Archive for março, 2012

Descubra tudo o que o Google sabe sobre você

Serviço mostra toda a sua atividade online, como e-mails enviados e recebidos, quantas vezes seus vídeos foram executados e mais

Google acaba de lançar um novo serviço que promete mostrar tudo o que a empresa sabe sobre você. Chamada de Account Activity, a ferramenta mostra dados de todos os serviços da empresa que você utiliza.

Porém, não vá achando que é só se logar e ver suas atividades desde a criação de sua conta. Primeiramente, apenas dados mais recentes são mostrados. Mas informações antigas serão adicionadas periodicamente, segundo o Slash Gear.

Sites, navegadores e plataformas que o usuário usou para se logar, e-mailsenviados e recebidos e mensagens mais vistas são mostrados na plataforma.

O serviço também exibe quantos views têm seus vídeos no Youtube, o quão popular eles são e até a localização das pessoas que os assistiram. O Account Activity também mostrará seu histórico de buscas e até o Google Latitudes.

Reprodução

E, além de saber mais sobre si mesmos, os usuários também podem aumentar sua segurança: de acordo com o Google, se você notar que houve algum acesso a partir de algum país que você nunca esteve ou em algum dispositivo que você não possui, é um indício de que você precisa mudar sua senha.

Para acessar o novo Account Activity, clique aqui.

Motivação, trabalho e lazer

Como sentir-se motivado? Como encontrar a motivação? Como sentir aquele entusiasmo, aquela energia inesgotável que sabemos ser possível, sabemos estar ao nosso alcance, mas no dia-a-dia temos a impressão de que qualquer vislumbre de energia se esvai por entre nossos dedos?

A primeira coisa sobre motivação é compreender que a própria palavra envolve “motivo”. Vejo muita gente tentando se motivar no vazio, ou seja, tentando encontrar entusiasmo sem ter motivo algum para fazer o que faz. É possível que você jamais consiga encontrar motivação no que faz justamente porque o que você faz não tem sentido algum para você.

A solução nesses casos não é criar artimanhas para se auto-enganar e sentir pequenas ondas de motivação aqui e ali só para sobreviver fazendo o que não se quer fazer! Muito do que se vê sobre motivação na área de auto-ajuda parte desse princípio, ajuda o leitor a “inventar” uma motivação falsa, a criar pequenas ondas de estímulo tal qual um coelho numa pista de corrida correndo atrás de uma cenoura suspensa.

Se você não faz o que gosta ou nem sabe o que gostaria de fazer, não há motivação mesmo, não adianta teimar!
A condição ideal é a pessoa fazer o que gosta e se organizar e disciplinar para obter resultados dentro daquela atividade. Esses resultados positivos reforçam sua motivação e a estimulam a continuar no caminho que está trilhando.

Essa postura afeta diretamente as noções que a pessoa tem de lazer. O cidadão comum que vive para trabalhar e trabalha para viver sonha com os momentos de lazer como a salvação de seu sacrifício para dar conta da própria vida. No fundo, esse indivíduo desperdiça a vida completamente. Faz algo inútil profissionalmente, algo que não acrescenta nada além de dinheiro à sua vida e no tempo de sobra ele só quer saber de distrações e atividades que proporcionem descanso – atividades que também não acrescentam nada à sua vida. No final das contas, ele não consegue fazer nada realmente significativo. Sua vida passa e ele não fez nada além de sobreviver.

Uma das piores posturas da nossa sociedade é adotar uma visão clichê em cima de argumentos como o que acabei de lançar. “Ah, mas não é tão fácil!”, ou “Tem gente que não tem condições de fazer só o que gosta!”, ou ainda “Como é que eu vou pagar as contas se eu só fizer o que gosto?”.

Esses clichês são altamente destrutivos e paralisantes! São clichês porque são mentiras, em primeiro lugar! As pessoas repetem como papagaios essas frases e a postura que segue o raciocínio é fechada. A pessoa fala: “Ah, mas não é tão fácil”, e ponto final. Ela pára de pensar, pára de raciocinar em cima do assunto. O clichê fecha seu pensamento como uma idéia conclusiva. É assim e pronto… O que é que tem mais para discutir? Se você se pega fechando seus pensamentos com esses clichês, repetindo-os como um papagaio, sem pensar mais profundamente no assunto, talvez uma mudança de postura mental seja necessária!

Nessa altura do desenvolvimento da sociedade humana, já deveríamos ter história suficiente para que as pessoas não caíssem mais como patinhos nesses clichês, que, diga-se de passagem, são coisa de fracassado. Mas por que eu digo isso? Há histórias suficientes que mostram como pessoas saíram do zero absoluto e conseguiram superar qualquer tipo de dificuldade. Há todo tipo de história, em tudo quanto é canto do mundo, sobre todo tipo de gente! Eu parto do princípio de que se um ser humano que não tem nada de diferente conseguiu qualquer coisa, eu também posso fazer, conseguir, ter ou o que quer que seja. Se é humanamente possível, qualquer um pode. Desde que (e é aí que a maioria capenga) a pessoa interessada tenha direcionamento, disciplina e garra para chegar lá. E é aí que a coisa pega, não é mesmo? Repetir como um papagaio que não é tão fácil e cruzar os braços desacreditando idéias é infinitamente mais cômodo e fácil do que arregaçar as mangas e caminhar em direção ao que se quer. Daí pra adotar uma postura de reclamão repetindo indefinidamente clichês que todo mundo também repete é um passo.

A motivação real, aquela duradoura, aquela que não vai embora, aquela que não amarela frente a uma dificuldade, só está disponível para os corajosos e ousados que brigam pelo que querem e arriscam tudo se for necessário. É claro que essa é uma pequena parcela da sociedade, mas não há desculpa que amenize o fato de que o resto sucumbe à covardia e à acomodação. Como você vai defender esse tipo de postura? Não dá! Portanto, usar clichês para defender os covardes, pusilânimes e acomodados não funciona, essas frases feitas não explicam a realidade!

Se você se identifica com esse último grupo, não se sinta ofendido! Pegue essas minhas palavras e use-as como uma injeção de ânimo para começar uma mudança radical. O que é que você está esperando? Desperdiçar ainda mais vida?

HPV e Câncer

O HPV é uma das DST (doenças sexualmente transmissíveis) mais comuns e que mais tem afetado a população. Estima-se que no Brasil milhares de pessoas sejam portadoras do vírus do HPV e sequer desconfiem, ajudando a proliferar o papilomavírus humano por falta de cuidados e proteção.

As mulheres sabem que o HPV é o responsável por problemas como o câncer do Colo do Útero por exemplo. Mas os homens não são tão bem informados como as mulheres e sabem que o HPV pode causar câncer do órgão reprodutor masculino (e o HPV está relacionado a cerca de metade dos casos). Por isso muitos profissionais da área da saúde defendem que os homens devem se vacinar contra HPV no Brasil. O câncer peniano é uma doença delicada, de difícil tratamento, e que muitas vezes tem como resultado a necessidade da amputação do órgão.

