreditar em uma sociedade em que as pessoas vejam, antes, o lado humano, intrínseco a tudo em nossa sociedade, e deixem de lado padrões que, a partir da contaminação cultural, tornam-se modelos para que autoridades em estupidez julguem, condenem e humilhem seus semelhantes. Mas, é claro, se for para construirmos uma sociedade mais humana, precisaremos de indivíduos emancipados (para usar um termo do filósofo Theodor Adorno), com pensamento próprio, capazes de compreender o mundo para além dos modismos intelectuais dos discursos vigentes. E sequer podemos proibir nossos filhos de assistir TV.

DESABAFO

Prezados eu sempre admirei Brasília pelos moradores daqui. Cansei de defender Brasília em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cidades que sempre colocaram Brasília como uma cidade picareta, onde todos eram coniventes com os políticos e eu sempre defendi dizendo que os políticos eram eleitos por eles e Brasília tinha que engolir as más escolhas deles, mas agora o papo é outro, a população daqui é que está fazendo feio.

A faixa de pedestre era motivo de orgulho, pois sempre viajei para todo o Brasil e só aqui era possível ver esta lei funcionando e muito bem. Outro motivo de orgulho era a limpeza, dava gosto andar por Brasília a pé ou mesmo de carro, mas vi uma triste notícia hoje no DF TV, a cidade está imunda e a sujeira é provocada pela população de Brasília, as leis aqui não estão mais fazendo efeito, faixa de pedestres não são respeitadas, acostamentos servem de escape e a violência só aumenta. Para quem ainda não sabe já superamos a violência do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte que é a minha terra natal e por causa desta violência, busquei Brasília.

Greve virou uma coisa absurda. Quem me conhece sabe que eu nunca tive pretensão de ser servidor público e não desejo, não porque tenho algo contra, pelo contrário, tenho vários familiares, mas eu nunca me vi como funcionário público em nenhuma esfera, porque sempre que estive insatisfeito com o meu trabalho ou com o meu ganho eu procurava algo melhor. Sempre gostei de gerar empregos e satisfação para quem trabalhasse comigo. Acho que as greves devem existir, afinal é um direito, mas estão abusando, serviços essenciais estão parados. Escolas já estão 29 dias parados e a polícia militar que é um serviço essencial também parada, é demais.

Vejo a disputa entre o governo e o sindicato: um vai até a TV e diz o governo tem como pagar em contra partida o governo vai a TV e diz que não! E o nosso dinheiro está indo pelo ralo com isso, pois cada resposta na TV feita pelo governo é absurdamente cara e sai do nosso bolso.

Sei que vocês merecem aumento e que ganham pouco, mas se realmente estão insatisfeitos saiam e busquem outros horizontes. Um profissional insatisfeito inventa doenças para faltar, arruma atestado médico para se ausentar e o principal de tudo, não faz nada direito. A maioria esquece-se dos deveres, mas lembram-se imediatamente de todos os direitos. Você brasileiro sabe por que nossas leis não funcionam e nunca vão funcionar corretamente? Porque são leis de direitos, só temos a defesa do direito, pouco se fala do dever que temos como cidadão.

Busquem seus direitos, mas não descontem em quem não tem nada a ver com a sua insatisfação. Tem forma inteligente de conseguir o que se quer sem apelar para o abandono ou descaso à população. Vamos atrás de quem realmente é o culpado, mas o culpado por todo o caos e não somente o salário defasado. Acredito que Brasília já tenha até um calendário de greve programado entre os sindicatos, pois sempre acontecem as mesmas greves e em datas próximas e eu estou falando de todas as categorias.

O triste é quem utiliza estes serviços e que fica a mercê da decisão de um ou de outro e o tempo passando. Os alunos sem aula e a população sem tranquilidade.

Vamos refletir e fazer uma Brasília digna de confiança novamente. Quer brigar? Vamos brigar, mas contra a câmara dos deputados e contra o senado que absurdamente gasta sem pena o nosso suado dinheiro que obrigatoriamente nos é retirado através dos impostos absurdos que pagamos em tudo que fazemos, compramos e vendemos.

