Bem vindo ao futuro!


Hoje é o dia do De Volta para o Futuro

Hoje, dia 21 de Outubro de 2015, é o dia em que Marty McFly chega ao futuro no clássico De Volta para o Futuro II. Quando eu assisti o filme em 1989, eu fiquei encantada com a possibilidade de que no “no futuro”, nós teríamos carros voadores, skates flutuantes, roupas autossecantes e tênis que se amarram sozinhos! Em 1989, 2015 parecia estar tão distante! Os criadores do filme, evidentemente, não tinham qualquer compromisso com a realidade, não estavam tentando fazer qualquer previsão de como realmente seria o mundo 26 anos depois. Contudo, De Volta para o Futuro não foi o primeiro, nem o único filme a arriscar palpites de como a vida seria décadas para frente. De Blade Runner a Jogos Vorazes, a fantasia do cinema nos permite imaginar o que será que o futuro nos trará, o que será de nós nesse mundo que está sempre mudando.

Não raro, ou quase sempre, esses filmes (e livros) erram feio! Infelizmente, o mundo high-tech de De Volta para o Futuro II não é a nossa realidade em 2015 (quem sabe em mais 26 anos?!). Felizmente, por outro lado, não vivemos em um futuro negro como em Blade Runner ou o O livro de Eli.

Mas onde eu quero chegar com essa conversa?! Meu assunto aqui é planejamento de vida, é claro! Assim como autores, roteiristas e diretores de cinema acabam errando feio em suas previsões para o futuro, nós também fazemos o mesmo em nossas vidas!

Mas por quê? Falta de visão, falta de perspectiva! Muitos livros e filmes dos anos 70 e 80 retrataram futuros que seus autores realmente imaginaram que se tornariam realidade. Em 1985, achávamos que no “ano 2000” estaríamos saindo do planeta com naves espaciais, fazendo turismo para Marte e a Lua!

Como você vê a sua vida em 25, 30 anos? Muita gente responde que “não vê”! Pensar no ano seguinte já é difícil, imaginar 10, 20 30 anos para frente é algo digno de ficção científica. Mas pensar no longo prazo é importante. Não em termos de fazermos previsões bobinhas sobre como achamos que o mundo será (será provavelmente muito parecido com o presente e não teremos nada muito “fora da casinha” em termos de tecnologia além de, talvez, melhores telefones!), mas como pretendemos estar vivendo.

Pensar no longuíssimo prazo é muito mais fácil do que as pessoas imaginam! Não é uma questão de tentar “adivinhar” eventos que vão acontecer, pois as “coisas que acontecem” em nossas vidas geralmente não impactam o quadro maior de responsabilidades e direcionamento que já temos no presente. Olhar para as fases da vida já nos dá uma boa ideia do que está por vir, principalmente em termos de desafios pessoais (menopausa, aposentadoria, maiores cuidados com a saúde, filhos na faculdade, netos, etc.). Estar preparado para eventos claramente previsíveis é muito mais importante do que ficar sonhando acordado com coisas mirabolantes que provavelmente nunca vão acontecer.

Ao pensarmos em nossas vidas no longo prazo, precisamos nos desvencilhar desses “sonhos mirabolantes” e colocar os pés no chão. Se algo muito diferente acontecer, isso deverá ocorrer dentro de nossas vidas já muito bem estruturadas. É assim que pessoas bem sucedidas constroem suas vidas, com os pés no chão, pensando no longo prazo, mesmo que sem detalhes especulatórios que no fundo são irrelevantes. A construção de sonhos deve ser “estratégica”, não filosófica!

Ao pensarmos no futuro como um mundo de fantasia como em De Volta para o Futuro, nós perdemos o foco da responsabilidade que temos sobre a construção de nossas vidas. Temos a impressão de que “no futuro, tudo pode acontecer” e se “tudo pode acontecer”, nós somos impotentes e nada podemos fazer. A realidade é que o futuro (hoje) é o resultado de uma equação que nós mesmos criamos no passado. Hoje, nós não vivemos em uma realidade inimaginável em nosso próprio passado. Sim, eventos ocorreram que não poderíamos prever, mas, em sua maior parte, esses acontecimentos não afetaram o que já estávamos construindo para nós mesmos. Não há qualquer razão para pensarmos que daqui para frente, o processo será diferente.

O desafio então é parar para pensar em sua vida no longo prazo com realismo, sem envolver elucubrações sobre “o futuro do mundo”. O que quer que aconteça em termos de novas tecnologias e desafios para a humanidade, a nossa geração ainda enfrentará os mesmos desafios da anterior: ficaremos mais velhos, precisaremos cuidar mais da saúde, precisaremos nos sustentar quando não mais pudermos trabalhar, quem ainda tem filhos pequenos precisa se estruturar para “terminar a tarefa”, enfim, nada muito fora da casinha. Surpreendentemente, os problemas que as pessoas geralmente enfrentam estão relacionados à falta de preparação para lidar com esses desafios absolutamente previsíveis.

Fonte: Sonhos Estratégicos

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