O câncer na região íntima masculina representa entre 5% e 16% do total de tumores malignos diagnosticados em homens no Brasil, variando conforme a região pesquisada.

Vírus do HPV pode causar câncer nos homens

A mulher pode transmitir o HPV?

Tanto o homem quanto a mulher podem transmitir o vírus do HPV para os parceiros, por isso é indispensável o uso de preservativos durante as relações para evitar não só o HPV como outras doenças.

Vacina HPV

Assim como as verrugas na região íntima, os cânceres causados pelo vírus do papiloma humano são recorrentes. Por isso, cada vez mais é ressaltada a importância da vacina contra HPV, pois enquanto os homens, que são os principais vetores (ou seja, portadores e disseminadores do vírus) não forem vacinados, assim como toda a população, as infecções continuarão a ocorrer cada vez mais.

Há dois tipos de vacina contra HPV disponíveis no Brasil: a bivalente e a quadrivalente. Ambas protegem contra no máximo quatro tipos do vírus, o que significa que mesmo com a aplicação da vacina a proteção não é 100% garantida.

A bivalente protege apenas contra os tipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer. Já a quadrivalente, que foi recentemente liberada para o público masculino, protege contra esses antígenos e também contra os tipos 6 e 11, os principais agentes de verrugas e condilomas.

O foco principal de vacinação hoje está nas mulheres dos 9 aos 26 anos, no caso da quadrivalente, e dos 10 aos 25 no caso da bivalente. Para os homens, vale a mesma faixa etária, lembrando que eles podem tomar apenas a vacina quadrivalente.

Esta foto tirada em 1956. Você sabe o que é?

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR

Cem por cento limpeza 


Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar

Não tem mais volta.

As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.

O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.

Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. “Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo”, esclarece.

Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.

Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um “avião” – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.

À prova de apagão

Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: “As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar”.

O inventor explica que a idéia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. “Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial”, diz.

Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na idéia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.

O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. “Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%”, garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. “Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental”, finaliza Fernandes Ximenes.

Vento e sol        
Com a inauguração, em agosto do ano passado, do parque eólico Praias de Parajuru, em Beberibe, o Ceará passou a ser o estado brasileiro com maior capacidade instalada em geração de energia elétrica por meio dos ventos, com mais de 150 megawatts (MW). Instalada em uma área de 325 hectares, localizada a pouco mais de cem quilômetros de Fortaleza, a nova usina passou a funcionar com 19 aerogeradores, capazes de gerar 28,8 MW. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a empresa Impsa, fabricante de aerogeradores. Além dessa, a parceria prevê a construção de dois outros parques eólicos – Praia do Morgado, com uma capacidade também de 28,8 MW, e Volta do Rio, com 28 aerogeradores produzindo, em conjunto, 42 MW de eletricidade. Os dois parques serão instalados no município de Acaraú, a 240 quilômetros de Fortaleza.Se no litoral cearense não falta vento, no interior o que tem muito são raios solares. O calor, que racha a terra e enche de apreensão o agricultor em tempos de estiagem, traz como consolo a possibilidade de criação de emprego e renda a partir da geração de energia elétrica. Na região dos Inhamuns, por exemplo, onde há a maior radiação solar de todo o país, o potencial é que sejam produzidos, durante o dia, até 16 megajoules (MJ – unidade de medida da energia obtida pelo calor) por metro quadrado.

Essa característica levou investidores a escolher a região, especificamente o município de Tauá, para abrigar a primeira usina solar brasileira. O projeto está pronto e a previsão é que as obras comecem no final deste mês (abr10). O empreendimento contará com aporte do Fundo de Investimento em Energia Solar (FIES), iniciativa que dá benefícios fiscais para viabilizar a produção e comercialização desse tipo de energia, cujo custo ainda é elevado em relação a outras fontes, como hidrelétricas, térmicas e eólicas.

A usina de Tauá será construída pela MPX – empresa do grupo EBX, de Eike Batista – e inicialmente foi anunciada com uma capacidade de produção de 50 MW, o que demandaria investimentos superiores a US$ 400 milhões. Dessa forma, seria a segunda maior do mundo, perdendo apenas para um projeto em Portugal. No entanto, os novos planos da empresa apontam para uma produção inicial de apenas 1 MW, para em seguida ser ampliada, até alcançar os 5 MW já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os equipamentos foram fornecidos pela empresa chinesa Yingli.

Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, essa ampliação dependerá da capacidade de financiamento do FIES. Aprovado em 2009 e pioneiro no Brasil, o fundo pagaria ao investidor a diferença entre a tarifa de referência normal e a da solar, ainda mais cara. “A energia solar hoje é inviável financeiramente, e só se torna possível agora por meio desse instrumento”, esclarece. Ao todo, estima-se que o Ceará tem potencial de geração fotovoltaica de até 60.000 MW.

Também aproveitando o potencial do estado para a energia solar, uma empresa espanhola realiza estudos para definir a instalação de duas térmicas movidas a esse tipo de energia. Caso se confirme o interesse espanhol, as terras cearenses abrigariam as primeiras termossolares do Brasil. A dimensão e a capacidade de geração do investimento ainda não estão definidas, mas se acredita que as unidades poderão começar com capacidade entre 2 MW a 5 MW.

Bola da vez

De fato, em todas as partes do mundo, há esforços cada vez maiores e mais rápidos para transformar as energias limpas na bola da vez. E, nesse sentido, números positivos não faltam para alimentar tal expectativa. Organismos internacionais apontam que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030, e boa parte deles deverá estar presente no Brasil. Isso se o país souber aproveitar seu gigantesco potencial, especialmente para gerar energias eólica e solar. Segundo o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o dever de casa no país passa, em termos de energia solar, por exemplo, pela modernização de laboratórios, integração de centros de referência e investimento em desenvolvimento de tecnologia para obter energia fotovoltaica a baixo custo. Também precisará estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos.

“Um dos objetivos do estudo, em fase de conclusão, é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica”, diz o assessor técnico do CGEE, Elyas Ferreira de Medeiros. Por intermédio desse trabalho, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articuladas com a sociedade, para inserir o país nesse segmento. Ele explica que as vantagens da energia solar são muitas e os números astronômicos. Elyas cita um exemplo: em um ano, a Terra recebe pelos raios solares o equivalente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo período.

O CGEE destaca, em seu trabalho, a necessidade de que sejam instituídas políticas de desenvolvimento tecnológico, com investimentos em pesquisa sobre o silício e sistemas fotovoltaicos. Há a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial e a necessidade de formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.

Fonte: Revista Fiec

10/5: um jeito fácil de conquistar clientes

Quantas vezes você já voltou a um estabelecimento (loja, restaurante, consultório médico) basicamente porque achou os atendentes muito simpáticos e atenciosos? Particularmente, considero esse um dos melhores diferenciais que uma empresa pode ter, e o legal é que não é preciso fazer nenhum investimento financeiro para sair na frente da concorrência, aumentando as chances de fidelizar a clientela.