Pessoal, vamos usar a nossa inteligência, isso não dói e resolve de forma rápida vários problemas.

Eu já perdi a confiança nas eleições, primeiro porque as novidades de candidatos não chegam nem perto do que imagino ser uma pessoa competente, pelo contrário, alguns têm que provar até que sabe ler e escrever, ridículo isso e os antigos estão cheios de vícios e a imoralidade não mais lhe incomoda. Apostamos e investimos todas as fichas em nossos filhos para que eles tenham uma excelente educação em escolas extremamente caras para que nossos filhos consigam arrumar um emprego de qualidade que paga melhor, mas os melhores salários são oferecidos, infelizmente, a pessoas que menos estudou ou nem estudou e dizem que foi por falta de oportunidades que não o fez.

Para que estudar? Para que investir o tempo e o dinheiro em estudos se na verdade você precisa apenas nascer com um talento para jogar bola para não precisar se preocupar com o futuro, tá ai o Ronaldo e Neimar para confirmar que o futebol é muito mais valorizados que policiais que enfrentam bandidos, traficantes e outros, ou professores que não tem estrutura física ou mental para ensinar, estes são realmente os nossos heróis. Mas se são heróis devem se comportar como tal e respeitar quem realmente importa.

Caso você não tenha nascido com o talento para jogar futebol vire um político. Para isso você vai precisar apenas aprender a falar, mentir e gastar milhões sem muita explicação, ter um salário onde muitas vezes em uma reuniãozinha de portas fechadas pode decidir aumento quando quiser (veja se político faz greve) utilizando carros oferecidos pelo governo, porque o salário dele não permite comprar um carro, gasolina, vários funcionários que muitas vezes devolve parte do que ganha para se manter empregado, porque coitadinho do deputado ou senador, o salário dele não dá para nada, daí tem que tirar um pouco, também, de quem ele contrata.

Isto sim é um absurdo, vamos nos mobilizar, pois acho ridículo eu ter que escolher outra cidade para morar porque a cidade que eu escolhi para morar se rendeu a desorganização, a sujeira e a falta de respeito e caráter.

Peço desculpas se fui desagradável e você pode até achar que estou sendo ridículo, mas é apenas um desabafo, pois ainda amo muito Brasília e não queria ter que me mudar daqui por estes motivos.

Um abraço a todos e pensem no que eu disse.

Glaydston Oliveira

EU, VOCÊ E O BBB, MENOS A LUIZA

Eu voce e o BBB menos a Luiza

Espero que o maior número de pessoas leia este artigo, menos a Luiza, que já voltou do Canadá, feliz da vida, por se beneficiar da inteligência inequívoca das sanguessugas midiáticas que se aproveitam da frágil cultura brasileira para ganhar milhões, como se Luiza valesse o mito que se criou em torno dela.

Depois de Wally – Onde está Wally? -, Bin Laden, suposto terrorista que conseguiu se esconder por dez anos no Paquistão, e do famigerado “chupa-cabra” – personagem folclórico cultivado no imaginário popular de vários países latinos –, não me lembro de mais alguém que tenha virado celebridade sem aparecer.

Luiza caiu do céu e, aparentemente ingênua, descompromissada e sem saber direito o que aconteceu, tornou-se celebridade (?) da noite para o dia, sem tomar partido nem praticar qualquer ação que justifique o fenômeno. Não precisou ralar no exterior nem criar uma rede de lojas de eletrodomésticos. A ignorância coletiva declarou seu amor incondicional a ela mesmo sem conhecê-la.

Bin Laden tinha motivos para virar celebridade embora sua causa não valesse o sacrifício de uma única vida. Luiza não tem qualquer causa. É resultado dos contornos equivocados da nova comunicação de massa que os estudiosos ainda tentam compreender.

Luiza é uma espécie de “celetóide”, termo cunhado pelo sociólogo inglês Chris Rojek, professor da Brunel University London e autor do livro Celebridade, publicado no Brasil pela Editora Rocco. Segundo Rojek, os “celetóides” não têm qualquer talento específico nem sequer realizam algo grandioso, mas tornam-se famosos porque todos sabem quem eles são.