O ser humano é tão carente de apoio social –sorrisos, abraços, cumprimentos— que, segundo um estudo feito em Harvard, a correlação entre a felicidade e o apoio social é de 0,71. Para se ter uma ideia de como as duas coisas estão ligadas, a correlação entre o tabagismo e o câncer é de 0,32. Resumindo, você pode fumar e não ter câncer, mas se viver sozinho ou for rodeada de pessoas difíceis, será infeliz.

Uma empresa americana do ramo da saúde chamada Ochsner Health System tem uma abordagem interessantíssima. Ela chama de “10/5 way”. Os números fazem referência a distância (que lá é medida em pés ou milhas, portanto em português seria algo como: “1,5/ 3 metros de distância”). Funciona assim: se um funcionário estiver a 3 metros de uma pessoa, ele deve fazer contato visual e sorrir. Se ele estiver a 1,5 metro, deve dizer oi.

São mais de 11.000 funcionários que entenderam a importância do apoio social para os pacientes e para uns com os outros. Desde a implementação do 10/5, a empresa detectou um aumento no número de visitas de pacientes, 5% mais probabilidade de um cliente recomendar a organização e uma considerável melhoria na avaliação dos médicos.

Se o apoio social é tão importante para a felicidade, é natural que isso impacte também os clientes. Relacionar-se com um vendedor, pagar uma conta ou pesquisar preços não deveriam ser atividades desgastantes. Mas, ao longo dos anos, as empresas o tornaram assim, forçando clientes a criarem uma barreira em sua volta. E quando uma empresa consegue romper essa barreira, ela conquista o cliente.

E da mesma forma que um filho desarma uma mãe com um sorriso depois de fazer algo errado, o sorriso também desarma clientes. O 10/5 é uma das pequenas coisas que todo profissional pode fazer para romper essa resistência natural do cliente. Mesmo que a sua empresa não faça, comece por conta própria. Quer você seja um vendedor ou programador, você verá que as pessoas sempre voltam aonde são bem-vindas, à você.

Vamos sorrir mais.

Marketing: Profissão Perigo

Você já ouviu falar em MacGyver certo? Ele foi o herói de uma série de TV nos anos 80, chamada Profissão Perigo, e se tornou famoso por escapar de situações difíceis utilizando apenas materiais de uso cotidiano. Resolvi colocar aqui 3 testes pra ver se assim como ele, você consegue ser mestre nas gambiarras e encontrar soluções fantásticas e inesperadas para situações de emergência. O que isso tem a ver com marketing? Tente encontrar uma solução para a terceira pergunta.

  1. Você tem que estancar um vazamento de ácido sulfúrico e, para a missão aparentemente impossível, dispõe apenas de uma barra de chocolate e uma lupa. Como você vai sair dessa?
  2. Você voltou no tempo e precisa construir uma máquina que te leve de volta à atualidade, mas você só tem uma guitarra quebrada, uma calculadora e um prego. O que você faria?
  3. Você trabalha no departamento de marketing de uma empresa e precisa realizar uma mega campanha para diversos perfis de públicos, mas você só tem em seu budget dez reais mais o dinheiro do “buzão”. Como sair dessa agora?

A característica de achar soluções inusitadas para diversas situações desfavoráveis não é apenas privilégio de personagens de TV. No marketing a gente se vê o tempo todo às voltas com contratempos que nos pegam de surpresa. E este é um dos pontos mais difíceis de se trabalhar na área, pois qualquer pessoa de fora se espantaria com os malabarismos que são feitos para superar esses obstáculos. E normalmente a equipe toda tem que se valer de muito improviso e disposição.

As respostas das duas primeiras questões você encontra assistindo a série. Mas quem escolheu a alternativa p para a terceira acertou. Por que p? P de parceria.

Parceria nada mais é que uma troca de objetivos comuns. Eu quero me divulgar para seu público e você quer se divulgar para o meu. Mas para que tudo funcione, é necessário que o parceiro se identifique com o seu negócio e que a parceria agregue resultados para cada um. Não adianta divulgar uma balada em um site voltado para o público da terceira idade. Você não vai ter resultados divulgando um evento de caça esportiva no site do Green Peace.

Em uma parceria é preciso fazer escolhas certas, e ser totalmente transparente, todas as partes precisam ganhar. Por isso, não é um processo tão simples, exige pesquisa, tempo, postura e atitude. Você precisa saber o quer e o que pode oferecer. E se tudo for feito em conjunto, com objetivos pré-determinados, todos ganham.

Infelizmente nem tudo é possível fazer só com parcerias e muitas vezes é necessário adequar as ideias ao budget. Mas é uma ótima oportunidade para usar a criatividade e buscar novas alternativas.

E cadê os dez reais e o dinheiro do “buzão”? Que tal um cafezinho para definir as estratégias com o novo parceiro?

Um beijo Stella Barcelo

EU, VOCÊ E O BBB, MENOS A LUIZA

Eu voce e o BBB menos a Luiza

Espero que o maior número de pessoas leia este artigo, menos a Luiza, que já voltou do Canadá, feliz da vida, por se beneficiar da inteligência inequívoca das sanguessugas midiáticas que se aproveitam da frágil cultura brasileira para ganhar milhões, como se Luiza valesse o mito que se criou em torno dela.

Depois de Wally – Onde está Wally? -, Bin Laden, suposto terrorista que conseguiu se esconder por dez anos no Paquistão, e do famigerado “chupa-cabra” – personagem folclórico cultivado no imaginário popular de vários países latinos –, não me lembro de mais alguém que tenha virado celebridade sem aparecer.

Luiza caiu do céu e, aparentemente ingênua, descompromissada e sem saber direito o que aconteceu, tornou-se celebridade (?) da noite para o dia, sem tomar partido nem praticar qualquer ação que justifique o fenômeno. Não precisou ralar no exterior nem criar uma rede de lojas de eletrodomésticos. A ignorância coletiva declarou seu amor incondicional a ela mesmo sem conhecê-la.

Bin Laden tinha motivos para virar celebridade embora sua causa não valesse o sacrifício de uma única vida. Luiza não tem qualquer causa. É resultado dos contornos equivocados da nova comunicação de massa que os estudiosos ainda tentam compreender.

Luiza é uma espécie de “celetóide”, termo cunhado pelo sociólogo inglês Chris Rojek, professor da Brunel University London e autor do livro Celebridade, publicado no Brasil pela Editora Rocco. Segundo Rojek, os “celetóides” não têm qualquer talento específico nem sequer realizam algo grandioso, mas tornam-se famosos porque todos sabem quem eles são.

No caso específico de Luiza, ninguém sabia de fato quem ela era, a não ser a família que apareceu em comercial imobiliário na Paraíba e, sem pretensão alguma, comentou sua ausência. Como diz Rojek, é a fama pela fama, sem outros atributos. E a família está feliz, afinal, para quê o esforço se a desinformação geral é a melhor alavanca para o conforto da minoria?

Culpa da Luiza? Certamente não. É culpa da nossa sociedade combalida, capaz de trocar talento por visibilidade, e livros, escolas, ideias e debates sadios por bundas, peitos, coxas roliças e calcinhas minúsculas, totalmente dispensáveis, porém aceitáveis na mente das crianças desprotegidas e na consciência profana do telespectador despreparado.