No caso específico de Luiza, ninguém sabia de fato quem ela era, a não ser a família que apareceu em comercial imobiliário na Paraíba e, sem pretensão alguma, comentou sua ausência. Como diz Rojek, é a fama pela fama, sem outros atributos. E a família está feliz, afinal, para quê o esforço se a desinformação geral é a melhor alavanca para o conforto da minoria?

Culpa da Luiza? Certamente não. É culpa da nossa sociedade combalida, capaz de trocar talento por visibilidade, e livros, escolas, ideias e debates sadios por bundas, peitos, coxas roliças e calcinhas minúsculas, totalmente dispensáveis, porém aceitáveis na mente das crianças desprotegidas e na consciência profana do telespectador despreparado.

Não é toa que os reality shows ganham espaço e proliferam nos quatro cantos do planeta. Eles são os campeões em geração de “celetóides”, celebridades inexpressivas – do ponto de vista moral e intelectual – que viram marcas famosas numa sociedade que faz do prazer de consumir a sua maior competência.

O que torna um “celetóide” interessante? A necessidade de produzir e de consumir em escala geométrica. A mídia precisa vender produtos, jornais, revistas, ideias estrambelhadas, histórias sem pés nem cabeça que invocam o imaginário popular e cospem consumidores autômatos, incapazes de pensar por si mesmos.

Quanto mais produtos e serviços, mais celebridades são necessárias para empurrá-los goela abaixo do consumidor sensível, o qual, para se sentir incluído, precisa comprar, consumir, viajar e ter aquilo que o vizinho tem, ainda que isso lhe custe uns quatro, cinco ou dez anos de escravidão bancária absoluta.

Lamentavelmente, vivemos a era das celebridades instantâneas, ou dos chamados “celetóides”, gente que não faz nada, ou quase nada, porém se torna motivo de reuniões e debates acalorados em bares, restaurantes, escritórios, feiras livres e corredores de supermercado, de segunda a domingo.

É o caso do BBB, por exemplo, cujas opiniões de seus pobres elementos confinados são levadas em consideração e ocupam espaço cada vez maior na mídia, a qual se vale das esquisitices e fragilidades humanas para conquistar mais pontos no IBOPE e, assim, vender espaço a preço de ouro no horário menos nobre possível.

Difícil ainda imaginar que empresas de grande porte, ícones do consumo nacional, arriscam sua imagem ao anunciar seus produtos em programas de efeito cultural nulo, embora se mostrem preocupadas com a situação geral do país e assumam a bandeira da responsabilidade social. Será mesmo?

Por tudo isso, poucos se atrevem a contestar os fãs e os telespectadores emocionados que elevam seusbrothers à condição de celebridade e são capazes de defendê-los como se fossem os próprios filhos. Por outro lado, quem se entrega ao julgamento alheio, de maneira escancarada e em troca de quinze minutos de fama passageira e duvidosa, não sai ileso.

O julgamento alheio não tem escrúpulos nem discernimento, entretanto, tem milhões de seguidores nas redes sociais ao massacrar, execrar e condenar o suposto réu pelo deslize mais simples, sem direito a defesa, da mesma forma que privilegia um ou dois pelo motivo mais fútil e condena os demais ao ostracismo.

Exposições midiáticas ridículas são celebradas, de norte a sul do país, em nome da liberdade de expressão, de um suposto momento econômico favorável e da ausência de discernimento. Na prática, elas abafam a incapacidade coletiva de enxergar o óbvio e as tentativas isoladas de eliminar a pobreza geral do espírito humano. Elas usam e abusam da tolerância geral consentida, benevolente, inerte.

Políticos inescrupulosos adoram isso. Enquanto celebramos a volta de Luiza, o espetáculo circense continua à espera do próximo palhaço. O estupro, consentido ou não, ao vivo e em cores em rede nacional, tem mais importância e provoca menos indignação do que as catástrofes climáticas, os filhos docrack e os hospitais superlotados.

Por que resgatar tudo isso? Para que você não perca a sua capacidade de discernimento, o bom senso e a capacidade de indignação diante das futilidades produzidas pela comunicação equivocada de massa que, em geral, não acrescenta uma gota de sabedoria na sua vida pessoal e profissional.