Não é toa que os reality shows ganham espaço e proliferam nos quatro cantos do planeta. Eles são os campeões em geração de “celetóides”, celebridades inexpressivas – do ponto de vista moral e intelectual – que viram marcas famosas numa sociedade que faz do prazer de consumir a sua maior competência.

O que torna um “celetóide” interessante? A necessidade de produzir e de consumir em escala geométrica. A mídia precisa vender produtos, jornais, revistas, ideias estrambelhadas, histórias sem pés nem cabeça que invocam o imaginário popular e cospem consumidores autômatos, incapazes de pensar por si mesmos.

Quanto mais produtos e serviços, mais celebridades são necessárias para empurrá-los goela abaixo do consumidor sensível, o qual, para se sentir incluído, precisa comprar, consumir, viajar e ter aquilo que o vizinho tem, ainda que isso lhe custe uns quatro, cinco ou dez anos de escravidão bancária absoluta.

Lamentavelmente, vivemos a era das celebridades instantâneas, ou dos chamados “celetóides”, gente que não faz nada, ou quase nada, porém se torna motivo de reuniões e debates acalorados em bares, restaurantes, escritórios, feiras livres e corredores de supermercado, de segunda a domingo.

É o caso do BBB, por exemplo, cujas opiniões de seus pobres elementos confinados são levadas em consideração e ocupam espaço cada vez maior na mídia, a qual se vale das esquisitices e fragilidades humanas para conquistar mais pontos no IBOPE e, assim, vender espaço a preço de ouro no horário menos nobre possível.

Difícil ainda imaginar que empresas de grande porte, ícones do consumo nacional, arriscam sua imagem ao anunciar seus produtos em programas de efeito cultural nulo, embora se mostrem preocupadas com a situação geral do país e assumam a bandeira da responsabilidade social. Será mesmo?

Por tudo isso, poucos se atrevem a contestar os fãs e os telespectadores emocionados que elevam seusbrothers à condição de celebridade e são capazes de defendê-los como se fossem os próprios filhos. Por outro lado, quem se entrega ao julgamento alheio, de maneira escancarada e em troca de quinze minutos de fama passageira e duvidosa, não sai ileso.

O julgamento alheio não tem escrúpulos nem discernimento, entretanto, tem milhões de seguidores nas redes sociais ao massacrar, execrar e condenar o suposto réu pelo deslize mais simples, sem direito a defesa, da mesma forma que privilegia um ou dois pelo motivo mais fútil e condena os demais ao ostracismo.

Exposições midiáticas ridículas são celebradas, de norte a sul do país, em nome da liberdade de expressão, de um suposto momento econômico favorável e da ausência de discernimento. Na prática, elas abafam a incapacidade coletiva de enxergar o óbvio e as tentativas isoladas de eliminar a pobreza geral do espírito humano. Elas usam e abusam da tolerância geral consentida, benevolente, inerte.

Políticos inescrupulosos adoram isso. Enquanto celebramos a volta de Luiza, o espetáculo circense continua à espera do próximo palhaço. O estupro, consentido ou não, ao vivo e em cores em rede nacional, tem mais importância e provoca menos indignação do que as catástrofes climáticas, os filhos docrack e os hospitais superlotados.

Por que resgatar tudo isso? Para que você não perca a sua capacidade de discernimento, o bom senso e a capacidade de indignação diante das futilidades produzidas pela comunicação equivocada de massa que, em geral, não acrescenta uma gota de sabedoria na sua vida pessoal e profissional.

Você vai ouvir dizer o tempo todo que isso é cultura, entretenimento, comunicação na era da informação e da Internet. Há quem adore essa forma de manipulação, afinal, é bom participar, dar a sua opinião, sentir-se parte do júri, poder glorificar ou escorraçar gladiadores frágeis, expostos numa arena de quase duzentos milhões de pessoas.

Tudo isso é detrito, tratado como se fosse útil e necessário, entretanto, em menos de um ou dois anos haverá de sumir, a exemplo de outros milhares de toneladas que, ao longo do tempo, foram se deteriorando e hoje ninguém mais sente o cheiro.

Pense nisso e seja feliz!

Vacina contra o HPV tem eficácia comprovada.

Durante os cinco anos em que vacinas foram aplicadas, registrou-se a redução de 90% na prevalência de casos novos de infecção

A eficácia das vacinas contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) foi comprovada, recentemente, por estudos realizados na Austrália, que atestaram, ao longo dos últimos cinco anos, a redução de pelo menos 90% na prevalência de casos novos de infecção.

Os estudos foram feitos na Austrália porque o país incluiu no seu calendário vacinal a aplicação das doses em mulheres de 12 a 26 anos. Os resultados foram apresentados durante o Congresso Mundial de Patologia Cervical e Colposcopia, no Rio de Janeiro, e o 54º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, ocorrido recentemente em Curitiba (PR) e dos quais participaram especialistas de todo o Mundo.

A ginecologista amazonense Simone Quadros, que esteve presente aos eventos, afirma que os resultados satisfatórios dão a segurança necessária aos especialistas para recomendarem a vacina como método eficaz para evitar a infecção pelo vírus.

Segundo a ginecologista Simone Quadros, a contaminação do HPV se dá em 98% dos casos pela via sexual (Luiz Vasconcelos )

Ela ressalta que o HPV é o vírus que causa o câncer de colo de útero, a segunda causa mais comum de mortes entre mulheres atingidas pela doença, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A contaminação se dá em 98% dos casos pela via sexual, e pode provocar também câncer de orofaringe e de reto, atingindo homens heterossexuais, bissexuais e homossexuais”, explica.

O sintoma principal do HPV é o surgimento de verrugas genitais. A região Norte é onde a incidência e a taxa de mortalidade são uma das mais altas do Brasil. Segundo a ginecologista, o estudo vem demonstrar a eficácia da vacinação em níveis populacionais e da importância da adoção do método pelo Governo Brasileiro.

Segundo a médica, já existem estudos sendo desenvolvidos no Brasil com vistas à inclusão da vacinação no calendário vacinal do País. Por enquanto a vacina contra o HPV é aplicada apenas em clínicas particulares e o preço é alto. “Aqui em Manaus, as três doses chegam a custar R$ 400”, informa a especialista.

Simone Quadros recomenda também a vacina para homens. “A redução da incidência, conforme os estudos, incluiu também os homens e se deve à chamada imunidade de rebanho, ou seja, apesar de não receberem a vacina, eles foram beneficiados pela vacinação em massa das mulheres”, explica. Ela observa também que o estudo mostra que não houve redução em homossexuais do sexo masculino.

Segunda etapa de estudos

Os laboratórios fabricantes da vacina darão início a uma segunda etapa dos estudos, desta feita na Costa Rica, a partir de 2012, com a finalidade de verificar a eficácia da vacina aplicada em apenas duas doses, ao invés de três.

Com esses estudos, os custos da vacina podem se tornar mais acessíveis, o que facilitaria a sua utilização para prevenção populacional”, afirmou Simone Quadros.

A médica explica que a vacinação é mais eficaz na prevenção do HPV causador do câncer de colo de útero. Existem pelo menos 200 sorotipos do HPV. As vacinas só atingem os quatro tipos mais comuns – 6, 11, 16 e 18. Existem duas vacinas – uma quadrivalente que atinge quatro tipos de virus – e uma bivalente, que agem contra dois sorotipos.

A médica ressalta, também, a importância dos exames preventivos para um diagnóstico claro – o papa-nicolau, a colposcopia e o de captura híbrida, este último ainda não oferecido pela rede pública.

Sem efeito colateral.

As vacinas contra o HPV não têm efeito colateral nem oferecem qualquer risco de contaminação.

Mulheres grávidas não podem ser imunizadas. O Chile e o Canadá também já incluíram as doses da vacina nos seus calendários vacinais.

 Fonte: Portal Vaccine Care

Catapora ou varicela: Como é transmitida? Como evitar?

O que é a catapora ou varicela?

A catapora (ou varicela) é uma doença infecciosa aguda, própria da infância, altamente transmissível e causada pelo herpesvirus varicellae (ou, HHV3 – human herpes virus 3 ou vírus varicela-zóster).

Nos idosos, os vírus da varicela que permanecem dormentes nos gânglios nervosos podem ser reativados em situações de baixa imunidade, causando o herpes zóster, uma forma clínica tardia assumida pelo vírus da catapora.

Como se contrai a catapora (ou varicela)?

A catapora é altamente transmissível. A transmissão se dá por gotículas de saliva ou de secreções nasais, mediante espirros e tosses ou pelo contato direto com a pele infectada (contato direto com o líquido presente nas vesículas da pele).

O vírus entra no corpo pela mucosa do trato respiratório superior ou pela conjuntiva doolho, multiplica-se e se dissemina pelo sangue até a pele. O período de incubação dovírus varia de 10 a 21 dias.

A doença é mais comum em crianças, podendo ocorrer em pessoas susceptíveis (não imunes) em qualquer idade. A maioria dos casos evolui sem consequências sérias, mas alguns casos graves, principalmente em adultos e pessoas com imunodeficiência, podem até levar à morte.

Quais as causas da catapora (ou varicela)?

A catapora é causada pelo herpesvirus varicellae (ou, HHV3 – human herpes virus 3). Durante a doença, alguns desses vírus invadem os gânglios nervosos e lá permanecem de forma latente, sem causar danos ousintomas. Muitos anos depois, devido ao envelhecimento do sistema imunológico ou a outras condições clínicas, uma queda das defesas orgânicas pode levar à reativação do vírus, causando o herpes zóster.

Quais são os sintomas da catapora (ou varicela)?

Os sintomas iniciais da catapora são febre e erupções na pele.

As lesões da pele surgem como pequenas manchas vermelhas elevadas (máculo-pápulas), que em algumas horas tornam-se pequenas bolhas com conteúdo líquido claro (vesículas), das quais algumas se rompem e outras evoluem para formação de bolhas com pus (pústulas). Posteriormente (em 1 a 3 dias) formam-se as crostas. As lesões coçam muito e podem acometer a mucosa, principalmente da boca.

A catapora geralmente é uma doença inofensiva, mas em doentes com imunodeficiência acentuada ou emneonatos que ainda não adquiriram defesas suficientes ela pode causar infecções no cérebro ou nospulmões, complicando o quadro.

Como o médico faz o diagnóstico da catapora (ou varicela)?

Em geral o diagnóstico é clínico, mas o médico pode valer-se da detecção do DNA viral, dos antígenos virais ou dos anticorpos específicos por imunofluorescência.

Como é o tratamento da catapora (ou varicela)?

Não há cura médica (eliminação do vírus) da catapora, mas a enfermidade se extingue espontaneamente, após alguns dias, vencida pelas defesas orgânicas. Alguns vírus residuais tornam-se latentes e ficam abrigados nos gânglios nervosos, como já foi dito.

Os tratamentos empregados visam controlar os sintomas e minorar a progressão da doença. Os antivirais são indicados a pacientes imunodeprimidos ou mesmo aos imunocompetentes para aliviar sintomas de grande expressão.

Banhos com permanganato de potássio ajudam a aliviar a coceira e cicatrizar as feridas, embora não haja comprovação científica dos resultados benéficos dessa prática. Banhos ou compressas frias também podem aliviar o prurido. Alguns casos, demandam o uso de antialérgicos.

Em caso de infecção das lesões (pus nas lesões), deve-se usar antibióticos orientados por um médico.

Os antitérmicos (paracetamol, dipirona), caso sejam necessários, podem ser utilizados para controlar a febre. Os medicamentos que contenham em sua formulação o ácido acetilsalicílico (AAS®, Aspirina®, Doril®, Melhoral®, etc.) não devem ser usados em crianças com varicela, pela possibilidade de Síndrome de Reye (doença rara, de alta letalidade, caracterizada pelo comprometimento do sistema nervoso central e do fígado associado ao uso deste medicamento durante infecções virais em crianças).

A catapora (ou varicela) confere imunidade definitiva, mas os vírus podem ser reativados anos mais tarde, causando o herpes zóster.

Quais são os cuidados que se deve ter para evitar a disseminação do vírus da catapora?

  • Evitar contato com as pessoas doentes. Os doentes, por sua vez, devem permanecer em casa, evitando todo tipo de aglomeração e contato com outras pessoas.
  • Evitar tocar, coçar ou escarificar as lesões. Se tiver que fazê-lo, usar luvas e lavar bem as mãos, com especial cuidado com a retenção de vírus embaixo das unhas. Isso tanto previne a difusão da doença, quanto a infecção das lesões.
  • Tomar a vacina contra a varicela na época recomendada. A vacina está indicada para todas as crianças acima de um ano de idade e aos adolescentes e adultos susceptíveis, que não tiverem contraindicação. Todas as vacinas de vírus atenuado estão contraindicadas durante a gravidez e em pessoas comimunodeficiência.

Texto original retirado do Portal Vaccine Care

O que é excelência pessoal?

Pesquisadores e autores que estudam o sucesso apontam as mais diversas características como sendo responsáveis pelo êxito na vida, como determinação, persistência, objetivos definidos, foco, auto-estima, pró-atividade, enfim, a lista é longa. Concordo com essas abordagens, no entanto, minhas pesquisas me levaram a acreditar que há um ponto de convergência entre praticamente todas as pessoas bem sucedidas nos mais diversos campos da vida: a postura íntima de excelência pessoal.

Excelência Pessoal

Ninguém é perfeito e muitas pessoas de sucesso não possuem todas as qualidades atribuídas ao seu êxito. Apesar de todos os esforços, não há ninguém que não esteja à mercê de recaídas pessoais. Quem é que consegue ser determinado o tempo todo? Persistente o tempo todo? Focado o tempo todo? Além disso, é muito difícil encontrar em uma só pessoa todas as características apontadas como responsáveis por seu sucesso, mas ao mesmo tempo, não é possível construir uma vida de êxitos com base em uma característica isolada.