Você vai ouvir dizer o tempo todo que isso é cultura, entretenimento, comunicação na era da informação e da Internet. Há quem adore essa forma de manipulação, afinal, é bom participar, dar a sua opinião, sentir-se parte do júri, poder glorificar ou escorraçar gladiadores frágeis, expostos numa arena de quase duzentos milhões de pessoas.

Tudo isso é detrito, tratado como se fosse útil e necessário, entretanto, em menos de um ou dois anos haverá de sumir, a exemplo de outros milhares de toneladas que, ao longo do tempo, foram se deteriorando e hoje ninguém mais sente o cheiro.

Pense nisso e seja feliz!

Laço entre mãe e criança pode afetar obesidade no futuro

Laços podem afetar maneira como a criança vai lidar com estresse no futuro. Foto: Reprodução/LA TimesEstudo envolveu 977 crianças de 15, 24 e 36 meses que foram depois acompanhadas aos 15 anos.

A qualidade da relação da mãe com seu filho pequeno pode afetar o peso da criança na adolescência, descobriu um estudo.

O artigo foi baseado na observação de como mães interagiam com seus filhos quando eles tinham 15, 24 e 36 meses de idade, e no acompanhamento dessas crianças quando elas fizeram 15 anos para medir os níveis de obesidade. O estudo contou com a participação de 977 crianças.

Os pesquisadores se concentraram em dois aspectos do relacionamento: ligação de segurança, ou o quão consciente a criança é de que sua mãe é a base de segurança e uma presença reconfortante em horas de estresse, e sensibilidade maternal, ou a consciência da mãe sobre o estado emocional da criança e sua habilidade de reconfortar e animar. A qualidade dos relacionamentos foi avaliada em uma escala de seis pontos, com pontuações de três ou mais indicando um relacionamento emocional de muito baixa qualidade.

Em geral, quanto pior relacionamento entre mãe e criança, maiores as chances de que ela seja obesa aos 15 anos. Entre as crianças, 24,7% tinham uma relação adversa com suas mães, pontuando três ou mais. Ter baixa sensitividade maternal, ligação insegura e os dois juntos foram vinculados a maiores chances de ser obeso na adolescência.

Especificamente, a prevalência de obesidade em adolescentes foi de 26,1% entre aqueles com pontuação três ou mais, 15% entre aqueles com pontuação dois, 12,1% entre aqueles com pontuação um e 13% entre os com pontuação zero.

Quando os pesquisadores controlaram por peso no nascimento e gênero, eles descobriram que a probabilidade de se tornar obeso na adolescência era 2,45 vezes maior para aqueles que tiveram as piores relações com suas mães, comparados àqueles com as melhores relações.

Pesquisadores disseram acreditar que bons ou maus laços de relacionamentos cedo podem afetar como a criança reage a estresse, como comendo demais ou tendo péssima qualidade de sono.

“Cuidados atenciosos aumentam a probabilidade de a criança ter um padrão seguro de afeto e desenvolver uma resposta saudável ao estresse”, disse a principal autora Sarah Anderson da Ohio State University em um comunicado à imprensa. “Uma resposta ao estresse bem regulada pode influenciar o quão bem crianças dormem e se elas vão comer em reposta ao estresse emocional – dois fatores que afetam a probabilidade de obesidade.”

Anderson, professora de epidemiologia, não chegou a culpar completamente as mães por terem um efeito sobre o peso dos seus filhos. “É possível”, ela disse, “que a obesidade infantil possa ser influenciada por intervenções que tentam melhorar laços entre mães e crianças ao invés de focada apenas na ingestão de comida pelas crianças e atividade”.

* O estudo foi publicado na edição de janeiro de 2012 do jornal Pediatrics.

** Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.

Você sabe esperar para que seus sonhos se realizem?

Desejo:  se você tem um desejo, um sonho, uma vontade de realizar alguma coisa, algo que te motiva a levantar da cama para seguir seu dia e agir em direção à concretização desse objetivo, este artigo pode lhe ajudar com algumas ideias que poderão facilitar sua vida, dando uma mãozinha para que você obtenha aquilo que tanto quer.