Devo mencionar que quando me refiro a “sucesso” não estou falando apenas de sucesso profissional e muito menos de fama. Sucesso é ter êxito naquilo que cada um se propõe a fazer, seja o que for. Podemos falar em sucesso nos relacionamentos afetivos, ou seja, ser capaz de manter um relacionamento no longo prazo. Podemos falar em sucesso familiar, ou seja, manter a união e estabilidade da família. Podemos falar em sucesso na superação de dificuldades pessoais, como superar o medo de falar em público ou a insegurança social. E é claro que sucesso financeiro e profissional acabam compondo um quadro de uma vida completa e satisfatória, já que a falta de dinheiro e a frustração profissional afetam todos os demais setores da vida de uma pessoa.

A teoria que apresento neste site demonstra um tipo de personalidade que prioriza a excelência em tudo o que faz, em todas as áreas da vida. A pessoa que é verdadeiramente excelente não tem sucesso aparente em apenas uma área da vida, enquanto todas as outras se deterioram. A pessoa que age de acordo com os princípios da excelência busca o equilíbrio e a prosperidade em tudo na vida, em todas as áreas.

A postura de excelência pessoal é como se fosse um pano de fundo que mantém todas as outras características e atitudes da pessoa num nível otimizado de qualidade e é isso que no final das contas a salva de sua própria imperfeição e eventuais deslizes.

Em resumo, agir com excelência pessoal é ter a integridade íntima de sempre dar tudo de si em qualquer situação. Essa postura é como um banho de água fria, por exemplo, no potencial corrosivo do auto-engano, ou seja, a tendência da pessoa dar desculpas esfarrapadas para justificar seus erros e acreditar nessas mentiras, se auto-enganando e, conseqüentemente, dilacerando sua auto-estima.

A pessoa intimamente íntegra, que age com excelência, sabe que não é perfeita, mas não sofre com isso, não se sente ansiosa ou vergonhosa por não poder acertar o tempo todo. Esse desencano com a perfeição tira um peso enorme de suas costas. A pessoa se sente mais autorizada pela vida para fazer o que precisa ser feito sem entrar em neuras por medo de ser rejeitada, medo de decepcionar os outros e sem a ansiedade da expectativa emocional ligada aos resultados. Popularmente, essa pessoa é vista como aquela que não se importa com o que os outros pensam ou falam dela, é a pessoa que faz o que tem que ser feito de acordo com sua bússola interna, não de acordo com as expectativas alheias.

É importante frisar também que a excelência pessoal corta os efeitos das próprias expectativas com relação ao futuro. Quando a pessoa faz planos e tem esperanças para o futuro esperando que os resultados lhe tragam satisfação emocional – ou, popularmente, “felicidade” –, ela está criando uma armadilha para si mesma, alimentando uma situação em que a ansiedade e o medo são praticamente inevitáveis, já que sua felicidade supostamente está em jogo nos resultados daquela situação. A pessoa excelente não precisa buscar felicidade no futuro, ela já é feliz no presente.

O que é inteligência emocional?

Popularizada nos anos 90 por Daniel Goleman, o tema se tornou coqueluche em palestras organizacionais e em programas de desenvolvimento pessoal. Apontada muitas vezes como o “verdadeiro” segredo do sucesso, a inteligência emocional é a capacidade íntima de lidar pró-ativamente com as próprias emoções e com o próprio universo interior, mantendo assim uma postura assertiva no dia-a-dia, tanto na vida pessoal, quanto profissional.

Inteligência Emocional

Muitos dos problemas que as pessoas têm tanto em sua vida pessoal quanto profissional advêm da dificuldade em lidar com aspectos emocionais em resposta aos estímulos que recebem. De frustração à rejeição, é preciso equilíbrio emocional para construir internamente o que se tornará a resposta mais adequada a ser exteriorizada. A pessoa sem inteligência emocional dá respostas erradas a esses estímulos, fica brava, “explode” de raiva, se retrai em timidez ou medo, toma atitudes precipitadas e impulsivas em resposta à sua ansiedade interna, enfim, a pessoa sem inteligência emocional mete os pés pelas mãos pela vida afora, por simples incapacidade de lidar proativamente com as próprias emoções.

Inteligência emocional é a maturidade da capacidade de lidar com nosso universo interior. Mas por que essa característica é tão importante para a excelência pessoal? Excelência, em primeiro lugar, é o contraste absoluto da mediocridade e, sendo assim, exige esforços que a pessoa que se mantém na ordinariedade não está intimamente disposta a fazer. Esses esforços colocam a pessoa no front de batalha, ela fica exposta tanto aos obstáculos quanto a críticas alheias e combates diretos com oponentes – como no caso dos esportes, por exemplo, ou até mesmo no ambiente corporativo.

Para manter um desempenho excelente, a pessoa precisa ser forte o suficiente para não se amedrontar e não se acovardar frente a esse contrafluxo. Essa força vem da estabilidade emocional íntima e da capacidade em lidar com as próprias emoções. A pessoa incapaz de lidar com a raiva, por exemplo, mete os pés pelas mãos e acaba cometendo erros irreversíveis que podem minar as chances de concretização de suas metas. Da mesma forma, a pessoa que não consegue lidar com a ansiedade, acaba sendo impulsiva e precipitada, também cometendo erros que podem vir a ser irreversíveis.

Muitos erros cometidos também por falta de inteligência emocional dizem respeito às interrelações. A pessoa sem inteligência emocional acaba estragando relacionamentos chave em sua vida e perdendo oportunidades que seriam importantes para a concretização de seus objetivos.

Não confunda inteligência emocional com extroversão

Nem sempre pessoas extrovertidas tem alto nível de inteligência emocional, na maioria das vezes, a realidade é justamente o contrário. Pessoas extrovertidas apenas lidam com os estímulos sociais de forma diferente das tímidas e, em muitos casos, apenas aprenderam a jogar os joguinhos sociais ou a atrair atenção para si mesmas. Isso não é inteligência emocional e muitas pessoas extrovertidas apresentam, na verdade, baixo nível de inteligência emocional. Pessoas que necessitam da atenção alheia “desesperadamente” ou que usam seu comportamento extrovertido para manipular e dominar os outros não possuem alto nível de inteligência emocional. Esse comportamento denota, na realidade, uma dificuldade muito grande de lidar com as próprias emoções, o que é evidenciado muitas vezes no desenvolvimento de distúrbio bipolar, que é mais frequente em pessoas extrovertidas, enquanto a depressão é mais frequente em pessoas tímidas.

Isso não quer dizer, porém, que pessoas tímidas tenham maior inteligência emocional, pois não é o caso! É importante compreender que o contrário de extroversão não é timidez, mas sim introversão. A timidez sim representa um baixo nível de inteligência emocional já que a pessoa tem dificuldade de lidar com emoções, processar as respostas mais adequadas e exteriorizá-las da melhor forma possível.