Defina de forma bem precisa seus desejos. O que você quer? Exemplo: quero um carro.

Mas qual carro especificamente? Quer comprar? Quer alugar? Quer qual modelo? Qual marca? Qual cor? Quais acessórios? Quanto mais detalhes você tiver, mais fácil é o caminho que sua mente percorrerá para encontrar aquilo que tanto busca.

Sonhar é uma delícia por si só, e poder visualizar algo que um dia possa vir a ser uma realidade é um prazer ainda maior. Por isso, ter o conhecimento específico e saber aquilo que se quer de forma precisa faz toda a diferença entre quem tem o que quer e quem apenas sonha sem sucesso.

É muito comum ouvir algumas pessoas dizendo que preferem não desejar nada para não se iludirem e muito menos se decepcionarem. Você já ouviu alguém dizendo algo parecido? Você já pensou assim alguma vez? Mas lembre-se que isso é apenas uma confusão com os conceitos, uma distorção da mente. Na verdade, criar expectativas sem capacidade de adaptação é um erro grande. Sonhar, especificar e saber adequar a vontade com a realidade presente e até mesmo abrir portas para criações no futuro é o segredo para o sucesso e a felicidade.

Ação:  através de ações específicas o sucesso acontecerá. Pense uma estratégia para chegar aonde você tanto deseja. Como é passo a passo sair de onde você está e chegar aonde você quer? Quais os caminhos possíveis? E qual o caminho que você quer escolher para você? Lembre-se que ter opções lhe fará muito bem. É muito importante e posso até mesmo dizer que o principal é poder estar aberto para desenvolver e pôr em prática o sentimento de humildade.

É preciso ser humilde para reconhecer que algumas ações que você possa criar como estratégia para obter o sucesso desejado podem não dar o resultado sonhado num determinado momento. Com isso, possivelmente seja preciso reorganizar as ideias, os comportamentos, a fala, o pensamento e, então, estar disposto a mudar. Essa mudança de atitude e ação faz parte da estratégia do sucesso. É importante estar atento para não dar margem a sentimentos de fracasso e baixa autoestima, que desviam a atenção e energia de quem batalha para alcançar um objetivo. Na verdade, viver é adaptar-se às mudanças externas e internas e, com isso, mudar as estratégias que se criou sempre que for necessário é importantíssimo para o bem-estar geral. Tempo: Você sabe esperar para ter o que você quer? Qual o prazo que você criou para que seu sonho seja realizado? É um prazo viável? Já fez os cálculos adequados para conferir se o prazo vai bem?

Tem um dito popular que diz: Quem tudo quer nada tem. Eu considero relativo esse pensamento. De fato, algumas pessoas que tudo querem nada alcançam por uma série de estratégias equívocas. E são muitas as variáveis. Às vezes isso acontece porque algumas pessoas quiseram tantas coisas incompatíveis que assim seria impossível obter tudo desejado. Mas eu costumo dizer que na verdade o problema não está em querer algo ou tudo, mas na forma como cada um se organiza para receber o que deseja e principalmente no tempo correto para que as coisas aconteçam. Tudo tem seu tempo e não se pode apressar essa espera. Saber desfrutar do gosto do tempo é uma arte. É bom e faz muito bem. O tempo é um momento de espera que pode incluir a ação. O ato de espera não é necessariamente estar parado, inerte e alheio à vida, muito pelo contrário, saber esperar e estar de olho nos acontecimentos pode fazer a diferença em quem quer o sucesso.

Sucesso: ter sucesso na vida é estar em paz com o que se tem e com o que se quer vir a ter. Afinal, sonhar é muito bom, pois incentiva as pessoas em suas ações, dando motivação e prazer. O sucesso está não apenas em alcançar um objetivo, mas principalmente em saber aproveitar o que foi conquistado. Desejar é bom, realizar também e saber usufruir da conquista é fundamental.

Adriana de Araújo é psicóloga, counselor e executive coach da consultoria Desenvolvimento de Excelência. http://www.desenvolvimentoexcelencia.com.br.