Pessoas introvertidas, no entanto, não são necessariamente tímidas, mas também não são extrovertidas. Introvertidos que possuem inteligência emocional são pessoas que geralmente são mais quietas, resguardadas e não apreciam estar em evidência ou chamar a atenção, mas quando precisam conseguem ser assertivas, persuasivas e se comunicam bem. O tímido tem problemas justamente aí, ele não consegue exteriorizar suas emoções e respostas da forma mais assertiva possível. Isso é um problema, contudo, que também pode atingir pessoas extrovertidas com baixo nível de inteligência emocional. Nesse caso, as manifestações podem ser o exato oposto do tímido, mas com os mesmos resultados, ou seja, o extrovertido pode exagerar na dose em suas respostas aos estímulos, seja com agressividade, petulância, arrogância ou insensibilidade.

Como se tornar uma pessoa mais eficaz

Sempre que eu penso na diferença entre eficiência e eficácia, costumo pensar em um colega de trabalho meu. Ele é um resumo do que se descreveria como “eficiente”. Sempre que tem um problema a ser resolvido, ele logo se prontifica a solucioná-lo. Ele usa de todas as suas faculdades físicas e mentais para resolver a situação. Muitos observadores chegariam a ponto de dizer que ele vai além do que é necessário fazer naquele momento.

Ele não pensa duas vezes para tomas todas as atitudes necessárias para resolver qualquer situação que apareça. Seus supervisores, contudo, não acham que ele está satisfazendo suas expectativas. Por quê? Porque eles acham que, apesar de ele ser eficiente, suas ações não são eficazes. Como uma pessoa assim pode ser ineficaz? Todo seu trabalho duro e todas as suas boas intenções não podem estar agindo contra ele, podem?

Como ser mais eficaz

Quando ouço a palavra “eficaz”, costumo pensar na palavra “afetar”. Encontrei diversas descrições para a palavra “afetar”. Algumas delas são: mexer, influenciar, mudar e chatear. Essas palavras descrevem bem pessoas que fazem mudanças acontecerem. Meu colega, por outro lado, é mestre em reagir às mais diversas situações de crise. Ele gosta quando uma situação assim aparece. É assim que ele recorre a todas as suas energias para resolver o problema o mais rapidamente possível.

Há vários problemas que podem ocorrer quando alguém resolve brilhar em situações restritivamente reativas. Trabalhar em uma situação puramente reativa faz com que você perca completamente a noção de suas outras responsabilidades ao se focar somente no foco do incêndio. Como consequência, suas responsabilidades básicas são colocadas em segundo plano e você acaba, essencialmente, criando um ambiente propício para que outro incêndio comece.

Aquele que só encontra conforto em resolver problemas imediatos não cria oportunidades para analisar e prognosticar. É analisando e prevendo que vamos em frente. Lutar contra o incêndio é como andar na água, enquanto analisar e prognosticar é nadar o mais rapidamente possível até a linha de chegada. Essas são as ações que o levam adiante. É a diferença entre ser uma pessoa eficiente e ser uma pessoa eficaz.

Então, como você muda essa consciência e se torna uma pessoa eficaz?

Encontre a raiz do problema

Sempre que meu colega resolve um problema crítico, tenho quase certeza de que ele não para para pensar na real causa do problema. É mais fácil resolver os problemas quando eles surgem do que reservar um tempo para chegar ao coração do problema e evitá-lo totalmente. Uma análise da causa inicial é a maneira mais fácil de descobrir a causa de qualquer problema que estejamos enfrentando. Só precisamos nos perguntar “por que” umas quatro ou cinco vezes até termos uma resposta final.
Por exemplo, digamos que todos os meses, antes do pagamento, parece que você está sem dinheiro e usa seu cartão de crédito para resolver as coisas. A análise da causa inicial pode ser algo mais ou menos assim:

Pergunta: “Por que estou usando meu cartão de crédito para pagar contas básicas?”

Resposta: “Porque meu dinheiro acaba antes da chegada do próximo pagamento.”

P: “Por que eu sempre fico sem dinheiro antes do próximo pagamento?”

R: “Porque minhas despesas somam mais que meu pagamento mensal.”

P: “Por que minhas despesas somam mais que meu pagamento mensal?”

R: “Porque não planejo meu orçamento antes de receber meu pagamento.”

P: “Por que não crio um orçamento mensal?”

R: “Porque não sei ao certo como criar um orçamento e me ater a ele.”

Esse é um exemplo simples de perguntar “por que” algumas vezes até encontrar uma resposta que solucione o problema. Solucionar o problema não é a mesma coisa que redirecionar o problema. Usar o cartão de crédito redireciona o problema (o problema vai continuar surgindo), criar um orçamento e se ater a ele resolve o problema.

A análise do problema inicial não apenas resolve o problema como também cria um ambiente passível de crescimento. Agora que a pessoa sabe que fazer um orçamento é uma solução para o seu problema, ela pode criar um orçamento, se ater a ele e usar seus novos hábitos para acumular dinheiro. Se ela continuasse redirecionando o problema com seu cartão de crédito, ela eventualmente se veria afundada em dívidas e financeiramente arruinada.

Uma vez que você se veja sem redirecionar o mesmo problema repetidamente, você pode rapidamente mudar para a próxima fase, o nível dois de pensamento. Uma vez que o problema foi resolvido, suas capacidades mentais não estão mais focadas em apagar incêndios e podem ser usadas em coisas completamente diferentes em seu benefício próprio. No exemplo acima, uma vez que você substituiu seus gastos altos por um orçamento que funcione, você poderia começar a pensar em oportunidades de guardar dinheiro para coisas maiores e melhores. É aqui que você passa de um solucionador de problemas eficiente para um gestor eficaz da sua vida.

Lembre-se: para ser eficaz, você não deve mais ficar feliz por ser um bom solucionador de problemas, mas valorizar mais ser uma pessoa que consegue identificar os problemas já existentes inicialmente e eliminá-los.

As definições básicas de eficiência e eficácia também devem sempre ser mantidas em mente ao avaliar se você deve fazer algo ou não, ou mesmo procurar pela raiz do problema ao invés de reagir simplesmente:

EFICIÊNCIA: Fazer bem as coisas ou fazer “bem feito”;

EFICÁCIA: Fazer as coisas certas.

Ao fazer as coisas certas, você afeta o ambiente em que está agindo, ao passo que ao se concentrar demais em fazer bem as coisas como meu amigo, você pode perder a perspectiva do que realmente precisa ser feito e perder tempo fazendo as coisas erradas. Você pode ser uma pessoa eficiente e eficaz ao mesmo tempo, o que é o ideal, mas ao perder o foco da eficácia, você corre o risco de desperdiçar tempo e esforços chovendo no molhado sem alcançar resultados práticos.

Artigo original retirado do site Excellence Studio

Vacinas universais podem permitir prevenção da gripe em larga escala

Controle da gripe pode passar de reação a grupos específicos de gripe para prevenção geral e real da população.

Uma das classes emergentes de vacinas duradouras contra a gripe poderia fazer mais do que apenas salvar as pessoas do problema de uma gripe anual. Pesquisadores da Universidade Princeton, descobriram que a vacina “universal” poderia pela primeira vez, de maneira eficaz, alcançar a prevenção da gripe em larga escala, limitando a capacidade do vírus de se espalhar e sofrer mutações. Vacinas universais, ou protetoras – assim chamadas pela sua eficácia contra vários tipos de gripe – estão sendo desenvolvidas em vários laboratórios em todo mundo e algumas já estão em testes clínicos.

Os pesquisadores relataram recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences que as novas vacinas tornam mais difícil que o vírus se espalhe, ao mesmo tempo em que têm como alvos peças relativamente imutáveis do agente. Com isso, a capacidade notória do vírus, bem como sua evolução e imunidade ficam prejudicadas. As atuais vacinas contra a gripe agem apenas sobre componentes mais adaptáveis do patógeno.

Por meio de um modelo computacional, a equipe desenvolveu um método que mostra que esses fatores podem ser determinantes para conseguir um controle sem precedentes do vírus da gripe, tanto sazonalmente quanto em épocas de surtos altamente contagiosos. As vacinas universais poderiam até mesmo melhorar a eficácia das vacinas atuais, que são projetadas para combater apenas tipos específicos de gripe já identificados em pessoas.

De acordo com um dos associados da pesquisa de pós-doutorado em Princeton e membro do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, Nimalan Arinaminpathy, controlar a gripe, que agora é como “perseguir um alvo móvel”, poderia avançar da fase de reação atual para o de prevenção geral e real da população. “A gripe evolui rapidamente para escapar da imunidade do hospedeiro, e as vacinas atuais tendem a priorizar a imunização de grupos específicos, de alto risco, como portadores de asma e idosos a cada ano”, disse.

Segundo Arinaminpathy, o novo programa de vacinação tem como foco a proteção clínica para todos aqueles que receberam a vacina e assim o controle da disseminação e evolução do vírus. “Nosso modelo fornece uma forte base conceitual a respeito de como e por que as vacinas universais vão conseguir isso.”

* Publicado originalmente no Opinião e Notícia.

O menino teve meningite bacteriana, ficou tetraplégico e perdeu a capacidade de respirar sozinho

Garoto tetraplégico ganha marca-passo para respirar sem aparelhos

Pedro Arthur Diniz, de 8 anos, foi a primeira criança brasileira a receber um marca-passo no diafragma para dispensar o tubo de oxigênio que o mantém respirando artificialmente. O menino teve meningite bacteriana, ficou tetraplégico e perdeu a capacidade de respirar sozinho.

A cirurgia para implante do marca-passo foi realizada no início do mês no hospital Albert Einstein. Os custos do procedimento (cerca de R$ 500 mil) foram pagos pelo governo de Minas Gerais, por ordem judicial.

O marca-passo foi ligado na semana passada e o tubo de oxigênio que fica preso na traqueostomia do menino, desconectado. Pela primeira vez desde que ficou tetraplégico, o diafragma de Pedro passou a se contrair, permitindo a ele respirar sem ter de ficar preso ao tubo de oxigênio. “A sensação é muito boa”, disse o menino, que sorriu após o aparelho funcionar.

A doença. A luta de Pedro para sobreviver começou em 2006, quando ele foi diagnosticado com meningite bacteriana depois de uma crise convulsiva. Na época, ele tinha 1 ano e meio e não havia recebido a vacina por falta de informação – ela não estava na rede pública e os pais não foram orientados pelo pediatra a fazer a imunização particular.

Rodrigo Diniz Junqueira Rocha, de 37 anos, pai do menino, diz que desde bebê ele emitia sinais que não foram identificados pelo médico pediatra, que nunca suspeitou de meningite nem informou a família de que existia vacina contra a doença – que só era vendida em clínicas particulares, por R$ 280 cada dose (as crianças tomam três doses).

“Ele era uma criança que ficava uma semana boa, uma semana ruim, estava sempre febril. Mas o pediatra só dava remédio e mandava de volta para casa. Para nós, a carteira de vacinação dele estava em dia”, diz o pai.

Convulsão. Em um certo dia, depois de brincar de bola com o filho, Diniz percebeu que Pedro estava cansado demais e resolveu levá-lo novamente ao médico – que mais uma vez o liberou. “Resolvi levá-lo a um hospital. Ele teve uma crise convulsiva e o internaram imediatamente. O médico suspeitou na hora de meningite”, conta Diniz.

Após uma série de exames e convulsões consecutivas, o diagnóstico foi confirmado: Pedro tinha meningite bacteriana tipo C, contraída provavelmente por uma sinusite que não tinha sido diagnosticada quando era bebê.

“O impacto de você um dia jogar bola com seu filho e no outro dia vê-lo no hospital convulsionando, amarrado numa cama e entubado é muito forte. Nunca lamentamos a doença de Pedro, mas é muito difícil para pais de primeira viagem”, diz.

Segundo Diniz, a suspeita dos médicos é de que Pedro tenha ficado doente aos 8 meses – por isso dava sinais de cansaço e estava sempre febril. “Se o pediatra tivesse percebido, poderíamos ter dado a vacina. O Pedro até poderia ter meningite, mas não teria sequelas tão graves”, diz.

Tetraplegia. Segundo o pai, Pedro ficou tetraplégico quando teve a primeira convulsão – as bactérias provocaram um comprometimento da medula espinhal na altura da nuca. Assim, o menino perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo e também a capacidade de respirar sem ajuda de aparelhos. Essa é a sequela mais grave e rara da meningite, já que, em geral, as crianças ficam com déficit neurológico – a parte neurológica de Pedro está totalmente preservada.

“O Pedro teve uma sequela no centro respiratório. Isso é muito raro e implantar o marca-passo seria a única forma de ele sair da ventilação mecânica e ter uma qualidade de vida melhor”, explica Rodrigo Sardenberg, cirurgião responsável pela cirurgia.

O marca-passo de Pedro fica ligado de duas a três horas por dia e esse tempo será aumentado progressivamente para que haja o condicionamento muscular do diafragma do menino – os músculos deixaram de trabalhar espontaneamente desde que ele ficou tetraplégico e, por isso, a ventilação artificial ainda é necessária.

A expectativa de Sardenberg é tirar totalmente a ventilação mecânica de Pedro em, no máximo, seis meses. A partir daí, ele conseguirá respirar apenas com o marca-passo. “O Pedro começou a ter alguns sinais de respiração espontânea com o uso do aparelho. A nossa esperança é de que chegue um dia em que ele não precise mais nem do marca-passo”, diz Sardenberg.

Pedro recebeu alta no último sábado e voltou para Minas. Seu pai diz que o próximo passo é ir para a China, avaliar como estão as pesquisas com células-tronco na área de tetraplegia e, se for o caso, submeter Pedro à terapia, que ainda precisa de comprovação científica. “Se existir chances de ele voltar a andar, não vou medir esforços. A medula dele foi comprimida pela doença, mas ainda há um fio de esperança”, afirmou o pai.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.