O Natal de antigamente: velho e sempre novo

Venho de lá de trás, dos anos 40 do século passado, num tempo em que Papai Noel ainda não havia chegado de trenó. Nas nossas colônias italianas, alemãs e polonesas, desbravadoras da região de Concórdia (SC), conhecida por ser a sede da Sadia e da Seara, com seus excelentes produtos de carne, só se conhecia o Menino Jesus. Eram tempos de fé ingênua e profunda que informava todos os detalhes da vida. Para nós crianças, o Natal era culminância do ano, preparado e ansiado. Finalmente, vinha o Menino Jesus com sua mulinha (musetta em italiano) para nos trazer presentes.

A região era de pinheirais a perder de vista e era fácil encontrar um belo pinheirinho. Este era enfeitado com os materiais rudimentares daquela região ainda em construção. Utilizavam-se papel colorido, celofane e pinturas que nós mesmos fazíamos na escola. A mãe fazia pão de mel com distintas figuras, humanas e de bichinhos, que eram dependuradas nos galhos do pinheirinho. No topo havia sempre uma estrela grande revestida de papéis vermelhos.

Em baixo, ao redor do pinheirinho, montávamos o presépio, feito de recortes de papel que vinham numa revista que meu pai, mestre-escola, assinava. Aí estavam o Bom José, Maria, toda devota, os reis magos, os pastores, as ovelhinhas, o boi e o asno, alguns cachorros, os anjos cantores que dependurávamos nos galhos de baixo. E naturalmente, no centro, o Menino Jesus, que, vendo-o quase nu, imaginávamos, tiritando de frio, e nos enchíamos de compaixão.

Vivíamos o tempo glorioso do mito. O mito traduz melhor a verdade que a pura e simples descrição histórica. Como falar de um Deus que se fez criança, do mistério do ser humano, de sua salvação, do bem e do mal senão contando histórias, projetando mitos que nos revelam o sentido profundo dos eventos? Os relatos do nascimento de Jesus contidos nos evangelhos, contêm elementos históricos, mas para enfatizar seu significado religioso, vêm revestidos de linguagem mitológica e simbólica. Para nós, crianças, tudo isso eram verdades que assumíamos com entusiasmo.

Mesmo antes de se introduzir o décimo-terceiro salário, os professores ganhavam um provento extra de Natal. Meu pai gastava todo este dinheiro para comprar presentes para os 11 filhos. E eram presentes que vinham de longe e todos instrutivos: baralho com os nomes dos principais músicos, dos pintores célebres cujos nomes custávamos a pronunciar e ríamos de suas barbas ou de seu nariz ou de qualquer outra singularidade. Um presente fez fortuna: uma caixa com materiais para construir uma casa ou um castelo. Nós, os mais velhos, começamos a participar da modernidade: ganhávamos um jipe ou um carrinho que se moviam dando corda, ou uma roda que girando lançava faíscas e outros semelhantes.

Para não haver brigas de baixo de cada presente vinha o nome do filho e da filha. E depois, começavam as negociações e as trocas. A prova infalível de que o Menino Jesus de fato passou lá em casa era o desaparecimento dos feixes de grama fresca. Corríamos para verificá-lo. E de fato, a musetta havia comido tudo.

Hoje vivemos os tempos da razão e da desmitologização. Mas isso vale somente para nós adultos. As crianças, mesmo com o Papai Noel e não mais com o Menino Jesus, vivem o mundo encantando do sonho. O bom velhinho traz presentes e dá bons conselhos. Como tenho barba branca, não há criança que passe por mim que não me chame de Papai Noel. Explico-lhes que sou apenas o irmão do Papai Noel, que vem para observar se as crianças fazem tudo direitinho. Depois conto tudo ao Papai Noel para ganharem um bom presente. Mesmo assim muitos duvidam. Se aproximam, apalpam minha barba e dizem: de fato o senhor é o Papai Noel mesmo. Sou uma pessoa como qualquer outra, mas o mito me faz ser Papai Noel de verdade.

Se nós adultos, filhos da crítica e da desmitologização, não conseguimos mais nos encantar, permitamos que nossos filhos e filhas se encantem e gozem o reino mágico da fantasia. Sua existência será repleta de sentido e de alegria. O que queremos mais para o Natal senão esses dons preciosos que Jesus quis também trazer a este mundo?

* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor, autor de O Sol da Esperança: Natal, Histórias, Poesias e Símbolos, Editora Mar de Ideias, Rio de Janeiro 2007.

** Publicado originalmente no site Adital.

(Adital)

Como recarregar as energias e se motivar

Quando a vida fica conturbada, recarregue as energias para recuperar a motivação.

Você sente que está trabalhando mais, mas produzindo menos? Você já se sentiu esgotado e estagnado? Se você está balançando a sua cabeça positivamente, você não está sozinho. Nós vivemos em uma época maravilhosa, repleta de oportunidades e é animador pensar em tudo que você pode fazer, mas também pode ser exaustivo!

Não somos máquinas. Após fazermos tantas atividades, sentimo-nos esgotados, emocionalmente reprimidos e estagnados. Mesmo assim, nós raramente paramos para nosso corpo poder recarregar as energias. Freqüentemente, é o tempo que diz quando devemos fazer uma pausa e não nosso corpo. Nós estamos condicionados a pensar que quanto mais precisa ser feito, mais tempo deve ser gasto trabalhando e menos tempo “reabastecendo” o corpo. Esse pensamento causa um estranho senso de obrigação de que devemos sacrificar nosso bem-estar por causa da pressão do tempo e das exigências da própria situação.

Apesar de parecer contraditório, durante os tempos mais caóticos, o que precisamos mesmo é de mais tempo para recarregar as energias. Temos uma necessidade primária por lazer e recreação – contudo, na condição de humanos com vontade própria e livre arbítrio, nós podemos renegar essa necessidade, passar por cima de nossos instintos e ir contra a natureza. Nós nos convencemos de que não há limites para nosso corpo, que assim como a ciência produz máquinas melhores, mais rápidas, mais confiáveis e mais estáveis, nós também podemos afiar nossas habilidades modificando nossa natureza.

Muitos de nós procuram treinar a si mesmos para precisarem de menos tempo de descanso – dormem menos, relaxam menos, descansam menos –, fazerem mais e estenderem seus limites além do natural. Mas, goste ou não, há, sim, um limite, e se continuarmos violando as exigências da natureza, abusando de nós mesmos, nós pagaremos o preço – como indivíduos e como sociedade.

Em qualquer esfera da sua vida, para recarregar as energias e se motivar, é importante dar a si mesmo intervalos para descanso. Esses intervalos garantirão a você o tempo e o espaço necessários para redirecionar seu foco e sua energia. Com o tempo, aprendi a fazer alguns intervalos e focar minha atenção em pequenas atividades que descansam o lado esquerdo do meu cérebro e acendem minha paixão interna. Após esses pequenos intervalos, eu geralmente percebo que minha produtividade aumenta, bem como a qualidade do meu trabalho.

Algumas atividades a que eu comecei a me dedicar:

– Organizar meu escritório. Eu realmente precisava organizar todos os meus arquivos na semana passada? Não. Os arquivos podiam esperar, mas organizar os arquivos me permite limpar e recarregar minha energia mental. Quando eu terminei, eu tinha energia para produzir mais.

– Fazer uma colagem. Eu também não precisava fazer essa colagem, mas fazer arte me faz desligar meu cérebro de modo que eu rejuvenesço.

– Escrever em meu diário. Há uns dois anos atrás, eu comecei a escrever um diário. Para mim, é um alívio enorme chegar ao final do dia e escrever, rabiscar ou colar algumas fotos nas páginas.

Além de fazer intervalos, é importante observar como você conversa consigo mesmo. Você está focando mais no que você quer que aconteça ou no que você NÃO quer que aconteça? Você costuma dizer a si mesmo: “Não vou procrastinar”? Você provavelmente tem uma lista enorme de coisas que não quer fazer. Essa lista está sugando a energia daquilo que você quer fazer.

Pare e pense no que você quer fazer. Em que você quer trabalhar hoje? É claro que você pode não QUERER fazer o que precisa, mas você quer se livrar desses afazeres, o que só vai acontecer se você tomar uma atitude. A chave é enfatizar o “seguir adiante” e usar a linguagem que vai ajudá-lo a conquistar seus objetivos. Você quer ser o líder de sua própria torcida.

Mensagem pra levar pra casa:

Você está no controle. Reconheça quando você se sente esgotado e quando não tem motivação. Ao invés de se punir e tentar se focar no que você deveria estar fazendo, reconecte-se com seu compasso interior e defina o que você quer fazer. Então, deixe a recarga de energia começar!

VEJAM ATÉ O FINAL…

A PRIMEIRA IMPRESSÃO NEM SEMPRE É A CORRETA.

O PODER DAS PALAVRAS

Muito lindo…

LISTEN TO YOUR HEART (ESCUTE O SEU CORAÇÃO)

Vejam estas imagens e escute o seu coração.

Amor de Avó

110 300x196 Amor de AvóO que avó sente por neto é difícil de descrever. Parece amor estendido no tempo, para o filho do meu filho, amém. Herança cravada na história, o neto é a continuidade do nome, fruto de uma árvore genealógica que promete perdurar. Dá sentido de perpetuidade, que invade quem se percebe cada vez mais finito e provisório, alertado pela decadência do corpo, morada cada vez mais frágil de um espírito cada vez mais livre.

Parece ser a percepção da finitude da vida que eleva o amor da avó à dimensão de eternidade. Não me venham dizer que avó curte mais o neto porque não tem a obrigação de educar. Isso é fala de filho enciumado, um modo de desmerecer o carinho que seu filho tem por sua mãe, como se dissesse que a causa do carinho pela avó fosse aquelas porcarias que ela compra para ele. Bobagem. Só deseduca quem nunca foi educador. Educador de verdade o é para sempre. E educador maduro deixa de dar importância ao que não tem importância e valoriza o que realmente faz sentido. Se o leite cai sobre a toalha da mesa, a mãe estressa, porque sabe o trabalho de lavá-la. Mas quem sabe que vai morrer também sabe que uma toalha suja é apenas uma toalha suja e que trabalho não é castigo. Quem é avó sabe o quanto errou como mãe, inevitável. Ter neto é a sua redenção. Com o neto, a avó é mãe melhorada. Educa melhor porque tem sabedoria.

A idéia da morte relativiza a importância que damos às coisas. Por mais que se tente enganar, o corpo do velho está a lembrar-lhe continuamente que sua trajetória nesse mundo tem fim. Mas é uma ilusão achar que quanto mais velho mais perto da morte. Não é preciso envelhecer para saber que vamos morrer. É curioso que quem adoeça gravemente esteja “desenganado”. Sugere que quando estamos jovens e saudáveis, estamos enganados, a fingir que a morte não existe, a pensar que só morre quem é velho, neste mundo cada dia mais perigoso.
Pois eu quero fazer um convite: lembremos da morte todos os dias. Da nossa e da dos nossos. Desenganemo-nos já. Creio que o exercício da lucidez sobre a nossa finitude permite-nos tratar o filho com maior leveza e espiritualidade, com mais tolerância e paciência, com mais amor e devoção.

Já estamos perto da morte, não precisamos ficar velhos para lembrar dela. A morte e a idéia da morte renovam a pergunta pelo sentido de viver. Revolucionam o estilo de vida, na medida em que fazem pensar sobre o que é importante, ou seja, o que tem valor. Permitem o difícil exercício de estabelecer prioridades, primeiro passo para ter tempo para o que damos valor. O que significa ter tempo para os nossos filhos.

Podemos antecipar dentro de nós a qualidade do amor que a avó sente pelo neto e vivê-lo com nossos filhos. Saber que um filho doente poderia não estar mais ali a requerer nossos cuidados pode ampliar a espiritualidade necessária para educar com devoção. Priorizar o momento de confraternização familiar no lugar de tolas e inócuas cenas de aparente educação dos filhos é exercício que exige refletir sobre o que de fato educa mais: a experiência de amor ou a palavra vazia de testemunho. Não precisamos ficar velhos para lamentar não ter curtido a infância e a adolescência de nossos filhos. Amemos nossos filhos como se deles fôssemos avós.